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bruna piloto

Brasil

A minha experiência em uma tribo indígena pataxó

Oies! Vim aqui contar como foi ter visitado a reserva índigena pataxó da Jaqueira, uma tribo que fica pertinho de Porto Seguro. Na reserva, mais de 30 famílias pataxó vivem de forma tradicional. Lá pude conhecer um pouco mais sobre sua cultura, seus rituais e história de luta para manter suas tradições vivas. Com certeza, foi uma experiência muito enriquecedora que guardarei com um carinho especial na minha memória até ela faiá um dia! haha

Esse passeio é ótimo para quem quer dar uma escapada das praias, fazer uma idéia de como era o Brasil antes de Cabral. É uma boa oportunidade de entrar em contato com as nossas origens e se conectar com a natureza.

cerimônia tribo indígena pataxó
os índios fazendo awê, um ritual de confraternização e agradecimento

Aberta a visitas

A reserva da Jaqueira recebe visitantes de segunda a sábado, sendo que a maioria das pessoas só resolve passar o dia lá. Geralmente, os visitantes chegam na parte da manhã, almoçam e vão embora. Como eu queria ter mais tempo para sentir como é a rotina deles de perto, decidimos passar uma noite na aldeia. Nós fomos através da agência da dona Luiza, a Pataxó Turismo, e escolhemos fazer o “dia de índio com pernoite“. No pacote estavam incluídos transfer de ida e volta partindo de Porto Seguro até a aldeia, entrada, pernoite e 3 refeições. Por adulto pagamos R$270,00 e o Benja pagou meia.

Foi bem roots e incrível ao mesmo tempo ter dormido em redes dentro de um quijeme (oca). Acordei toda zoada das costas no dia seguinte. E mesmo tendo me besuntada toda de repelente quase fui carregada pelos pernilongos mas valeu MUITO a pena o esforço .


Bom, assim que chegamos fomos convidados a fazer pintura corporal.

Os índios nos explicaram que quem é solteiro usa uma pintura diferente de quem é casado. Eu escolhi fazer a de estou em um relacionamento complicado, brinks.

pajé de uma tribo indígena fazendo defumação durante uma cerimônia na reserva da jaqueira

Depois disso, fomos recebidos com um ritual de boas vindas na oca onde as cerimônias acontecem. O pajé, que é o lider espiritual da tribo, rodou a oca defumando amescla, uma resina muito usada para purificar ambientes e pessoas.

Povo de luta

palestra tribo indígena pataxó

Logo em seguida, a Nitynawã, ativista da causa indígena e uma das 3 irmãs fundadoras da reserva, nos deu uma palestra de conscientização que me emocionou bastante. Ela nos contou sobre a situação de vulnerabilidade em que os indígenas se encontram atualmente. Nitynawã teve seu pai assasinado por um fazendeiro. Isso é um cenário muito comum porque muitos fazendeiros querem ocupar o território indígena para a criação de gado. Também ficamos sabendo sobre o massacre de 1951 dos Pataxó que aconteceu em Porto Seguro. Uma coisa que eu nem imaginava. Foi uma cilada planejada pela própria prefeitura da cidade na época com a intenção de extinguir a cultura deles. Depois desse episódio, eles foram proibidos até de falar o pathxôhã, sua língua nativa.

Em seguida participamos do awê que é uma cerimônia para entrar em contato com a natureza e o sagrado e quem quiser pode entrar na dança!

Turismo sustentável

Visitar a aldeia é uma oportunidade maravilhosa para nós conhecermos e ajudarmos a preservar a cultura da etnia pataxó. Visto que eles dependem muito do fluxo de turistas para tornar isso viável.

dois índios da tribo da reserva da jaqueira

Eles tem um senso de coletividade enorme, tudo o que eles fazem tem o intuito de trazer melhorias para a sua própria comunidade. Se alguém sai de lá para ir estudar na cidade grande, por exemplo, é porque eles precisam de alguém na aldeia com tais conhecimentos. E tudo bem se nós vermos um índio com celular, dirigindo carro, nós temos que levar em consideração que eles estão perdendo suas terras e aos poucos estão tendo que se adaptar a nova realidade. A aldeia de Coroa Vermelha, por exemplo, é a mais urbanizada de todas e os índios de lá já não vivem em modos tão tradicionais como antes.

Os rangos indígenas

Eles já não vivem mais da caça porque isso não é mais sustentável por conta do risco de extinção das espécies. Isso se deve ao fato de que o território onde eles vivem hoje não é grande o suficiente para que eles possam viver da caça de subsistência.

Um prato bem típico indígena é o peixe assado na folha de patioba. Eu não provei porque sou vegetariana mas o Alex gostou bastante. Eles não usam sal no peixe e nenhum outro tempero, é a folha que dá todo o sabor.

Já no café da manhã comemos banana da terra assada, mandioca cozida e bolo. Sério, o Benjamin comeu mais da metade desse bolo sozinho!

Passeio pela aldeia

Nós fomos para uma trilha em mata fechada. No percurso, vimos alguns tipos de armadilhas que eles utilizam para capturar alguns animais de porte pequeno. Também visitamos a escolinha bilíngue da aldeia e passamos pela oca do pajé, onde são vendidas ervas medicinais.

plantas medicinais vendidas na tribo indígena

Confesso que fiquei sim com medo de encontrar cobra, escorpião e afins por lá. Porém aprendi que é raro uma cobra se aproximar da aldeia por conta do barulho. Mas eles me disseram que no rio onde eles pescam, lá as vezes aparece jibóia! HAHAH! Eu ri de nervoso porque ele pediu para eu ter cuidado com o Benja porque ele é tipo um aperitivo no menu das jibóias.

