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bruna piloto

bêbe & cia devaneios

sobre ser mãe.

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ser mãe é 50% trabalho 50% diversão. as noites inteiras de sono parecem fazer parte de uma vida muito muito distante. você não sabe mais o que é passar uma tarde lendo um livro. a ideia de se poder fazer o que te der na telha é um sonho para a outra encarnação. ser mãe é dolorido (literalmente). é entrar numa nova realidade geralmente em um corpo diferente. eu virei neurótica. sem contar a culpa. nasce uma mãe e com ela a culpa. ser mãe é se deixar de lado e criar um serzinho frágil desde o começo. e são fases. a fase em que você é hotel (gravidez), depois passa a ser restaurante (amamentação) e depois vira concierge. é ouvir criança chorando mesmo quando não tem nenhuma (mesma coisa quando você sente o seu celular vibrando e ele não tá!).

o choro e a galinha pitadinha passam a ser a trilha sonora da sua vida. as vezes você sente o amor maior do mundo, no outro dia você tem vontade de devolver a criança e se pergunta onde é que estava com a cabeça quando decidiu ser mãe. mas no outro dia você começa a pensar em ter outro filho. e no outro dia você quer fazer laqueadura. você emburrece um pouco no começo (minha terapeuta falou que aos poucos vai voltando ao que era antes). os hormônios tomam conta. você fica louca. muito louca. as vezes nem você se aguenta. e as vezes a sua rotina gira em torno de se a criança fez ou não coco para poder sair de casa. sim, ser mãe não é como um comercial de margarina.

eu fiquei muito mais sensível ao mundo depois que o Benjamin chegou no pedaço. e quando seu filho chega ativa um botão na sua caixa de memória e você começa a recordar coisas que nunca te passaram pela cabeça antes. histórias que te foram contadas e que agora fazem mais sentido. ser mãe as vezes é pirar e querer sumir. e daí quando você finalmente consegue sumir a sua cabeça só fica no pedacinho de gente que não está com você. e você sente saudades e começa a se perguntar se foi a coisa certa ter saído sem a criança. e vê um outro bebezinho e já quer voltar correndo pra casa agarrar o seu antes que ele cresça. e eles crescem e muito rápido. e você não acredita muito quando as pessoas te falam isso. e você quer aproveitar cada segundo mas ao mesmo tempo tem um mundo lá fora para ser conquistado. as vezes você quer que o tempo pare e que aquele bebezinho nunca cresça mas as vezes você também quer que aquele bebezinho cresça logo e você volte a ter a sua vida de novo (o que nunca vai acontecer mas você gosta de sonhar).

mas você também não se imagina mais sem aquele serzinho. e embora pareça que existisse liberdade na sua vida antes ela também se parecia vazia e sem sentindo. ser mãe é quase como ser um polvo. ter uma mão para segurar o bebê, uma para limpar a casa, outra para fazer comida, uma para poder ler um livro, outra para .. enfim. ser mãe não é fácil. mas quase ninguém tem coragem de dizer isso. e não tem um manual te ensinando como a fazer as coisas. você vai se achando. a vida fica mais complicada mas também muito mais bonita. você passa a ter um novo chefe: o seu filho. mas depois de um tempo você vai ressurgindo das trevas como uma fênix. e você vai redescobrindo o mundo com o novo serzinho que você trouxe pra cá. e são muitas coisas para pensar e repensar. se os seus princípios são os melhores para serem passados em frente. essas coisas. é ter esperança num mundo melhor mas também muito medo. ser mãe é fazer check list mental de coisas a serem feitas.

é, mesmo morrendo de cansaço, parar para observar cada detalhezinho do seu bebê enquanto ele dorme e se perguntar como é possível a gente poder fazer uma coisiquinha tão linda desse jeito. ser mãe é sentir que sua cabeça sempre vai estar em outro lugar. que você nunca mais vai ter sossego na vida. e as vezes, você deixa de ser você e passar a ser a mãe de fulano. ser mãe é chato. e também incrível. e as vezes uma merda. é sentir um orgulho que te preenche a alma. e sentir culpa, uma culpa que te domina mas que você esconde de todo mundo. ser mãe é descobrir que você é mais forte do que imaginava. as vezes eu acho que ler os do’s and don’ts só servem para ver o que não fiz e deveria ter feito. ser mãe é quase como ser um militar. e a rotina é a sua melhor aliada. ser mãe é doar-se. pessoas, ser mãe não é padecer no paraíso. parem com isso.

bom, acho que deu para entender que é mais ou menos isso.

se cuidem, crianças. 

