devaneios

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Parrí: quase tive torcicólo por ter tentado ver pela janelinha do avião quando a torre Eiffel surgisse lá embaixo mas fail. Se você for para a França, tente pelo menos falar um Parlez vous anglais?, eles já vão te odiar desde já, mas pelo menos eles não vão ter como te ignorar porque você vai estar perguntando na língua deles, porque tive a experiência de ser ignorada na cara dura quando perguntei em bom e velho inglês “do-you-speak-English?”. É claro que qualquer mongol é capaz entender o que essa frase significa, mas eles dão um de João sem braço. E olha que eu estava no aeroporto Charles de Gaulle e nenhum funcionário me aideé, sabe como é. Eu fiz escala em Paris durante meu voo para Dublin. Foi um bate e volta mucho loco porque parei em Paris (me sinto muito rica falando *parei em Paaaris*) de manhã e ia fazer a conexão às 18:45. E eu queria conhecer a cidade Luz assim, num estalar de dedos. Eu já tinha feito esses bate e voltas quando trabalhei no cruzeiro, 3 horas para “conhecer” algum lugar. Tá bom. Só para conseguir encontrar o lugar onde vendia bilhetes e pegar o metrô dentro do aeroporto demorei uma hora, assim, igual uma retard saindo e voltando do aeroporto porque cada filho de deus me falava uma coisa diferente. E tava um calor, tipo Rio 40°, e meu look do dia era tipo “to indo para os Alpes esquiar”. Paris é muito uma cidade de verdade, uma metrópole onde mescla o moderno, o clássico, o sofisticado. No metrô você encontra todo tipo de gente (não é igual São Paulo, onde você também pode encontrar todo tipo de gente, mas é gente já misturada que não dá mais muito pra identificar a origem). É muito doido ver uma mulher toda de burca ao lado de uma cara de black power e um outro cara de terno e gravata suando dentro da roupa. Ver a ponta da torre Eiffel apontando no horizonte foi tão vibrante como quando eu vi a pontinha das pirâmides do Egito surgirem no meio do burbirinho da cidade, foi o feeling do *i did it! i did it!* Pena que não consegui entrar lá.
Na volta para o Brasil ouvi um cara dizer que pra ele a torre Eiffel era só um monte de ferro sem significado. Talvez até possa ser, mas é o monte de ferro mais elegante que já ergueram. A fila para subir nela era uma piada, ia demorar até o ano que vem. Em lugares tops, nunca tem aquela coisa de tipo “hoje é segunda, vai tar vazio”. O metrô de lá é ótimo, mas o ticket de passe livre de um dia com acesso ao aeroporto custa o zóio da cara: 20 euros! Vamos lá, finthy euros, tipos, 56 reais num ticket de metrô. Mas também o papel quase desfez na minha mão de tanto usar. É óbvio que nós, pela primeira vez lá, queremos ir nos pontos tops turísticos onde tem fila e tudo mais, e todo mundo quer ver. Entrar no Louvre também ia demorar dois dias, mas só de tar na porta dele já deu pra ter o feeling de *putaquepariuputaquepariuputaquepariu*. Daí você fica muito abobado, porque é tudo tão lindo, as obras arquitetônicas são tão orgásmicas que você não sabe se respira, tira foto, morre de sede, parece um cachorro quando cai de caminhão de mudança. E todo mundo, quase sempre, é muito elegante. Esse foi o glimpse que deu pra ter durante as poucas horas que tive lá. Só rezo sempre pra que não levantem o braço perto de mim.. porque parece que o uso de desodorante não é muito comum por essas bandas.