Nós demos muita sorte por termos ido em uma sexta-feira pois é o dia em que eles fazem um ritual para seus antepassados. Foi tão lindo e mágico poder ver isso tudo de pertinho. Eles passaram horas dançando e cantando músicas tão lindas que contavam suas lutas, coragem e união. Depois que o ritual acabou, fui conversar com os outros índios, com a Nitynawã e sua mãe Taquara. Taquara tem 99 anos, é a índia mais velha e a benzedeira da tribo. Só sei que me senti tão imersa na experiência toda que, as vezes, até esquecia de tirar fotos. Eu queria estar ali 100% e não queria ser tão invasiva.
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Deu para notar que não era uma coisa montada, uma cilada para turistas. Foi uma convivência muito sincera e enriquecedora. Sai de lá com um quentinho no coração. Fiquei tão emocionada com a garra e coragem com que eles lutam para que sua cultura sobreviva. A Natynawã nos contou um pouco sobre como foi a sua trajetória. Para se formar em pedagogia, ela disse que sofreu muito preconceito nas escolas fora da tribo. Mas mesmo assim ela foi até o fim. Quando visitamos a reserva, eles estavam arrecadando fundos para a formatura na universidade.

Quem lembra do Poranga e Porunga?

Na aldeia eles também tem uma lojinha de artesanato para quem quiser levar algo para a casa de lembrança. É uma coisa mais linda que a outra. Nós trouxemos um cocar que agora está aqui na parede da nossa sala.

Para terminar, eu achei tudo muito bem organizado. Eles construíram um banheiro com chuveiro para receber os turistas, por exemplo. Foram também muito receptivos com a gente, sem contar na energia maravilhosa que senti naquele lugar. Fui embora de lá já querendo voltar e poder ficar muito mais tempo. Mas claro que antes de ir, eu pedi para a Taquara nos benzer com as ervinhas ancestrais dela.

Pajé tribo indígena
O pajé e o Benja (sim, o Benjamin está com uma tatto na perna)

Visitar uma aldeia era uma das coisas que sempre tive vontade de fazer. Desde pequenininha me encanto pela cultura indígena e sinto que tenho uma forte ligação com eles.
Eu torço muito para que cada vez mais as pessoas se conscientizem e respeitem suas raízes, seus povos e minorias. E desejo que os Pataxó e todas as outras tribos indígenas continuem resistindo e lutando até conquistarem novamente seu espaço.

Auêry por tudo! ❤️

viagem

Como foi ter participado pela primeira vez do EEBB em Madrid

Entre os dias de 16 a 18 de novembro aconteceu a 5ª edição do Encontro Europeu de Blogueiros Brasileiros (EEBB) e  eu, super #blogayra, fui lá trocar figurinhas pela primeira vez.

Esse encontro, que acontece desde 2014,  foi criado com o intuito de reunir o pessoal que tem um blog de viagens e mora na zooropa para se encontrar, dividir conhecimento e dar uma desvirtualizada. Ah, e o mais legal é que a cada ano ele acontece em um lugar diferente e, nesse ano, Madrid foi a cidade escolhida.

Sobre a programação

Primeiramentchy, gostaria de agradecer mais uma vez as meninas do BLPM (Blogueiros da língua portuguesa em Madrid) pela responsa e dedicação de terem dado conta de realizar um evento desse porte. Elas ralaram por um ano para que esse encontro acontecesse.

de tudo um pouco

Bom, durante o VEEBB rolou muito networking, tours guiados em português pelas meninas do BLPM, experiências gastronômicas e culturais, um dia inteirinho recheado de palestras super inspiradoras e cheias de dicas maravigolds no Palácio de Cibeles, contato direto com parcerias e ainda de quebra pudemos curtir um pouquinho de Madrid. (Sem contar que, no final, teve a cereja do bolo, que para quem pode ficar mais um pouquinho – o que, infelizmente, não foi o meu caso -, teve a chance de passar a manhã bem madame tomando banho turco e recebendo massagem no Hammam Al Andalus)

 

Em frente a fachada do Museu de História de Madrid. Crédito: Martina Carvalho

Quem chegou um pouco antes da data oficial do encontro pode participar de algumas atividades extras. Eu escolhi ir no Museu de História de Madrid onde que fizemos uma visita muito animada guiada pela Juliana, que é professora de história e escreve no blog Rumo a Madrid.

Interior do Museu do Romatismo

Depois seguimos para o Museu do Romantismo que fica em um palacete do século 18. Nele pudemos ter uma ideia de como viviam os burgueses durante aquela época, sem contar que o museu é cheio de coisinhas que são praticamente idênticas as que nossas avós tem na casa delas.

A noite, quando todo mundo já tinha chego para o evento (éramos no total 40 blogayros), nos encontramos no Mercado San Ildefonso para uma Bienvenida oferecida pela Hotmart.


Eu fiquei hospedada no Hostal Persal, um hotel bem simpático e com ótimo custo benefício localizado bem no centro de Madrid, a 200m da Plaza Mayor. A hospedagem foi cortesia para os veteranos e palestrantes do evento, e como eu estava viajando com a Gi do Viajar pela Europa, fiquei lá também, olé!

Crédito: Juliana França

As palestras

O nosso dia começou bem cedinho, as 8:40 já estávamos fazendo o nosso credenciamento no Palácio de Cibelles, lugar cedido para o evento pelo Madrid Destino.

Além de poder conhecer muita gente que adora viajar e compartilhar isso com as pessoas, também podemos aprender muito com as palestras dadas durante o EEBB.

Crédito: All you need is photo

Foi graças as palestras que consegui ter muito mais clareza com os meus objetivos aqui no blog e nas minhas redes sociais. Elas me deram um gás tremendo, muitos insights e inspiração.

Créditos: All you need is photo

Pra quem não sabe, ter um blog e afins pode ser também um processo de auto conhecimento. Principalmente, quando onde tudo é rotulado e você tem que se descobrir no meio disso tudo. “Quem é você na fila do pão?” acaba se tornando uma pergunta muito profunda e eu sempre tive uma certa dificuldade em me rotular nas redes sociais, principalmente pelo fato de que ser geminiana e a cada hora querer alguma coisa. Mas, grazadeos (e aos palestrantes!), agora tudo está ficando bem mais claro.