 

decor

(De)coração 

 Hi, pipol

Esta semana a gente termina de pintar as paredes da sala, grazadeos. É que tem tanta coisa pra fazer e a gente acaba dando passos de tartaruga manca! haha

A gente resolveu só passar tinta branca dessa vez. O teto da sala é uma madeira escura que não me representa. E ele também é baixo então quando a gente pintá-lo de branco vai dar a impressão de ser mais alto. Mas só vamos poder fazer isso quando comprarmos a casa. Minha ideia era colocar papel de parede mas acho que ia ficar muita informação com o teto de madeira. Como aqui na Suécia temos poucos meses de luz é super importante que os cômodos da casa sejam bem iluminados e claros. Isso influencia muito o meu humor 🙂 Por mim eu deixo tudo branquinho. Acho tudo branco léndjo demais!
A sala é bem espaçosa, tem 25m2.

Eu sou uma ratinha de Instagram e Pinterest quando o assunto é decoração. E daí que vou dividir com vocês as coisas que eu me apaixonei e vou usar de inspiração para a nossa sala.


Essa é a praça mais conhecida de Estolcomo; a Sergels Torg (sérguels tóri). E a Ikea lançou um tapete com o mesmo padrão de triângulos dela. Eu quando vi agarrei e não soltei mais! E o tapete é gigantesco.

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Eu penso em ter um sofá monstro com uns três lugares e uma poltrona.

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Acho que a nossa sala vai ser um pouco moderninha, retrô, boêmia e berçário!

No Brasil, o Benji desenterrou todas as plantas da minha mãe. Então fica meio que impossível ter plantas no chão em casa e a solução irá ser esses vasinhos pendurados no teto! Acho essencial ter plantas dentro de casa. Nem que elas não sejam de verdade mas elas deixam o ambiente mais alegre, com vida. Dá um ar a mais de que tem gente morando ali.

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E é obvio que a gente não vai poder esquecer de fazer um puxadinho pro Benji também 😉

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Outro dia eu vi em uma revista de decoração esse bercinho dependurado no meio da sala! Pena que o benji já não é mais titiquinho pra ter um desses. Mas achei muito demais.

Acho que é mais ou menos isso!

Aceito sugestões! Assim que as paredes estiverem pintadas e as luzes instaladas (não temos luz na sala, vivemos no século 12!) eu boto umas fotos aqui pra mostrar como ficou 🙂

hej då

 

receitas

Receita: sopa de cogumelos & estragão 

Hi, pipol

Gostaria de botar na roda essa maravilinda sopa de cogumelos e estragão que fiz ontem. Ela foi retirada do livro “Vegetarisk”. Tem cada receita vegetariana melhor do que a outra! Pode ser que a sopa não pareça muito atraente à vista mas ela ficou tão boa, mas tão boa mesmo, que até parecia ser de cogumelos mágicos! ?

Essa foi bem fácil de fazer e ficou show de bola! Pareceu mais um creminho de cogumelos. Eu nunca tinha usado estragão na cozinha antes e achei o nome bem estranho! Vai estragar a minha sopa não, cara! Em sueco o nome támbem é bem criativo: “dragon”

4 porções

  • 1 cebola picada em cubinhos
  • 50 g de manteiga
  • 700g de cogumelos frescos picados  (pode ser em conserva mas leve em consideração o peso drenado)
  • 850 ml de caldo de legumes
  • 3 col de sopa de estragão fresco  + um pouquinho extra para salpicar por cima
  • 150 ml de crème fraiche (na falta dele eu uso iogurte grego)
  • Azeite
  • Sal e pimenta
  1. Você vai derreter metade da manteiga em fogo médio e dourar as cebolas. Ai, bota o resto da manteiga  e os cogumelos. Faça um refogado por 5 min. ou até os cogumelos ficarem douradinhos.
  2. Adicione o caldo de legumes e o estragão e deixe ferver. Assim que começar a ferver, abaixe o fogo e deixe cozinhar por 20 min. logo em seguida use um mixer e bata tudo na panela mesmo. (Eu não tenho saco de colocar no liquidificador não!) depois de batido voltar ao fogo.
  3. Misture o crème fraiche a sopinha e tempere a gosto com sal e pimenta preta. Sirva em tigelas e salpique o restante de estragão e o azeite. (Também polvilhei umas sementes de girassol por cima – ótchymo pra quem tá de tpm!)

