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Dando o ar da graça

crédito da imagem: ofelipeguga

 

Lá vem ela depois de 500 anos sem escrever nada por essas bandas (como sempre). Gente, eu sou uma típica geminiana. Ou é 8 ou é 80. Os meus amigos são super acostumados com os meus sumiços e oscilações de humores e opinões. Sempre volto como se nada tivesse acontecido e consigo pegar o trem andando. No problem.

Agora posso voltar a escrever normalmente porque finalmente arrumei o Blog. Eeeee! Arrumei o pau gigante que tinha dado aqui e agora está tudo nos trinques de novo.

Então, eu tô muito louca para começar a gravar uns videozin porque acho que vou ser mais eficiente e poupar vocês dos textões. Porém, ainda não posso fazer isso apesar de eu ter um gazilhão de ideias na cabeça, eu não estou conseguindo falar direito e a minha cara está do tamanho da Lua. Na semana passada eu tirei duas próteses de titânio (10 cm cada uma!) da minha mandíbula, aí por conta disso estou de molho. Pra mim está sendo ótimo apesar de não conseguir sair de casa ainda por conta do inchaço. Já li dois livros e agora estou na metade do terceiro para vocês terem ideia! Eu estou curtindo esse tempinho para ficar em casa porque ultimamente ando trabalhando muito.

Esse ano tem sido muito incrível. Ele já começou bem intenso. Eu e o Alex passamos a virada no meio da Mata Atlântica porque eu decidi ir tomar o chá da floresta; Ayahuasca. Foi muito lindo e um tanto difícil também. Nós dormimos separados dentro de um templo usando os nossos colchões de yoga e para se ter ideia não havia nem água quente no chuveiro. Depois disso posso com todo o meu coração afirmar que a minha vida nunca será a mesma. Ainda bem. Pra mim foi uma das coisas mais maravilhosas que fiz. Foi mais uma experiência única de superação e auto conhecimento.

Eu juro que vou voltar aqui e contar tim tim por tim tim como foi a minha experiência (são taaantas coisas que ficaria falando pela eternidade!). Mas enfim, agora estou focando em ficar bem logo, e em junho eu e o Benji vamos ao Brasil. Vai rolar um curso muito especial no mesmo lugar em que eu tomei a aya e senti que eu precisava muito voltar lá. Vou aproveitar para matar as saudades infinitas de todo mundo também! E comprar uns 20 quilos de cristais de novo e renovar o meu estoque de livros em português!

Agora em maio eu estava inscrita em um curso de meditação Vispassana do grupo Dharma aqui da Suécia. Seriam 10 dias em silêncio, mas aí resolvi preferir ir para o Brasil e fazer o curso que terá a duração de 2 semanas nas quais irei ficar totalmente isolada do mundo. Vai ser puro love. Sei que não vai ser fácil, até então eu nunca fiquei mais de 4 dias longe do Benja. (e nem 5 minutos sem 4G hehe). Sim, eu virei muito bicho grilo. Aliás, sempre fui, agora que veio a tona mesmo..

Aqui chegou a primavera mas ainda continua nevando em pleno mês de abril porém os dias já estão ficando mais claros e a esperança começa a ressurgir no coração do povo. Eu estou bem feliz também porque ultimamente tenho me desafiado e comido praticamente só coisas veganas aqui em casa e já vi uma grande diferença no meu bem estar geral. Não é uma coisa fácil de se fazer e estou respeitando o meu tempo..

Bom, acho que é isso.

Um bejo no core.

 

 

 

SparaSpara

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fica a dica

Oi, hoje vou fazer daqui o meu divã.

Eu sou do tipo bem ansiosa. As vezes não tenho muita paciência para esperar por coisas e sou bem impulsiva. Prazer, sou geminiana. Acho que não estou sozinha nesse mundo não, né! Não vejo a hora de um dia poder voltar para a Índia e ficar quanto tempo for preciso em um ashram no Himalaya mas enquanto isso não acontece vou me auto hippiezando.

Li esses dias uma lista que pode ser de uso coletivo para o bem da humanidade. Ela é bem usada entre os praticantes de yoga e hinduístas.

Aqui vai ela dividida em duas partes:

Vamos começar com 5 yamas. Eles nada mais são do que códigos de conduta, de como a gente deve viver nesse mundo louco.

  1. Ahimsa, também conhecido por não violência. Seja gentil.
  2. Satya ou veracidade. Deixe de lado a baboseira e seja completo. Seja legal só quando você tiver a intenção de sê-lo! Não fique guardando tudo dentro de si mesmo porque uma hora isso vai explodir, aí hajam sessões de terapia para dar um jeito nisso.
  3. Asteya, ou o famoso não roubar. Assim, no sentido mais sério da palavra.
  4. Brahmacharya (para quem até então pensava que Brahma era só nome de cerveja ruim..), significa moderação. O famoso jargão “somente o necessário, o extraordinário é demais”
  5. Aparigraha, ou desapego. Essa é fácil, pelo menos para mim. Se tem uma coisa que não me agrada mais, eu passo adiante. Pode ser o que for.