Bom além das palestras terem me ajudado um bocado sobre qual seria o meu propósito, elas também nos deram muitas ideias de como profissionalizar o blog. Foram abordados diversos assuntos. Tivemos também uma palestra dos parceiros do evento, a Hotmart e a Civitatis, que nos apresentaram seus produtos e explicaram como poderíamos trabalhar juntos.

Na brecha entre uma palestra e outra, também degustamos azeite oferecido pelo Oro de Canava, me empanturrrei de churros (HAHA, que finesse!). Pra quem não sabe, o churros espanhol é um pouco diferente daquele que estamos acostumados a comer no Brasil. Ele é menos doce e sem recheio e é servido com chocolate quente cremoso para que você possa mergulhá-lo.

Churros da chocolataria San Guines ❤️

Depois das palestras, tivemos uma dinâmica sobre ética e profissionalismo, onde discutimos sobre temas polêmicos. Logo depois, tivemos um sorteio onde pudemos trocar lembrancinhas de diversos lugares das zooropa.

Crédito: All you need is photo

Em seguida, fomos para um workshop de flamenco e cajón (um instrumento de percussão muito usado, por exemplo, por Paco de Lucía) na Casa Patas. Foi muito legal poder ter sacudido o esqueleto um pouco para tentar aprender a dançar flamenco. “Cuanto más enfadada, mejor!” foi a dica que a profs nos passou, que era pra bater bastante os sapatos no chão, como se estivesse bem brava brigando com o marido! haha

Crédito: Bruna pra viagem

Logo em seguida descemos para a taverna-restaurante que ficava no piso térreo da escola para encerrar o nosso dia com chave de ouro: assistir a um show de flamenco bem tradicional, olé! Caraca, foi lindo de arrepiar!

Fiz um videozinho do show que você pode assistí-lo aqui:

Para finalizar, fomos curtir um pouco da noite madrileña. Achei Madrid muito um mix de Buenos Ayres com São Paulo. Tudo lá começa mais tarde, eles almoçam por volta das 2 da tarde, por exemplo, e só jantam lá pelas 21 (uma coisa que estranhei um pouco porque aqui na Suécia já estou até acostumada a almoçar as 11 e jantar por volta das 18h ?).

Infelizmente, no meu último dia não estava me sentido muito legal então não pude ir ao passeios. Só dei um pulinho no Parque del Retiro e por sorte pude pegar um finalzinho do tour. Depois ter feito a minha mala, aproveitei para dar um rolê pela cidade em um daqueles ônibus hop on hop off (#mejulguem!) já que eu tinha ganho um bilhete oferecido pela Madrid City Tour. Foi perfeito porque bem nesse dia estava caindo uma chuvinha fina, estava bem frio e era domingo a tarde então senhorinha aqui só queria mesmo era ficar de buenas. Então esse passeio foi ótimo porque pude ver os pontos turísticos da cidade durante as minhas últimas horinhas livres lá. Com certeza quero poder voltar a Madrid com mais tempo para poder aproveitar as coisas com mais tempo.

Fiquei muito feliz de ter sido aceita para participar desse encontro, conhecido tanta gente legal e, ao mesmo tempo, ter aprendido tanta coisa útil que irá nos ajudar bastante a produzir cada vez mais conteúdo de qualidade por essas bandas.

Sem eles nada disso teria sido possível: os parceiros do VEEBB

Quero deixar aqui um super obrigada as meninas do BLPM pela iniciativa e ralação por terem realizado esse encontro e terem pensando nos mínimos detalhes, e também ao pessoal do All you need is photo por terem fotografado todo o evento e ao Wifi Away por terem nos disponibilizado modens portáteis para podermos compartilhar tudo em tempo real.


Hotmart | Civitats | Guest to Guest | Hostal Persal | Madrid Destino | Casa Patas | Hammam Al Ándalus | Wifi Away | Madrid City tour | Ale Hop | Aceite Oro de Canava | Chocolatería San Ginés | Mercado de San Ildefonso | Far Home | 2060 Hostel & Market | Cerveza La Virgen | All you need is photoBLPM visitas | Fernando Gimenez – Design | Kellen Pohlmann – Redes Sociais

Quem tanto estava lá:

7 Cantos do Mundo |Ana de Amsterdam | Ana Krueger |Aqui se fala Português |BLPM | Bons ventos me levam | Brazuka | Claudias-welt| Contando Destinos |De café por Barcelona | Deguste seu Destino | Destino Munique | Destino Provence | Em Roma | Entre tapas y canas | Esto es Madrid Madrid| Estrangeira| Eu ando pelo Mundo | Holandesando |Grazie a te | Ligado em Viagem | Londres pra Você | Manaira Araujo |Mel a mil pelo Mundo | Melissa na Holanda | Michelle tão distante | Mochilou |O Porto encanta | Passaporte com Pimenta | Praga Boemia |Rumo Madrid |
Sol de Barcelona | That Good Trip | The Get Away | The Nerdylands | Viagem Jovem | Viagens de Mãe | Viajar pela Europa | Viajoteca | Viajapedia | Viva Barcelona | Viagem 0800 | Viaje com Vivi | Zanzemos

viagem

Kerala Blog Express: a minha chance de voltar para a Índia

Estou tão feliz e ansiosa ao mesmo tempo porque abriram as nomeações para a 6º temporada do Kerala Blog Express. Pra quem não sabe eu tenho um carinho muito especial pela Índia, acho que lá tem um poder de cura muito forte e uma energia surreal. E esta oportunidade é perfeita para poder voltar para lá.

barco kerala

Para o Kerala blog express serão selecionados 30 #blogayros do mundo todo para se juntarem em uma viagem de 2 semanas pelo Estado de Kerala que fica no sul da Índia. E eu adoraria poder participar dessa edição, só que para isso vou super precisar da sua ajuda. O processo é super simples e rápido!