Enjoy!  🙂

viagem

3 dicas preciosas de Paris!

Oi, gente bonita! Aqui em casa quem tem o papel de organizadora de viagens sou eu. E aí que estava dando uma olhadinha nas minhas coisas e achei muito válido botar na roda umas dicas que me ajudaram muito quando dei um pulo em Paris! São poucas mas de muita, mas muita mexmo! utilidade pública 🙂

  • o ônibus 69

thumb_IMG_0184_1024 Bom, esse busão é ótimo porque ele faz a rota de, praticamente, todos os points must turísticos de Paris. A rota dele começa na torre Eiffel e termina no cemitério Pére Lachaise. Eu acho ele uma ótima alternativa aos ônibus de turismo que dão rolê pela cidade que cobram quase 10x mais do que o ônibus comum.

  •  entrada gratuita em museus para menores de 26 anos e estudantes (residentes na União Européia)

Bom, novinhos, se preparem para uma overdose de museus porque vocês não vão precisar pagar para entrar nos “museus nacionais” (tipo, o  Louvre, Pompidou e o Musée d’Orsay entram nesta lista – coisa bem básica). Se você não reside na UE, a entrada no Louvre é for free todas as sextas para todas as personas!

  • entrada secreta do Louvre

Se tiver indo a Paris e conseguir ler essa dica linda de “ôRo” a tempo, você vai querer me dar um beijo! Se liga, o Louvre tem uma outra entrada pela Rue de Rivoli. Lá é uma calmaria infinita e você não precisa fica na chuva-sol de rachar-tornado naquela fila chata kilométrica lá em cima. Assim que você pega a entrada pela Rue de Rivoli vire a sua direita e vai ter uma lojinha de souvenirs e tabaco te esperando ali. Lá dá para comprar as entradas sem nenhuma fila! E daí é só seguir em frente e entrar no Louvre e dar tchauzinho para a fila de mortais lá fora. Viu só e nem foi preciso furá-la 😉

Gostou?

Obrigada. De nada.  

bêbe & cia

coisinhas legais de se ter para o bebê

E aí, gente bonita!

Acho que faz um tempo danado que eu não dava as caras por aqui.

Resolvi listar algumas coisinhas bacanas que acabei encontrando nessa vida louca maternal 🙂

  • hoppgungahopp

Sei que de primeira pode parecer um objeto de tortura mas as criancinhas adoram! “Hopp”, em sueco, significa pular (att hoppa) e “gunga” balanço. Então é, mais ou menos, um balanço que pula! Ele é super prático de usar, nem precisa furar a parede. Ele vem com algo que parece um gancho, aí você só o coloca no batente de cima da porta, bem no meio.  Só tem que ter cuidado para notar se ele não fica muito perto da porta ou dos batentes laterais, aí o bebê corre risco de levar uma bordoada e ninguém quer que isso aconteça.
Já dá para começar o hoppgunga assim que o bebê estiver mais durinho, lá por uns 4 meses. A intenção é que o bebê fique pulando ali. Fortalece as pernas e eles gastam energia 😉

  • Bumbobumbo-seat-aqua-latest-model-with-restraining-kit-112-p

O bumbo é um banquinho de borracha. É bom usá-lo quando o bebê ainda não tá durinho o suficiente mas fica meio irritado porque não consegue se sentar sozinho. Eu comecei a usar quando o Benji tinha uns 3-4 meses. Mas lá pelo 7° mês ele já não curtia mais porque se sentia “preso”, acho que dava faniquito nele.

  • capacete
    item_XL_6619898_4169661Quando o Benji começou a engatinhar para valer e ficar em pé nas coisas, ele ainda não sabia cair. Ele caía igual um pedaço de madeira: reto. Ele não sabia cair de bunda. Aí era chororô a cada 2 minutos, sendo bem otimista. E eu ficava com a pulga atrás da orelha por ele ficar batendo a cabeça toda hora. Aí fui a busca de um capacete pra ele! Esse capacete é ajustável e dá para ser usado até por volta dos 2 anos (aí vai depender se a criança vai querer isso na cabeça dela ou não.. aí é outra história!). No começo ajudou bastante mas agora que o Benji está quase andando ele não quer mais ter esse troço na cabeça dele.
  • cadeira portátil “in the pocket baby”

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Essa cadeirinha é fantástchyca! Ela foi desenvolvida por designers suecos. Dobrada ela vira uma bolsinha bem pequena e leve. E quando você a abre toda ela se adapta em uma cadeira normal. O único requerimento é que a cadeira em que for usada tem que ser quadrada. Ela quebrou um galho enorme quando fomos ao brasil em alguns restaurantes onde não tinha cadeirão para bebê! E o melhor de tudo é que ela é ajustável! Dá para lavar na máquina normal e dá para usar de 6 meses a 2 anos. Super!