E agora vão os niyamas. Eles são práticas para melhorar a nossa relação com as outras pessoas.

  1. Saucha, clareza, pureza. Tenha pessoas a sua volta que te deem um up na vida, que tragam o nosso melhor, que nos ajude a evoluir na vida e não o contrário.
  2. Santosha, ou contentamento. Ser grato por tudo o que conquistamos até hoje e tentar desfocar o pensamento de coisas que queremos o tempo todo.  (essa é difícil com todas essas wishlists salvas..)
  3. Tapas, ou auto disciplina. Não significa que a gente vai sair se auto estapeando quando não conseguirmos completar algo. É mais para darmos um tchau para a nossa zona de conforto e enfrentar o desconhecido. Porque com ele a gente apanha, quebra a cara e aprende na vida. Se a gente fica sempre na mesma acaba virando um bunda mole. Eu sei disso porque sou bem as duas coisas.
  4. Svadhyaya,  auto estudo, auto reflexão. Estar atento as nossas ações e pensamentos e ter uma ideia qual será o  resultado deles lá na frente. Tentar entender que tipo de pessoa somos.
  5. Isvara-pranidhana, ou devoção, fé. Eu nunca fui do tipo religiosa mas acredito muito na energia das coisas. Essa é para acreditar em algo superior a você, nem que sejam unicórnios..

 

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hey, fazedores de bullying do colegial: operay!

Olárr, pessoas!

Há oito dias atrás eu entrei na faca.

Desde que eu me conheço por gente sabia que esse dia iria chegar.. foi bem difícil o caminho mas finalmente aconteceu! Embora todo mundo da minha família fosse contra e muita gente falasse que eu não precisasse..

O problema era (felicidade é pouco dizer “era” e não “é” ) ser dentucinha e ter um queixo de pau, como diz a minha avó. Esteticamente falando, isso não me incomodava tanto mas a minha mordida era toda zoada. O dente de cima tinha uma distância de 2 dedos com o de baixo! Uma coisa gigante porque quem tem uma mordida normal a distancia é nula. Sem contar que eu nunca consegui fechar a boca direito. Aí a minha saída era sorrir 🙂 porque já que ia ter que ficar com a boca aberta, né.. Mas assim, volta e meia eu tinha dores de cabeça por conta da mordida toda errada e pelo cansaço dos músculos do meu rosto também. Sem contar que eu respirava pela boca. Enfim, foram quase 20 anos de dentucismo.
O drama foi longo. No Brasil eu tentei sem sucesso que o meu seguro de saúde na época, o Bradesco Saude, cobrisse a minha cirurgia. Foi uma baita perda de tempo e frustração. Até tinha dado entrada na ANS – agência nacional da saúde e dai que acabei me mudando aqui para a Suécia e tentei a sorte aqui para a cirurgia. Eu fiquei tão feliz quando soube que o governo cobriria toda a minha cirurgia! E também não precisei pagar pelo aparelho odontológico, somente pela manutenção – que não pode exceder a quantia superior a 1100 coroas anuais, depois disso nós recebemos  o que eles chamam de “frikort”. O frikort é um cartão coringa porque você com ele não precisará mais pagar por nenhuma consulta dentro dos próximos 12 meses. É muito incrível isso. É curioso que para usar o sistema de saúde publico sueco nós pagamos um valor simbólico pela consulta, que gira em torno de 200 a 350 coroas. Mas depois de ter atingido esse valor máximo de 1100 coroas tudo passa a ser de graça de fato!

Tudo andou muito rápido para a minha cirurgia aqui. Mais rápido do que eu esperava! Eu fui em um dentista comum para pedir uma “remiss” (referência) para encaminhamento cirúrgico. E dai depois disso já encontrei com o dentista que faria o meu tratamento odontológico visando já para a cirurgia. E isso começou no final de maio do ano passado, e agora dia 1 de março eu operei!

Fiz a cirurgia no mesmo hospital em que o Benji nasceu, o Karolinska. Estava quase me mudando para lá porque antes disso quase todos os dias tinha que dar um pulo lá para checarem algo em mim. Uma semana antes fiz ressonância magnética em uma máquina que parecia um donuts azul gigante. Dá um certo desespero ficar parada dentro daquele troço, e a gente ainda nem pode se mexer ou engolir. Tem que ficar com a língua no céu da boca o tempo todo. Eles queriam saber aonde estavam localizados os meus nervos do maxilar para saber qual tipo de cirurgia eles fariam.

E daí que eles abriram o meu maxilar de ponta a ponta! O corte começa atrás do último dente inferior direito e vai até o último da esquerda! Ontem consegui tirar um raio x para ver o que tenho na cara depois da cirurgia. Em cada lado colocaram uma placa de titânio de aproximadamente 4 cm (o que é grande pra caramba) em cada lado do meu maxilar, e eles também diminuíram o meu queixo e fizeram a ligação do osso mentoniano (tô craque já nas nomeações!) com quatro parafusos de titânio. O titânio é um metal incrível porque ele não é magnético (não vou apitar quando passar pelo detector de metais em aeroportos..) e nem corrosivo, e é geralmente bem aceito pelo corpo humano.