Tudo o que você precisa fazer é:

1. Me nomear através desse link:
http://keralablogexpress.com/nominator/nominate

2. Inserir as minhas informações:

Meu nome: Bruna Piloto
Email: brunapraviagem@gmail.com
Nacionalidade: Sweden
Redes sociais: brunapraviagem.com
Instagram.com/brunapraviagem

3. Escrever o porque de você estar me indicando (se preferir vc pode copiar e colar a sugestão que deixarei logo abaixo*), seu nome e email.

 Depois disso é muito importante que confirme através do link que será enviado no seu email (⚠️ cheque a sua caixa de spam).

***Bruna is a very committed influencer with good engagement on her social media. She has been in a few blogger trips and her media is growing. She writes about travel, lifestyle, and spirituality. She has been to India before, Goa where she stayed för 2 months and there started her spiritual journey. Bruna is a perfect fit for Kerala Blog Express. I’m sure that it will be a trip of a lifetime for Bruna as well.

O processo é todo em inglês, quem precisar de ajuda é só me chamar. Leva dois palitos, juro.

Eu super agradeço desde já pelo seu tempo dedicado! Lembre-se que tudo que vai volta ?

Suécia

5 estações de metro que valem a pena de serem visitadas em Estocolmo

Você já deve ter ouvido falar sobre as estações de metro daqui de Estocolmo. A cidade conta com 100 estações, sendo que, cada uma delas tem algo diferente para ser visto. Por conta de ter mais de 110 km de distância, o metro daqui é considerado como uma das maiores galerias de arte do mundo. É uma coisa que não dá para ser ignorada quando se passa por elas pela primeira vez.

Confesso que ainda tinham várias estações que eu nunca tinha passado antes por conta de ficarem fora de rota dos lugares para onde geralmente vou. Então eu resolvi fazer um programa bem legal e selecionar as estações que mais valem a pena de serem visitadas. Portanto se você tem um tempinho extra na cidade e está afim de ver algo diferente, este post irá te oferecer um pouco de inspiração para fazer um passeio mais inusitado.

A revista Forbes até já escreveu um artigo sugerindo que Estocolmo tem o metro mais lindo do planeta. Então se você estiver a fim de descobrir por si só, eu selecionei as estações que acho que mais valem a pena de serem visitadas. Agora vamos parar de enrolation e ir ao que interessa! Anota aí:

Mörby centrum

Linha vermelha

Essa daqui é a minha favorita. Fico até com ciúmes de dividir! HAHA

Ela é super fofa, tem essa parede toda colorida que conforme aonde você estiver ela irá mostrar uma palheta de cores diferente. O mesmo vale para o resto da estação que as vezes fica cor de rosa ou verde.

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Qual é a sua cor favorita? 🌈 ✨

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Stadion

Linha vermelha sentido Mörby centrum

Todos os anos o estádio de esportes do bairro de Östermalm abriga o Pride festival de Estocolmo. Por conta disso, a estação tem um arco íris gigante pintado nas paredes de rocha azuis.

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Caçadora de arco-íris 🌈💙💚💛🧡❤️💜✨⚡️ Tô mt blogayra. Aqui vai mais uma foto de outra estação de metrô para dizer que nesse final de semana está acontecendo o #stockholmpride e a cidade está literalmente cheia de arco-íris por todos os cantos. Vitrines, bandeiras (inclusive nos ônibus públicos)e embalagens(❗️). Na parada gay daqui, até as organizações oficiais participam dela (hospitais, polícia, bombeiros, etc). O casamento entre pessoas do mesmo gênero foi legalizado na Suécia em 2009. A sociedade sueca é bastante inclusiva em muitos aspectos. Para se ter uma ideia foi criado um pronome neutro para se referir a alguém de sexo não definido: hen. E uma outra coisa que acho bem legal e que vejo no meu dia a dia é que as crianças brincam de boneca, de cozinha independente de ser menino ou menina e elas são ensinadas a desde pequenininhas a ajudarem nas tarefas de casa. Não tem essa coisa de que cuidar da casa “é coisa de mulherzinha”. Apesar daqui ser um país tido como um exemplo de sociedade igualitária, os homens ainda ganham um pouco mais do que as mulheres fazendo exatamente a mesma coisa.

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T-Centralen

Linha azul

A estação mais movimentada da cidade. É na passagem em que faz a conexão da linha azul com as outras linhas que você encontra esse mosaico todo azul com flores brancas desenhadas. A intenção da artista que pintou foi criar um ambiente mais calmo para tentar desacelerar os as pessoas que passam por lá.

Thorildsplan

Linha verde

Quando falei que a estação de Morby centrum era a minha favorita, eu tinha me esquecido dessa daqui. Essa é a estação do Mario (só não vale perguntar que Mario, eim!). Quem cresceu jogando Nintendo, com certeza vai pirar quando passar por aqui. Você se sentirá como se estivesse dentro de um jogo de video game por conta dela ser toda pixelada. Cogumelos do Mario, aquelas nuvenzinhas fofas do jogo, projéteis e túneis. Tudo ali bem real. 

Odenplan

Linha verde

Essa parte da estação foi construída recentemente e foi projetada para conectar o metro com o sistema ferroviário da cidade. O teto dessa estação é muito incrível. Ele representa os batimentos cardíacos de um bebê exatamente no momento em que ele nasceu. As luzes de neon se estendem o caminho todo pelo teto que cobre as escadas rolantes.

Fora essas estações, também tem essas daqui que são bem famosas:

  • Solna Centrum
  • Kungsträdsgården
  • Rådhuset 

Bom esta foi a lista das estações que eu mais gosto e é claro que tem muitas outras mas acho que elas são bem mais simples do que essas mencionadas aqui.