Dublin: se você ama cerveja, paga um de alternativo meio trash e não curte banho, fica a dica: vá para Dublin! Lá é o point. As minas acham lindo usar um kilo de blush, ter o cabelo parecendo um ninho de passarinho, usar shorts de cintura alta que deixam a bunda chupada e a polpa aparecendo. E elas andam de bandos. Meninas de uns, sei lá, 13 anos já parecem “eu, cristiane F, drogada e prostituída”. E elas tem a pele oleosa, ecs. A cidade é bonitinha mas dá pra ver que a Irlanda tá meio quebrada, o governo sustenta quem não quer trabalhar e parece que os brasileiros que moram lá apelidaram esse “povo diferenciado” que o governo sustenta, são os “knackers”. Vamos lá, direto do urban dictionary A knacker is your general scumbag from Ireland. Males wear caps balanced at an upright angle on their head, at least 5 gold rings and sovereigns on each hand, large gold chains around their necks, matching tracksuits or shirt under Satellite Sports stripey jumper. Adidas, puma, nike or burberry clothing essential to fit crowd. Females wear: Maternity clothes, knacker hoops (large earings that reach from earlobe to shoulder) Prams, belly tops and tracksuits with their knackery fat hanging off the side.” 
Ou seja, já deu pra perceber que o bagulho é tenso. Eles recebem dinheiro e moradia do governo, e não trabalham. Circulam pelas ruas como se fossem zumbis vestindo roupas de esporte. Gastam tudo em birita e tem uma cara péssima. Ah, Dublin é o paraíso pra se comprar roupas muito a preço de banana. Mesmo quem não é consumista, se corrompe. Você compra camisetinhas a 3 euros. A comida deles é muito estranha, nada tem muito sabor e é muito pesado. Basicamente, eles comem peixe e batata. Eu sobrevivi quase comendo só no sofisticadíssimo Burger King. O que eu detesto mas era muito divertido ir lá com a minha prima de madrugada só pra ver os bêbados irem comer. E eles comem hambúrguer com LEITE. As pessoas entram carregadas por amigos e ficam na fila por um hamburguer enquanto lutam para o vômito não sair. Alguns tentam entrar dirigindo carrinho de supermercado. Lá você tem muito a sensação de que é uma cidade só de jovens, onde acabaram de sair da casa dos pais e jesus do céu. Então durante o dia você dá a louca nas lojas comrpando tudo porque tudo é muito barato! e a noite você vai enxer a cara e conversar com os tiozões nos pubs. O baileys coffe é divino, é o orgasmo liquidificado. As vezes nem dá tempo/vontade de voltar para casa se trocar para sair e você já pega e pára num pub, abre as sacolas de roupas novas vai no banheiro e já sai com um look pronta pra náitchy! Se você é comprometido não vá para Dublin, lá é meio que a cidade da perdição. Mas tudo se resume a pubs. Pub adaptado dentro da igreja, do banco e bandas muito indies pelos cantos das ruas. Um paint de cerveja nos pubs custa em média 8 euros, é caro, então ache algum estranho pra pagar pra você (aquelas…)  Mesmo no verão é bem friozinho que faz gelar a ponta do nariz. São as ruas molhadas (porque lá chove 364 dias no ano), o vapor e a fumaça de cigarro saindo da porta dos pubs, povo comendo junkie food, pessoal doidão. E todos os pubs ficam, basicamente, no Temple Bar. Ah, e irlandês AMA abraçar as pessoas.
minas de Dublin
um close-up da bunda de uma delas
eu e a Ina, sempre com muita sede
          Giants of Causeway, formações rochosas muito loucas formadas a partir de lava solidificada
Fora os irlandeses, tem muito polonês, brasileiros (aos moooontes), indianos e assim vai.. morando lá.