  • Abafador sonoro infantil

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Quando o Benji tinha uns 4 meses eu resolvi ir num festival de rua casamiga. Tinha um monte de gente com crianças e bebês (aqui na suécia criança dá como chuchu na cerca!), só que eu reparei que elas usavam esse protetor de ouvido! Comprei um desse para o Benji já pensando no carnaval e ano novo no Brasil 🙂 E ajudou muito! Na hora dos fogos ele dormiu igual uma pedra no carrinho usando um desses! E ah, o melhor de tudo é que ele não aperta a cabeça.

Bom, por hoje é isso!

Bisou

bêbe & cia decor

Hipsterismos: quarto do Benjamin 

Considerando que só fui ter o meu quarto quando eu tinha uns 13 anos, o benji não demorou tanto pra ter o cantinho dele aos 3 meses..

O quarto que ia ser dele estava com um papel de parede muito velho e todo manchado. Eu e o Alexander botamos a mão na massa e arrancamos tudo, lavamos as paredes, pintamos e escolhemos o papel. Levando em conta que toda vez eu tinha que parar a obra para atender às necessidades da chefia, entenda-se: Benjamin.

Foram umas duas semanas até que as paredes estivessem nos trinques. Foi trabalho intenso a nível de navio de cruzeiro em época de carnaval hehe

E com vocês o quarto da quiança:

E daí quando terminamos tudo, o quarto dele ficou parecendo um oásis na casa. Ficou lendjo demais!

Acredite ou não, mas o berço do Jocks era do Alexander. E ele tá perfeito, no estrado tem até registrado a mão quantos kilos e o dia que o Alex nasceu.

Esse pôster fofis o Alex que me deu uma vez, quando eu era apaixonada pela Suécia (tem louco pra tudo nessa vida..) Bom, tirando o berço, o restante dos  móveis a gente comprou de segunda mão.

 

Esse guarda roupas foi um trampo para buscá-lo! Tivemos que botar no teto do nosso carro.

 

 

Essa prateleira é o que eles chamam aqui de “stringhylla” (string de Nils Strinning, que foi o cara quem fez) e é um clássico do design escandinavo. Ela estava lá jogadora no depósito da minha sogra. Eu daí resolvi trazê-las de volta a vida 😉 E pra se ver como a Suécia é uma roça mesmo, esse tal Strinning foi o avô de um amigo do Alexander na escola.

Eu fiquei tão mas tão feliz quando pude achar esse papel de parede. Já tinha visto alguma vez, em algum canto  no buraco negro da internet. Ai descobri que o cara que fez também é sueco. Pra quem quiser saber o nome é Mr Perswall. Eu pedi pela internet e chegou dentro de uma semana. Eles fazem sob medida. Tem vários modelos. E é bem fácil de aplicar, só a última parte que tivemos que cortá-la porque veio maior. Eu queria alguma coisa que não fosse tão bebê, que durasse até o benjocs crescer um pouco e começar a trazer as gatinhas pro quarto dele.. ;p (mas acho que o papel de parede não sobrevive até lá, vai ter aquela fase em que ele vai brincar de ser Picasso pelas paredes da casa..)

O papel é super alegre e fofo. Seria legal de usar pins e colocar fotinhas do benji pelos lugares que ele for passando (e principalmente marcar aonde fica Itapetininga no mapa! hehe) . O teto pintamos de branco e as outras paredes num azulzinho calcinha, tudo pra dar um up, considerando que passamos a maior parte do ano na escuridão aqui.

A “vasta” coleção de livrinhos do benji já é em português, inglês, sueco e polonês. Mas ele ainda continua se comunicando através da língua universal dos bebês: o choro.

Nós mal terminamos de montar tudo e já vamos ter que trocar várias coisas. Quarto de criança é o cômodo que mais passa por mudanças na casa. O Benjamin já tá quase escalando o berço, ele não pára mais no trocador.. Agora o próximo passo é organizar o quarto bem acessível ao dono dele, o bebê. A gente sempre projeta as coisas para os adultos.. E eu nem tinha me ligado disso. To doida pra fazer o método montessoriano. Botar o colchão no chão, espalhar uns brinquedos ali, deixar tudo ao alcance do mãozinha Addams ?