Vale a pena lembrar que se você estiver usando o bilhete avulso ele só será válido por 75 minutos, então fique atento a isso. Também é possível comprar o passe de 24h, 72 h e 30 dias. Você pode comprar o seu bilhete nos terminais, em quiosques tipo 7eleven ou Pressbyrån, por SMS ou no próprio app da SL.

Caso os fiscais de metro te peguem com bilhete vencido é cobrada uma taxa de no valor de 1500 SEK. Então evite isso e faça como a titia falou: compre o seu bilhete tudo certinho.

Espero que eu tenha te inspirado no seu novo passeio. E se você já veio para cá e visitou alguma dessas estações, qual foi a sua favorita?

Te vejo na próxima parada! Hej då

 

 

Europa

As coisas mais legais de se fazer em Copenhague

Olá, gente!

Aqui neste post eu divido um pouquinho sobre o que fazer em Copenhague, essa cidadezinha que ganhou o meu coração. Apesar de ser bem cara, a capital da Dinamarca é o destino perfeito para um bate e volta. A cidade é relativamente pequena e as atrações ficam bem perto uma das outras.

Primeiramente, pra quem não sabe, Copenhague é o sonho de todo ciclista. A cidade é super acessível para quem pedala, chega até ser meio inacreditável de quão perfeito isso funciona. Lá são os ciclistas que mandam no trânsito e os carros super respeitam. E foi muito tranquilo alugar uma bike e descobrir a cidade. Juro que fiquei com um pouco de receio no início e pensei que os locais fossem ser um pouco selvagens, sem paciência com os turistas. Mas foi tudo super tranquilo e fiquei até emocionada em ver como tudo fluía tão bem. Para se ter ideia, até semáforos separados para os ciclistas existem.

A capital é pequena e para conseguir ver tudo com tranquilidade sugiro que você consiga ver tudo em 3 dias. Se você faz o tipo de pessoa que curte visitar todos os museus e atrações, o Copenhagen Card é uma ótima opção. Nele já estão incluídas todas as entradas e transporte público. Você pode ler mais sobre isso aqui.

O que fazer:

  • Alugue uma bike

Como fui para lá durante o verão, que por sinal nesse ano foi super quente, decidi fazer o máximo possível de bike. A cidade é plana e perfeita para andar de bicicleta. Eu aluguei a magrela mais high tech ever, a Donkey bike. Logo que você baixa o aplicativo e localiza a bike mais próxima e pá, sair pedalando. Foi surreal porque para destravar e travar a bike era só aproximar o celular, dar o comando no app e isso acontecia como num passe de mágica.

Quanto: eu achei o preço do aluguel bem bom, 110DKK por dia e eles tem esse serviço 24/7.

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I’m so happy that I visited CPH 🧡 // Tô tão feliz de ter conhecido essa cidadezinha tão linda! 🇩🇰 Essa viagem foi super espontânea (decidi ir pra lá um dia antes, a passagem de trem saindo de Stk estava quase de graça). O melhor jeito de se explorar a cidade é pedalando. Lá quem mandam são os ciclistas e foi muito de boa alugar uma bike e sair andando (tive um pouco de medo que eles fossem ser meio selvagens com os turistas assim como em Amsterdam mas deu tudo certo). Os dinamarqueses pareceram ser mais relaxados do que os suecos (pelo menos foi essa a impressão que tive). Eu gostei muito de lá apesar de ser tudo o zóio da cara (bem mais caro do que a Suécia para se ter ideia). A única coisa que achei meio difícil foi achar opções vegetarianas para comer – nada Que um japa ou um italiano não resolva 😬. A cidade é bem pequena e tudo fica perto, em 4 dias dá tranquilo para conseguir ver tudo. E você, qual país da Escandinávia você tem mais vontade de conhecer?

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  • Faça um passeio de barco pelos canais

Durante o verão (ou dias não tão frios), a minha dica é pegar um passeio de barco pelos canais saindo do porto de Nyhavn ou Gammel Strand. Essa é uma boa oportunidade para se ter uma ideia da distância entre os pontos turísticos da cidade. Os passeios duram em média 1h e custam em torno de 60DKK. A vista é bacana e é um programa turistão nível nivel hard mas vale a pena. Você senta e relaxa e let it be, totalmente passivo. O barco passa pelos principais pontos turísticos: a Pequena sereia, a Ópera, Christianshavn, o Palácio de Amalienborg, entre outros.

Ah, vale deixar a dica de que a maioria desses barcos não tem cobertura, ou seja, se começar a chover todo mundo fica molhado então tenha pelo menos algo na bolsa para se protejer e manter seus eletrônicos secos.

parque tivoli em Copenhague

Crédito: Tivoli

 

  • conheça o Tivoli Gardens

Essa é uma opção caso você tenha uns bons dias na cidade e/ou esteja viajando com crianças (a criança interior também conta nessa). Lá além dos brinquedos, você também encontra restaurantes, barraquinhas vendendo coisas típicas, lojas cheia de cacarecos que não precisávamos ter até encontra-los (sério, eles até tem uma Illums bolighus, quem é apaixonado por design escandinavo sabe do que estou falando 😉

O parque é muito lindinho e sempre tem algum evento acontecendo. Se você não puder passar o dia lá, a minha dica é ir visitá-lo no final da tarde já que ele fica ainda mais maravilhoso todo iluminado durante a noite.

Quanto: entrada a partir de 120DKK *adulto e pulseira para andar nas atrações 230DKK.

porto de Nyhavn em Copenhague

  • Passeie por Nyhavn

Essa é um must, o cartão postal de Copenhague. É o lugar mais turístico de toda a cidade mas mesmo assim vale muito a pena porque é uma gracinha. Eu juro que voltei lá todos os dias para chupar um sorvete rs! Durante os dias quentes, os restaurantes colocam as mesas no lado de fora então dá para ter aquela refeição gostosa bem longa curtindo a vista. Só de andar por ali já vale muito a pena, é um lugar perfeito para people watching.