Suécia: ah, Suécia é a cereja do bolo. (apesar de eu começar a pensar agora que a Suécia só é muito boa nas fotos porque lá é muito frio, mas é a freezer land do meu coração). Definitivamente, é o país mais hipster que existe e todo mundo parece estar participando de um comercial de perfume. (Islândia é o país hipster meio autista e Finlândia faz mais a linha hipster mongol) A Escandinávia só serve para deixar bem claro quão pobre e feia eu sou! Suecos são meio maluquinhos (não é a toa que namoro um!), eles adoram pular num lago durante o que eles costumam chamar de “verão”, assim no meio do nada. Eles param o carro num lugar x, ficam peladão lá mesmo, botam a roupinha de nadar e puft pro lago congelante. Eu experimentei isso no primeiro dia que conheci a minha sogra. Para me assuecar eu também pulei no lago, que é tipo, a praia deles. Me senti exatamente como se tivesse acabado de cair no mar do Alaska assim que o Titanic começou a afundar. E só para provar que eu era forte, eu pulei de novo. Mas dá um cagaço pular em lagos, eu sempre tenho a neura de que algo vai enconstar no meus pés e eu vou morrer. Eu vi uma mulher pulando com a filha no começo da noite no lago, sabe quando já tá frio a ponto da sua orelha começar a doer.. então, elas entraram no lago. Eles acham isso “refrescante”. Os suecos são muito tradicionais, todos eles comemoram o que é pra ser comemorado. Fui pra lá em agosto, mês que eles celebram o lagostim (coisa mais aleatória para se comemorar, né?) Eu com certeza já devia ter comido aquilo antes, mas já descascado, tudo bonitinho. Tivemos todo um ritual muito fofo, com direito a chapéuzinhos com o lagostim, solzinho de papel dependurado na parede, spirits, e outros drinks, e ah, eles sempre cantam musiquinhas vikings durante as celebrações, mesmo que só hajam 3 pessoas na mesa, é pura festa. É muito divertido, são fofos demais. Enfim, não comi o lagostim, para mim aquilo parecia uma barata com aquelas antenas gigantes. O Alexander só me falou “puxa assim e chupa o estômago”. OI?! Não consegui comer aquilo. Diferenças culturais. Eu abomino barata, quase não temo nada nessa vida, mas posso tacar fogo na minha casa por causa de barata.
As pessoas lá falam cochichando, dá até um certo desespero. Você até começa a sentir falta dos carros com som estourando tocando funk, sertanejo e essas outras coisas com melodias de dificuldade quase nula. No metrô as pessoas não te pedem licença, elas fazem contato com os olhos “tipo, quero passar”. Dá pra ir pra quase todo lugar de bicicleta, mas eu sofri nos primeiros dias porque as bikes de lá são feitas no estilo antigo, ou seja, pra brecar você pedala pra trás, e no começo eu quase caí várias vezes. Ah, quando cheguei no aeroporto meu namorado estava inteirinho vestido de árabe e me fez vestir uma burca negra que só deixava meus olhos à mostra. Parecíamos terroristas no aeroporto, a Suécia tem muitos poucos habitantes, e eu imagino que quase todos eles estivessem olhando pra gente. Fomos fazer check in em um hotel bem no centro da cidade assim. Eu toda de preto só mexendo os olhos e vendo as pessoas me olharem. Foi demais. Ah, e nunca viaje de Ryanair se você tem 500 milhões de kilos de bagagem, eu tive que pagar de última hora135 euros por uma mala extra. Tipo, oi? Lembrando que paguei 75 pela passagem.. e eu também perdi meu Iphone num pub. Da próxima vez que eu tiver um, vou colocar uma corrente nele.
Acho a Suécia um país muito incrível porque lá tudo é muito acessível (ou pelo menos parece ser), por exemplo, o local onde é celebrado a festa da entrega do prêmio nobel é aberto a visitas, e você pode entrar em to-dos os lugares, até lamber a parede! E até é possível fazer casamentos lá e de graça. Mas tem uma fila de 6 meses de espera e você tem que escolher uma das duas versões, a curta ou a longa. A curta dura 0,40 segundos e a longa parece que 2 minutos.
Ah, lá também é o país das frutinhas vermelhas – as berries; e dos cogumelos. Cada um tem seu lugar específico para colher seus cogumelinhos e ninguém conta pra ninguem onde é. E sempre é muito fácil ter contato com a natureza, mesmo nas cidades é bem acessível ir a bosques ou até mesmo florestas. Parece ser a terra perfeita se não fosse pelo frio do caralho que faz durante o inverno. E sem contar a escuridão. Neve sai bonita na foto mas no dia dia forever and ever, sei não. Mas nosso amor é forte e vai fazer derreter tudo. Not.

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