 

Bom, espero que tenham gostado! <3

bêbe & cia

o que dar de presente para um bebê de 1 ano?

E aí, galeuris!

Benjamin está com quase 11 meses, prestes a completar 1 ano e eu nem perdi  a banha toda acumulada durante a gravidez. Mas é de pura gordurinha feliz porque eu estava quase nos trinques quando vim para o Brasil passar férias, mas a saudade por coxinha estava grande demais para ser negada! (nada que o isolamento na Suécia não me ajude depois..)

Bom, vir dar uma luz aos necessitados que não sabem o que dar para um baby de 1 ano. Essa história de que “ah, teu bebê tem tudo! nem precisa de nada!” é a pior e uma das coisas mais irritantes que uma mãe pode ouvir. Aí se você responde com um “mas você nem me perguntou se ele precisa de algo” te acham grosseira. Enfim, vou deixar a barraqueira de lado e vou dar o help.

Sigam-me os bons:

  • Roupas e afins
    Isso! Como o bebê ainda não tem muita consciência então ele não vai te achar uma pessoa chata de galocha por dar roupas! Eles crescem numa velocidade louca e, consequentemente, as roupitchas duram pouco! É legal dar uma pesquisada na numeração do bebê antes e ver qual estação que a roupa poderá ser usada.
  • brinquedos psicodélicos
    Coloridos, que se mexam e toquem musiquinhas para deixar a criança hipnotizada por uns 15 minutos (pra mãe conseguir fofocar em paz haha!). Mas agora é sério, é bom ver se na caixa fala a idade para qual foi desenvolvido o brinquedo. Nessa idade os bebê adoram bater as coisas no chão, então é bom dar algo resistente que não vá estraçalhar tão breve. E também é bom testar o brinquedo antes e ver se ele não é loucamente barulhento (mas isso tem como ser resolvido depois: só botar uma fita onde sai o som para abafá-lo ou fingir que ele foi abduzido)
  • brinquedos educativos
    os bebês nessa idade já são bem espertinhos e já exploram o mundo das formas, cores e texturas. Aqueles brinquedos de encaixe para montar coisas é uma boa pedida 🙂
  • celular de mentirinha
    Bom, que toda criança fica vidrada nos nossos celulares, tablets e computadores da vida ninguém pode negar. Pra se ter ideia, o Benjamin destruiu o display do meu ipad e deixou meu iphone sem som por conta da baba (depois deixei dentro de um saco de arroz e a chinesada resolveu). As vezes não tem como escapar. Ele pega mesmo, ou eu acabo dando em momento de desespero (olha o acidental parenting aí, xenty!). Sem contar que eles adoram imitar tudo o que a gente faz e como essa é uma era de zumbis hipnotizados em frente a uma telinha fica meio difícil escapar. Então, seria bacaninha um telefone tipo aqueles tijolares para crianças que tocam mil musiquinhas e ficam no “piriri-piriri-piriri alguém ligou pra mim”. Os babies piram.
  • pacotes vazios de presentes
    essa com certeza a criança vai curtir pacas (quem não vai muito é a mãe..).
  • cacarecos para banho
    Eles garantem que a criança consiga ficar quase o tempo todo dentro da banheira sem querer fugir, explorar horizontes. Algures além mar. De livrinhos de plástico até giz de cera especial para azulejo.
  • presente para a mãe do bebis
    ma oeee?? Pois é, esse é o meu favorito nessa lista ahhaahahaha. Bom, também nasce uma mãe com o bebê, certo? E depois que o bebê nasce a mãe só ganha coisas para o filhote. Eu curti a ideia e resolvi levar adiante e dei para a minha amiga um mimo pra ela e para o baby. É uma coisa inesperada e super bem vinda!Bom, pipol, espero ter dado um help 🙂
bêbe & cia devaneios

vida loka sobre 4 rodas (de um carrinho)