Compre uma Carlsberg e relaxe em algum lugar no porto 🙂

bicicletas em Christiania, Copenhague

  • Conheça a comunidade alternativa Christiania

Lá eles tem suas próprias leis e não se consideram como sendo parte da União Européia, é uma sociedade dentro da sociedade. O lugar que antes era uma base militar foi ocupado por hippies nos anos 70 que eram contrários ao sistema capitalista. O consumo de maconha é permitido e você vê pessoas a vendendo nas barraquinhas. Não é permitido fotografar dentro da comunidade. As pessoas que moram lá – que por sinal não são muitas, construíram as suas próprias casas. Eles têm várias regras no lugar: não ao consumo de drogas pesadas, a entrada de carro é proibida, não à violência e às armas, dentre outras regras.

Foi interessante conhecer esse lugar apesar de eu não ter sentido uma vibe muito boa. Perto da comunidade tem uma igreja, a the Saviour Church, que vale a pena conhecer se você curte vistas panorâmicas de cidades. Você sobe 40 degraus e tem uma vista bem legal de lá de cima.

estátua da pequena sereia em Copenhague

  • Veja a estátua da Pequena Sereia

Lembram do filminho da Disney da Pequena Sereia que assistimos umas 500 vezes? Então, ele foi baseado nos contos do dinamarquês Hans Cristian Andersen, Den lille havfrue.

Assim, a estátua é bem pequena mesmo e fica em um parque a uns 2 km do centro da cidade. No dia em que eu fui, ela estava lotada de turistas e eu nem me arrisquei em chegar muito perto porque não curto muito lugares muvucados (essa foto aí está cortando as 938493 pessoas posando ao redor dela).  Se você tem paciência e tempo de sobra, vale a pena ir, senão é dispensável. Não vale a pena ir caminhando de Nyhavn pra lá, alugue uma bike ou vá com os passeios de barco.

casas amarelas em Nyboder, Copenhague

  • Visite o bairro Nyboder

Esse lugar eu descobri totalmente sem querer quando estava pedalando. Na hora parei porque adorei a cor dele: todo cheio de casinhas amarelas. Elas foram construídas para marinheiros no séc XVII pelo rei e hoje em dia moram pessoas normais. Foi ali também que foram filmadas algumas cenas do filme Garota dinamarquesa. Bom, se você é apaixonado por arquitetura, vale a pena uma parada.

  • Gråbrodertorv

Essa é uma praça típica com aqueles predinhos de fachada gracinha que todo mundo geralmente se apaixona. Eu a encontrei meio escondida perto das ruas comerciais do centro e fiquei super feliz. Super charmosa, perfeita para um cafézinho ou almoço. Lá tem vários restaurantes e eu recomendo o simpleRaw que serve comidas veganas deliciosas e lyndas.

Fatos a serem considerados antes de ir:

A Dinamarca também faz parte do acordo de Schengen, ou seja, brasileiros podem permanecer até 90 dias com possibilidade de renovação de visto.

Como citado antes, a cidade é bem cara, então é bom fazer um planejamento legal para não sair muito fora do seu orçamento. Pra se ter idéia, Copenhague é mais cara do que Estocolmo, aonde moro – e aqui já é considerada uma capital cara. Uma refeição custava em média 120DKK, uma cerveja pint num bar, 55DKK e um hotel no centro custa em torno de 2000DKK.

Resumindo, fora essas dicas, também tem vários castelos que valem a pena conhecer para quem curte. Dessa vez, eu quis fazer uma coisa mais livre e não quis entrar em castelos. Na próxima vez que eu voltar, quero visitar o bairro de Norrebro que tem cara de ser bem legal também e quem sabe ver os castelos?

Bom, espero que você tenha gostado dessa cidade o tanto quanto eu gostei e se tiver alguém que quiser me dar umas dicas, também está valendo! 🙂

A gente se vê no próximo rolê!

viagem

A Romênia além Drácula: o lado verde do delta do Danúbio

Sempre quando se fala em Romênia vem a nossa cabeça a imagem do Drácula chupinhando pessoas. Tanto é que quando fui convidada para participar do #experienceRomania  logo pensei que iríamos para a Transilvânia. Mas acabamos cruzando o país para explorar outras regiões, incluindo o delta do Danúbio e o lado festeiro da costa do Mar Negro.

Fazia tempo que eu não escrevia aqui no blog sobre viagens, então vamos fazer jus ao nome! 🙂

Foi a minha primeira press trip da vida e eu fiquei tão feliz de ser sido selecionada para participar junto com outros 40 #blogayros, fotógrafos e jornalistas from all over the world. É o tipo de viagem em que todo mundo tira foto da comida antes de comer.

A nossa viagem começou em Viena porque de Estocolmo não tem nenhum voo direto para Bucareste (a não ser Ryanair mas a gente não estava muito afim de perrengue). Me arrependi de ter ido já com a passagem de volta marcada porque queria ter ficado muito mais tempo em Bucareste e ter dado uma esticada na Transilvânia mas fica para a próxima.

Para fazer essa viagem tem que estar preparado para andar de barco o tempo todo e sempre ter uma garrafinha de água e uns snacks se você também tem uma solitária na barriga que nem eu.

Como chegar:

Nós pegamos um ônibus de 5 horas partindo de Bucareste e um barco de aproximadamente 1 hora até uma cidadezinha já no delta do Danúbio: Crişan. Era mais um stop over lá para a viagem não ficar muito longa. Nós ficamos hospedados no Sunrise Hotel, um hotel bem gostosinho. Foi um lugar muito simpático com direito a apresentação das danças tradicionais da região durante o jantar.

Pareciam umas bonequinhas. Juro que quis levar uma pra casa.

