bêbe & cia devaneios

vida loka sobre 4 rodas (de um carrinho)

hellows ūüôā

eu j√° devo ter falado por aqui que na Su√©cia n√£o tem preferencial, n√©?! todo mundo igual, alinhado na linha do meio. nem mais nem menos. aqui no Brasil existe preferencial mas quando √© pra valer o sistema √© muito capengo. Revoltante. Passei as √ļltimas 3 semanas dando um rol√™ com o Benji pelo Riow e por Sp e gastei um rim s√≥ em taxi. A ideia era tentar rodar as cidades usando o transporte p√ļblico. Como¬†j√° morei no Rio e s√≥ queria mesmo era ficar bundando na praia eu nem esquentei o piolho pra sair pela cidade. J√° em Sampa eu tava louca pra ir em todas as exposi√ß√Ķes, no centr√£o, bem na louca (isso com um beb√™ de 9 meses dependurado em mim, eu & ele, ele & eu). Primeiro de tudo que as cal√ßadas do Brasil s√£o todas bosteadas, √© tipo um rali com o carrinho. Quando a minha sogra veio da Su√©cia nos visitar no Rio ela se esborrachou toda na cal√ßada, tadinha. E para andar com um carrinho eu j√° sabia que n√£o ia ser tarefa f√°cil. Era preciso um tanque de guerra. E foi bom ver que n√£o √© s√≥ na Su√©cia que as pessoas pulam em cima do carrinho, aqui isso tamb√©m acontece. T√ī doida pra botar uma buzina no carrinho – dif√≠cil vai ser quando eu querer usar e o benjoca estiver¬†dormindo. Beleza, as cal√ßadas at√© que foram ok (apesar de as vezes eu me sentir como se fosse o √ļnico ser fazendo isso na terra porque em sp eu n√£o via nenhuma louca andando de carrinho por a√≠, me senti meio que um alien). No Rio a gente via muitos carrinhos na zona sul e dava pra perceber que era mais o creme de la creme carioca que usavam. Porque l√° √© preciso ter carro pra ir pra cima e pra baixo com um carrinho. Quem j√° andou de bus√£o no Rio sabe que √© quase como andar numa montanha russa, segura firme e cruza os dedos pra sair vivo. Tamanha burrice de quem resolveu botar a porta de cadeirantes do √īnibus no lado esquerdo sendo que o embarque sempre √© feito pelo direito. Comofas? A gente vai pelo meio da rua (os prrreferrencial) para poder entrar no bus√£o, minha xente? Mas beleza, essa do bus√£o em s√£o paulo consegui me virar. Botei o Benjamin em mim e larguei o carrinho a deus dar√°. S√©rio, eu n√£o sei como as pessoas com crian√ßas fazem aqui. tem que ir de carro pra todo lugar, isso √© terr√≠vel. a√≠ eu fui pegar o metr√ī. o que eu tava com mais paran√≥ia era da multid√£o. eu consigo de boa pegar escadas rolantes levando o carrinho, muita gente me acha louca mas depois que voc√™ pega o jeito a coisa vai de boa. eu prefiro mil vezes porque os elevadores sempre cheiram mijo. e da√≠ beleza, fui tentar ver como √© que rolava de fazer isso no metr√ī de sp. Primeiro que os elevadores, geralmente, s√£o fechados e voc√™ tem que ca√ßar um funcion√°rio pra abrir pra voc√™ (as vezes aos berros porque eles s√≥ v√£o te ouvir na 5* vez). E a porta n√£o abre automaticamente, n√£o tem um bot√£o que fa√ßa isso acontecer. E olha, levando em considera√ß√£o que quem √© preferencial s√£o as pessoas que mais precisam de ajuda. Eu acho que um cadeirante mal consegue sair de casa. Entrei numa loja pra comprar calcinha e eram s√≥ escadas (eu n√£o ia ficar pedindo pra algum filho de deus ficar carregando o carrinho pra mim pra cima e pra baixo toda hora). Mas o fim da picada foi ter que esperar por um elevador na esta√ß√£o da Luz por quase 15 minutos. Foi rid√≠culo, a gente tem apertar um interfone (?) e pedir pro cara chamar o elevador pra voc√™. E detalhe que sempre tem um povo nada a ver que pega o elevador sem precisar. Mas foi muito estranho me sentir a √ļnica pessoa andando de carrinho pelas esta√ß√Ķes de metro lotadas, em uma cidade onde h√° 20 milh√Ķes de habitantes. Eu acho bem √© que esse povo que mais precisa desistiu de sair de casa.

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