hellows 🙂

eu já devo ter falado por aqui que na Suécia não tem preferencial, né?! todo mundo igual, alinhado na linha do meio. nem mais nem menos. aqui no Brasil existe preferencial mas quando é pra valer o sistema é muito capengo. Revoltante. Passei as últimas 3 semanas dando um rolê com o Benji pelo Riow e por Sp e gastei um rim só em taxi. A ideia era tentar rodar as cidades usando o transporte público. Como já morei no Rio e só queria mesmo era ficar bundando na praia eu nem esquentei o piolho pra sair pela cidade. Já em Sampa eu tava louca pra ir em todas as exposições, no centrão, bem na louca (isso com um bebê de 9 meses dependurado em mim, eu & ele, ele & eu). Primeiro de tudo que as calçadas do Brasil são todas bosteadas, é tipo um rali com o carrinho. Quando a minha sogra veio da Suécia nos visitar no Rio ela se esborrachou toda na calçada, tadinha. E para andar com um carrinho eu já sabia que não ia ser tarefa fácil. Era preciso um tanque de guerra. E foi bom ver que não é só na Suécia que as pessoas pulam em cima do carrinho, aqui isso também acontece. Tô doida pra botar uma buzina no carrinho – difícil vai ser quando eu querer usar e o benjoca estiver dormindo. Beleza, as calçadas até que foram ok (apesar de as vezes eu me sentir como se fosse o único ser fazendo isso na terra porque em sp eu não via nenhuma louca andando de carrinho por aí, me senti meio que um alien). No Rio a gente via muitos carrinhos na zona sul e dava pra perceber que era mais o creme de la creme carioca que usavam. Porque lá é preciso ter carro pra ir pra cima e pra baixo com um carrinho. Quem já andou de busão no Rio sabe que é quase como andar numa montanha russa, segura firme e cruza os dedos pra sair vivo. Tamanha burrice de quem resolveu botar a porta de cadeirantes do ônibus no lado esquerdo sendo que o embarque sempre é feito pelo direito. Comofas? A gente vai pelo meio da rua (os prrreferrencial) para poder entrar no busão, minha xente? Mas beleza, essa do busão em são paulo consegui me virar. Botei o Benjamin em mim e larguei o carrinho a deus dará. Sério, eu não sei como as pessoas com crianças fazem aqui. tem que ir de carro pra todo lugar, isso é terrível. aí eu fui pegar o metrô. o que eu tava com mais paranóia era da multidão. eu consigo de boa pegar escadas rolantes levando o carrinho, muita gente me acha louca mas depois que você pega o jeito a coisa vai de boa. eu prefiro mil vezes porque os elevadores sempre cheiram mijo. e daí beleza, fui tentar ver como é que rolava de fazer isso no metrô de sp. Primeiro que os elevadores, geralmente, são fechados e você tem que caçar um funcionário pra abrir pra você (as vezes aos berros porque eles só vão te ouvir na 5* vez). E a porta não abre automaticamente, não tem um botão que faça isso acontecer. E olha, levando em consideração que quem é preferencial são as pessoas que mais precisam de ajuda. Eu acho que um cadeirante mal consegue sair de casa. Entrei numa loja pra comprar calcinha e eram só escadas (eu não ia ficar pedindo pra algum filho de deus ficar carregando o carrinho pra mim pra cima e pra baixo toda hora). Mas o fim da picada foi ter que esperar por um elevador na estação da Luz por quase 15 minutos. Foi ridículo, a gente tem apertar um interfone (?) e pedir pro cara chamar o elevador pra você. E detalhe que sempre tem um povo nada a ver que pega o elevador sem precisar. Mas foi muito estranho me sentir a única pessoa andando de carrinho pelas estações de metro lotadas, em uma cidade onde há 20 milhões de habitantes. Eu acho bem é que esse povo que mais precisa desistiu de sair de casa.

Suécia

As coisas que eu mais detesto na Suécia (um post patrocinado pela tpm)

Oi, pipol. Esse post eu dedico a todas as pessoas que pensam que a Suécia é um país de conto de fadas. O Shangrilá na Terra. (eu já tive essa ideia, mas ela não durou muito tempo não). Vou aproveitar a minha tpm para convencê-los. E antes que vocês venham com pedradas para cima de mim, eu já digo: tem sim coisas que eu gosto nesse país esquecido do mundo mas isso é assunto para outro momento, outro humor. Okej.

Vem cumigo!