 

Onde o Danúbio encontra o Mar Negro

No dia seguinte pegamos um outro barco de 1 hora e meia aprox. para chegar em Sfântu Georghe, na região de Tulcea que por sinal fica colado na divisa com a Ucrânia. Essa cidade é super pequena e tem por volta de mil habitantes. Eu simplesmente amei essa região que me deu muito aquele feeling de cidadezinha de interior onde a vida passa devagar.

 

 

Dessa vez ficamos hospedados no Green Village Hotel , um lugar maravilhoso que quando eu ficar ryca com certeza irei voltar! Eles oferecem aulas de yoga, as camas são de bambu, as vilas são tipo casa do Tarzan e Jane 5 estrelas. A noite a gente dorme com uma sinfonia de sapos na lagoa e de dia para chegar no restaurante para tomar café temos que dar passagem para as vacas. É um lugar perfeito se você quer dar aquela desligada do mundo lá fora, se conectar com a natureza, dar um relax. A 15 minutos andando do hotel fica uma prainha onde o Danúbio desemboca no mar Negro.

 

 

detalhe do teto de uma igrejinha de Sfantu Georghe

 

No hotel é possível alugar barcos com um guia para fazer passeios pelo Delta. Em Sfântu Georghe tem que ter permissão para poder entrar por conta de ser considerada património da Humanidade pela UNESCO. É um lugar perfeito para quem gosta de observar pássaros. Eu vi o primeiro pelicano da minha vida ao vivo e a cores, livre, leve e solto. ❤️

parece quase uma Amazônia hehe

Floresta de Tulcea

Pelas redondezas do hotel dá para fazer uma caminhada pela cidadezinha que tem ali ou pegar um barco para chegar até a floresta de Tulcea que há 400 anos atrás costumava ser o mar e pertencia ao Império Otomano (também sou cultura, gente). Lá ainda se podem ver cavalos selvagens e no chão nasce uma plantinha alucinógena.

a caminho da floresta

 

Antes de ir:

Quem tem passaporte brasileiro não precisa de visto e pode permanecer até 90 dias. A moeda local não é o euro e sim lei. As coisas no geral são bem mais baratas se comparadas com o resto da zooropa. Levar repelente é indispensável a não ser que você queria voltar cheio de lembranças pelo corpo todo 🙂
O povo romeno tem uma coisa especial, não sei. Eu senti uma vibe muito ancestral visitando essas áreas. Talvez eu tenha sido uma camponesinha lá em outras vidas.

Vegetarianos e veganos: Eles comem muita carne, pimentão e pepino. Foi meio sofrido conseguir comer direito, as vezes só me traziam salada como prato principal. E não é todo mundo que fala/entende inglês. Então a minha dica é leve nuts, um pó protéico, algo que vá te nutrir para não ficar com deficiência de proteínas.

Espero que você tenha curtido ler sobre essa mini aventura.  A gente se vê em breve! ?

Espiritualidade

A minha jornada de auto-conhecimento, cura e aceitação

Eu sei que raramente tenho aparecido por aqui. O motivo disso é porque estou tentando dar um jeito na minha vida. É agora que estou digerindo melhor todas as coisas que aconteceram nesses últimos 5, 6 anos. Relacionamento, mudança de país, gravidez, o fato de ter virado mãe, ter aprendido mais uma língua, viver em uma sociedade completamente diferente a qual eu estava acostumada, meu despertar espiritual, 2 cirurgias que mudaram muito o meu rosto, ter iniciado o processo de parar de consumir alimentos de origem animal, lutar pela minha independência (coisa que ainda estou fazendo a todo vapor) e ao mesmo tempo encontrar o meu propósito. Sim, uma porrada de coisas.

Agora sinto um pouco mais de segurança no chão onde piso. Estou aprendendo a viver no meu tempo, a me respeitar do jeito que sou e isso leva tempo, dedicação e acima de tudo respeito por si própria. Eu sempre quis fazer muitas coisas mas nem sempre tive a confiança que precisava. Sempre achei que outra pessoa falaria por mim ou que se eu falasse o que pensasse, correria o risco de ganhar a antipatia dos outros.  Muitas neuras, medos e  inseguranças. Sempre  aquela sensação de não ser boa o bastante, de esse não ser o momento perfeito.

Mas esses perrengues todos que passei e ainda estou passando estão me fazendo aprender tantas coisas incríveis e revolucionárias. Hoje eu vejo com outros olhos as situações mais difíceis que passei e agradeço porque se não fossem por elas, eu não teria procurado ajuda e não saberia tudo o que aprendi nesse processo de cura e libertação. Mas as vezes dá vontade de desistir de tudo, de ir me isolar em algum internato ou ir para um retiro de novo. Mas o grande desafio mesmo é conseguir não pirar nas situações do dia a dia e conseguir dar conta daquilo que a gente pode conforme as nossas limitações.

Quando a gente mergulha nesse universo de auto-conhecimento/espiritualidade a gente acaba não só se deparando com o divino que habita dentro da gente mas o podre também. Coisas trevosas surgem do nada, coisas que a gente pensava que já tinha curado faz tempo vem à tona.

Enfim, só queria mesmo era vir dar um oizinho por aqui e dizer que as coisas vão melhorar e ficar cada vez mais claras. Talvez eu tenha escolhido o caminho mias longo mas tenho certeza de que vai valer a pena.

Um beijo no core e em breve voltarei aqui com um montão de coisas para compartilhar ?

 

devaneios

Dando o ar da graça

crédito da imagem: ofelipeguga

 

Lá vem ela depois de 500 anos sem escrever nada por essas bandas (como sempre). Gente, eu sou uma típica geminiana. Ou é 8 ou é 80. Os meus amigos são super acostumados com os meus sumiços e oscilações de humores e opinões. Sempre volto como se nada tivesse acontecido e consigo pegar o trem andando. No problem.

Agora posso voltar a escrever normalmente porque finalmente arrumei o Blog. Eeeee! Arrumei o pau gigante que tinha dado aqui e agora está tudo nos trinques de novo.

