devaneios

angústia.


Eu ainda estou a divagar no universo da minha vida. Só fazem 2 semanas que o Alexander se foi e minha rotina mudou completamente. Comecei o trabalho no restaurante do Copacabana Palace (o Copa) e mudei de casa pela zilhonésima vez. Sério, eu não aguento mais me mudar. As pessoas pensam que sou foragida da polícia ou cigana porque, é uma média de 6 meses para cada endereço novo. Nos últimos dois anos vivi em tantos tetos diferentes que gsus. E a cada leva dessa eu vou doando coisas, tudo. Só vai ficando o que realmente me interessa e necessito. E isso também tá servindo para minha vida. Vou ficando mais seletiva e agora estou sabendo mais do que gosto.
Estou em uma luta interna de querer que o tempo passe e não passe. Passe porque quero muito começar minha vida nova, da estaca zero ao lado do Alexander assim que me mudar para a Suécia. Vai ser uma coisa do tipo, renascer aos 23 anos. Outra cultura, vou ter que cativar novos amigos, dominar uma língua diferente, conquistar minha vaga na universidade sueca, conseguir um trabalho que me garanta como ser vivo. Só de pensar já fico sem fôlego. E on the other hand, eu quero que o tempo pare porque eu só tenho esse meio tempo de liberação burocrática (liberação do visto de permanência sueco) para poder curtir minha família, amigos, o sol que brilha até as 6 da tarde.. e, enquanto isso não acontece aqui tô eu no Rio, sozinha. Sozinha em uma nova casa, em um novo trabalho, rodeada de pessoas novas. As vezes isso cansa. Quero que minha vida comece logo pra valer. É até cômico dizer que sou waitress, é aquela coisa de ficar esperando.. não só o cliente me pedir o que ele quer.. mas tem um significado muito mais além. óh só. Agora me sinto naquele momento em que a gente tá prestes a nascer mas fica em um lugar estranho, sabe? Aqui tá tudo “bem”, moro com pessoas legais agora (finalmente, gsus), tenho um trabalho em um lugar legal (apesar de não ser o tipo de coisa que curto muito.. mas é o que tem pra hoje). Foi divertido ir ao consulado sueco semana passada ser entrevistada para o visto de permanência. Caiu a ficha que agora é pra valer. E isso ao mesmo tempo que me faz subir pelas paredes de alegria, também me apavora. Tive que dar tim tim por tim tim dos detalhes de como conheci o mister lova lova, e depois a entrevistadora leu o resultado de tudo o que eu disse. “São Paulo, dia 26 de março de 2011. Bruna estava com fulano, ciclano e beltrano em uma festa chamada pub crawl quando conheceu Alexander Sexy Wojdas”. Mês que vem já renovo meu passaporte. Acho que tô começando a ficar velha. E no meu novo trabalho não posso muito abrir o bico da minha vida, porque senão eles não vão me dar trela se souberem que very soon darei no pé da terra da banana. E daí que eu tô explodindo nos sentimentos e nem posso compartilhar muito com pessoas em carne e osso. E eu começo a me questionar porque botaram o nome do Rio de Rio de Janeiro, porque afinal aqui só chove em janeiro. Talvez seja por isso, porque chove tanto que formam Rios de janeiro. Ahaha.. but not. Sei lá. Ajuda dos universitários aí. Eu estava super empolgada pra vir escrever um post sobre a história do Rio e do Copa que me foi passada, mas perdi a empolgação. Acho que isso cheira uma bela tpm. Medo. E tô me sentindo paulista já porque desde que comecei a trabalhar não consegui mais ir a praia, porque só chove e quase nem dá tempo!

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1 Comment

  • Reply
    Guilherme Yamasaki
    Fevereiro 17, 2013 at 4:14 am

    Saudades super! Preciso te ver again! beijooos

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