  • Os banheiros públicos – ou a falta deles

Se há uma coisa que me deixa muito puta da vida aqui são os banheiros da rua. Eu penei quando estava grávida. Banheiro em todo lugar aqui é pago. A tarifa varia de 5 a 10 coroas suecas (+- R$2,00-4,00). E Maria mijona que sou.. já viu! Pode ser em qualquer lugar. Num Mc Donalds da vida (as vezes eles te dão moeda para usar), em um shopping (acho muita sacanagem ter que pagar para usar o banheiro do shopping!) ou num beco fim de mundo. E detalhe, nem sempre essa taxa que pagamos para usar o banheiro é garantia de limpeza. Já fui em cada um boca de fumo! Para poder usar você joga moedas dentro de uma caixa que fica do lado de fora da porta. As vezes tem algum filho de deus que quando termina de usar o banheiro segura a porta para você poder usar e fazer sua tão esperada necessidade. Isso é uma boa forma de burlar o sistema e ajudar um ao outro a não pagar a maldita taxa! Você acha justo estar fazendo compras num shopping no centro da cidade e ter que pagar para usar o toalete? E se do nada surge um piriri doido e você não tem uma moeda no bolso, comofas? E nem sempre os cafés e restaurantes tem banheiros, aí você tem que recorrer aos públicos e pagar por isso. E aqui não tem banheiro nos metrôs, o que acho um absurdo-mudo! A gente paga, no mínimo, 25 coroas a viagem de metrô, as estações são lindas e tudo mais mas experimenta só pegar um elevador e morrer intoxicado por cheiro de mijo! Cada vez eu me supero mais em poder segurar a minha respiração.

  • Cada um por si

Bom, aqui é muito comum o povo bater a porta na sua cara. Ninguém a segura para você poder passar (raramente, rolam exceções). Seja você uma uma top model, um cadeirante, uma grávida de 7 meses. Tanto é que tem aqueles botões para a porta abrir automaticamente. Mas vem cá, se você tá passando pela porta e vê que tem um ser humano atrás de você e a porta tá fechando, o que custa usar 5 segundos do seu precioso tempo e segurar a porta? Não vai cair a mão.

Tem um troço muito estranho na língua sueca que é falta de educação (entre mil aspas) pedir “com licença”. Aqui é visto como se você estivesse “invadindo”o espaço do indivíduo. Vê só. Então o que acontece? O povo se comunica com…. o olhar. Eles ficam em cima de você, no metrô, wherever where you are, olhando pra tua cara pra você dar espaço. Eu não saio até me pedirem com licença. Todo mundo que visita a Suécia pensa que aqui é o reino da educação, bibibibóbóbó mas experimenta morar aqui e cair na selva no dia a dia pra você ver.

  • Não tem fila e assentos preferenciais.

Você pode estar numa fila no supermercado com 30 pessoas a sua frente, você com uma barriga quase explodindo que ninguém vai te dar lugar (as vezes, obviamente, surge um humano e te dá passagem). Quantas vezes no ônibus/metro/whatever eu tive que pedir para a criatura me dar lugar para sentar, isso quase dando barrigada na pessoa. Acho que essa história de que todo mundo tem que ser tratado como igual tem um certo limite. Uma coisa que sempre acontece no metro é a pessoa botar a mochila ao lado para evitar que alguém queira sentar do seu lado. Serião, gente, lembra dos “Ursinhos carinhosos”? Então, aqui é a terra do coração gelado.

  • O governo sustenta os cachaceiros!

É deprimente ver um monte de bêbado velho acabado perambulando pela rua sem nenhuma perspectiva de vida. E o sistema paga tudo. Pela bebida, pela casa, pela comida.. por tudo.

  • Não poder beber nenhuma cervejinha na rua (ou qualquer outro bons drink)

Essa é sofrida, gente. Aqui na Suécia o povo perde o controle na bebida, e por isso o governo resolveu ser radical e proibiu que se consumisse qualquer tipo de bebida alcóolica na rua. O que eu acho disso? Uma chatice aguda. E vem cá, de nada adianta.. porque o povo sai para as festas tudo super mamado (o povo enche a cara brutalmente, não tem essa de esquenta alegrinho em casa não.. aqui é bem mais hard core) E daí como é que você vai socializar com alguém em alguma festa que mal consegue se sustentar nas próprias pernas? E ah, bebidas com teor alcoólico acima de 3,5% são vendidas em lojas que pertencem ao governo. (o systembolaget). É o único lugar em que você vai conseguir encontrar algo para beber e eles tem um horário bem restrito. Tipo, não abrem aos domingos e aos sábados eles fecham as 15:00. Então, pensa, vai que surge a ideia de fazer um jantar com os amigos e você não tem nada em casa pra servir de bebida para eles. Aí o que você faz? Serve fanta uva? E ah, um bom drinkizinho numa balada qualquer aqui você desembolsa no mínimo 100 silvias! No-mí-ni-mo! Tendeu? Deu pra sacar que aqui não é muito o país da diversão, né, gentis.. e sim da depressão hihihiih