Então, eu tô muito louca para começar a gravar uns videozin porque acho que vou ser mais eficiente e poupar vocês dos textões. Porém, ainda não posso fazer isso apesar de eu ter um gazilhão de ideias na cabeça, eu não estou conseguindo falar direito e a minha cara está do tamanho da Lua. Na semana passada eu tirei duas próteses de titânio (10 cm cada uma!) da minha mandíbula, aí por conta disso estou de molho. Pra mim está sendo ótimo apesar de não conseguir sair de casa ainda por conta do inchaço. Já li dois livros e agora estou na metade do terceiro para vocês terem ideia! Eu estou curtindo esse tempinho para ficar em casa porque ultimamente ando trabalhando muito.

Esse ano tem sido muito incrível. Ele já começou bem intenso. Eu e o Alex passamos a virada no meio da Mata Atlântica porque eu decidi ir tomar o chá da floresta; Ayahuasca. Foi muito lindo e um tanto difícil também. Nós dormimos separados dentro de um templo usando os nossos colchões de yoga e para se ter ideia não havia nem água quente no chuveiro. Depois disso posso com todo o meu coração afirmar que a minha vida nunca será a mesma. Ainda bem. Pra mim foi uma das coisas mais maravilhosas que fiz. Foi mais uma experiência única de superação e auto conhecimento.

Eu juro que vou voltar aqui e contar tim tim por tim tim como foi a minha experiência (são taaantas coisas que ficaria falando pela eternidade!). Mas enfim, agora estou focando em ficar bem logo, e em junho eu e o Benji vamos ao Brasil. Vai rolar um curso muito especial no mesmo lugar em que eu tomei a aya e senti que eu precisava muito voltar lá. Vou aproveitar para matar as saudades infinitas de todo mundo também! E comprar uns 20 quilos de cristais de novo e renovar o meu estoque de livros em português!

Agora em maio eu estava inscrita em um curso de meditação Vispassana do grupo Dharma aqui da Suécia. Seriam 10 dias em silêncio, mas aí resolvi preferir ir para o Brasil e fazer o curso que terá a duração de 2 semanas nas quais irei ficar totalmente isolada do mundo. Vai ser puro love. Sei que não vai ser fácil, até então eu nunca fiquei mais de 4 dias longe do Benja. (e nem 5 minutos sem 4G hehe). Sim, eu virei muito bicho grilo. Aliás, sempre fui, agora que veio a tona mesmo..

Aqui chegou a primavera mas ainda continua nevando em pleno mês de abril porém os dias já estão ficando mais claros e a esperança começa a ressurgir no coração do povo. Eu estou bem feliz também porque ultimamente tenho me desafiado e comido praticamente só coisas veganas aqui em casa e já vi uma grande diferença no meu bem estar geral. Não é uma coisa fácil de se fazer e estou respeitando o meu tempo..

Bom, acho que é isso.

Um bejo no core.

 

 

 

SparaSpara

devaneios

fica a dica

Oi, hoje vou fazer daqui o meu divã.

Eu sou do tipo bem ansiosa. As vezes não tenho muita paciência para esperar por coisas e sou bem impulsiva. Prazer, sou geminiana. Acho que não estou sozinha nesse mundo não, né! Não vejo a hora de um dia poder voltar para a Índia e ficar quanto tempo for preciso em um ashram no Himalaya mas enquanto isso não acontece vou me auto hippiezando.

Li esses dias uma lista que pode ser de uso coletivo para o bem da humanidade. Ela é bem usada entre os praticantes de yoga e hinduístas.

Aqui vai ela dividida em duas partes:

Vamos começar com 5 yamas. Eles nada mais são do que códigos de conduta, de como a gente deve viver nesse mundo louco.

  1. Ahimsa, também conhecido por não violência. Seja gentil.
  2. Satya ou veracidade. Deixe de lado a baboseira e seja completo. Seja legal só quando você tiver a intenção de sê-lo! Não fique guardando tudo dentro de si mesmo porque uma hora isso vai explodir, aí hajam sessões de terapia para dar um jeito nisso.
  3. Asteya, ou o famoso não roubar. Assim, no sentido mais sério da palavra.
  4. Brahmacharya (para quem até então pensava que Brahma era só nome de cerveja ruim..), significa moderação. O famoso jargão “somente o necessário, o extraordinário é demais”
  5. Aparigraha, ou desapego. Essa é fácil, pelo menos para mim. Se tem uma coisa que não me agrada mais, eu passo adiante. Pode ser o que for.

E agora vão os niyamas. Eles são práticas para melhorar a nossa relação com as outras pessoas.

  1. Saucha, clareza, pureza. Tenha pessoas a sua volta que te deem um up na vida, que tragam o nosso melhor, que nos ajude a evoluir na vida e não o contrário.
  2. Santosha, ou contentamento. Ser grato por tudo o que conquistamos até hoje e tentar desfocar o pensamento de coisas que queremos o tempo todo.  (essa é difícil com todas essas wishlists salvas..)
  3. Tapas, ou auto disciplina. Não significa que a gente vai sair se auto estapeando quando não conseguirmos completar algo. É mais para darmos um tchau para a nossa zona de conforto e enfrentar o desconhecido. Porque com ele a gente apanha, quebra a cara e aprende na vida. Se a gente fica sempre na mesma acaba virando um bunda mole. Eu sei disso porque sou bem as duas coisas.
  4. Svadhyaya,  auto estudo, auto reflexão. Estar atento as nossas ações e pensamentos e ter uma ideia qual será o  resultado deles lá na frente. Tentar entender que tipo de pessoa somos.
  5. Isvara-pranidhana, ou devoção, fé. Eu nunca fui do tipo religiosa mas acredito muito na energia das coisas. Essa é para acreditar em algo superior a você, nem que sejam unicórnios..

 

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