hoje eu tô com a macaca.. então vamos aproveitar! 🙂

  • O frio

Isso é o que mais me ferra a vida. Sim, coração. Eu era igual a você e adorava o friozim brasileiro. 15º graus lindos marcando nos termômetros, aquela vontade de nunca sair debaixo das cobertas, estourar pipoca, tomar um chocolate quente e ver um filme a tarde inteira forever and ever. Sim, eu gostava disso e me agradava muito mais do que um calor melequento de 38º. (mas depois que morei no Rio, as minhas ideias mudaram! :)) Só que, experimenta aguentar um frio de congelar os ossos por, no mínimo, 6 meses. Ter que sobreviver sob camadas e camadas de roupas, luvas, cachecol e gorro e aquelas botas pesadas. E ai se você esquecer de botar alguma dessas coisas, você congela. Aqui é “normal”o povo ficar trilouco e dormir na rua e morrer congelado. Acordar de manhã e ver que tá fazendo, tipo, -13º graus lá fora e que você tem que sair porque a vida continua, né, rapeize. E é normal a gente ficar feliz quando volta a fazer graus positivos.. +1º..+3º é puro delírio da moçada.

  • A falta de funcionário nas lojas, mercados, restaurantes.. etc.

Aqui para contratar alguém paga-se muito, então o que acontece ou eles dão um jeito e instalam máquinas para o atendimento ou 1 ou 2 pessoas em carne e osso ou.. ninguém! Para comer fora aqui, os garçons são cara de cu (oi, desculpe pelo palavreado!), só vem falar com você uma vez na vida e outra na morte e sem contar que os restaurantes aqui não são baratos (nem que ele seja chinfrim você vai pagar pouco pra comer). E dependendo da onde você que tem que levantar a sua bunda quentinha da cadeira para ir buscar seus talheres, guardanapos e afins. Frentista de posto acho que nunca existiu aqui, você mesmo enche o tanque do seu carro e paga com cartão. Não rola aquela coisa de tar perdido e parar num posto para perguntar o caminho para os caras de boné. Outra coisa, são poucos os lugares em que se aceitam dinheiro.

  • A falta de espontaneidade

Pra quem não sabe, os suecos são mais pontuais que os ingleses (se é que isso é possível). Eu costumo brincar com o Alexander que quando os suecos tem algum compromisso, eles costumam a chegar 15 minutos antes e ficarem dentro do carro esperando o tempo passar para poder chegar exatamente na hora. Agora é sério. Por um lado é bom, ter tudo meio que sob controle mas vem cá, até pra tomar um simples café com alguém a gente tem que agendar com 2 semanas de antecedência? Aqui não rola aquela coisa de tar todo mundo no clima e fazerem uma festa do nada, só porque pintou um clima, sabe? Esquece, tem que avisar o siclano com 3948938439 dias de antecedência.

  • Agora a coisa mais macabra e odiada de todas: a escuridão

Não é a toa que os suecos fazem iluminarias lindas de todas formas, tamanhos e cores. Aqui em casa a gente até tem uma lâmpada que imita o nascer do sol. Aqui passamos a maior parte do ano com poucas horas de luz, por conta do país estar próximo ao círculo ártico polar. Então quando chega o inverno, o que era para ser Sol aparece as 10 da manhã e vai embora as 3 da tarde. No brinks. E o Sol, assim, não é bem o Sol é mais uma luz de geladeira. Como já disse a minha paisana do blog Uma caipira na Suécia “Suécia e seus 50 tons de cinza” (enganado tá aquele que ainda cai na de que “Suécia, a nação verde”)

E vem cá, acho que o clima e essas chatices todas seriam melhor de se superar se o povo sueco fosse mais receptivo, menos sistemático e mais aberto com as pessoas (mas é o jeitin deles, né.. viver nessa bolha de individualidade, fazer whatsom). Eu também gosto de ter meu tempinho me, myself and I mas tem limites.

Sim, com esse um ano e pouco de Suécia eu virei muito rabugenta. (e pode deixar, que assim que eu tiver com os hormônios mais amigáveis, venho aqui dizer coisas boas da roça gelada!)