A cirurgia em si a gente não sente nada, thanks god! mas o pós operatório é hell. Eu fui internada no mesmo dia da cirurgia, o que foi bem ruim porque tive que ficar sem comer e beber desde a noite anterior. Aí antes de ir para o hospital me pediram para que eu tomasse dois banhos em casa com um sabonete e shampoo anti bactericida. Entrei no hospital as 7:30 e a cirurgia saiu ao meio dia. A operação demorou 5 horas! Fiquei com a boca lá  arregaçada por todo esse tempo. Fiz dois xixizinhos antes da cirurgia para evitar de ganhar um catéter dentro de mim! Não tem como não ficar uma pilha de nervo. Dá um medinho de nunca mais acordar mesmo. E você tá lá em um ambiente completamente estranho, com pessoas pegando em você, longe de todo mundo. Aí o sorinho na veia começou. Espalharam adesivos pelo meu corpo com cabinhos. Respondi ao 2938892 questionário e fomos para a sala de cirurgia. Tinham umas 7 pessoinhas lá, andando para todos os lados. Aeee o bife chegou! Uma das cirurgiãs, que nunca vi na vida, foi simpática e me disse para pensar em alguma coisa muito boa, uma coisa que eu queria sonhar durante a cirurgia, que era para eu ter aquilo em mente durante o tempo todo não importasse o que acontecesse. Obviamente, que eu comecei a chorar, né, pô. Aí nisso, você já está com uma mascara de oxigênio na tua cara, aquela holofote  nos teus olhos.. e daí vai ficando tudo calminho, gostosinho e PRETO.

Acordei deitada em uma maca dentro de uma salinha cheia de computadores e algumas pessoas. Eu estava igual a um cachorro no deserto de sede e fome! Aí uma das pessoas que eu pedi água falou para eu ter cuidado para não beber muita água porque eu tinha recebido muito soro na veia e a minha bexiga poderia meio que.. explodir, seria a palavra?! Aí dei uma vomitadinha básica de sangue. Isso tudo com a cara toda enfaixada, babando, tentando fazer que me entendessem falando desse jeito em sueco. A cara a gente não sente nada, já a garganta… Eu chorei três dias de dor só por engolir a saliva. Tudo incha muito. Absurdamente muito mesmo. Você super se sente como se fosse um integrante da família do Fofão. Mas eu fiquei tão feliz por meu nariz não estar congestionado. Muita gente diz que fica com as vias nasais super congestionadas por uns 10 dias por conta da sonda. Mais um sofrimento extra que escapei. meu nariz está levemente ralado, dá para ver que passou um monstro por ali. Bom, ainda bem que, miraculosamente, escapei dessa. E pelo contrário, acho que nunca respirei tão bem na minha vida!

Bom, resumindo a ópera, não vou poder comer nada sólido bom um bom tempo. Só suquinho e sopinha na canequinha. O meu maxilar não se mexe, tô me sentindo igual ao  homem de lata do mágico de Oz, faltando um óleozin nas articulações. Eu não sinto o lábio inferior e muito menos o meu queixo. Vai demorar um tempo para que eu comece a sentir novamente. Já sei que vou perder em torno de 30% da sensibilidade do queixo. Enquanto isso eu  tenho que comer usando a língua. É bem estranho. E nada de tentar comer coisas com pedaços porque além de não conseguir mastigar nada, para tudo dentro da boca nos cantos e é horrível para conseguir limpar sem sofrer. Eu tenho que escovar os dentes usando uma escova de bebê igual ao do Benji e uso uma garrafa de água para dar um jato no final da boca em lugares eu chamo de buraco negro porque não consigo alcançar com a escova.

Fiquei na morfina na veia por três dias. Esses três primeiros dias em que fiquei no hospital, foram um in-fer-no. As coisas básicas vitais eram bem difíceis de serem feitas. Agora eu voltei a dormir deitada mas até então era só sentada e ainda não consigo mexer muito o meu pescoço. Assim, to bem gata. Mas o que mais tem incomodado mesmo são as dores no pescoço e de garganta. É uma lutinha. E todos os remédios que eu tenho que tomar são em pílulas monstras que eu quebro no meio e mesmo assim as vezes eles param na garganta. Repito o processo 3 vezes ao dia. Eu tenho um roxo amarelado que começa no pescoço e desce até o meu peitoral. E a babação.. estou parecendo um bulldog. É sério.

Mas o que anima é que todo dia que acordo sinto uma melhora. O inchaço diminui, a abertura da boca aumenta um tiquinho, a pele do meu lábio começa a ficar um pouco melhor e assim vai. E acho que essa cirurgia foi tão mágica que até as minhas olheiras de Gretchen deram uma melhorada! É preciso de muita paciência de Buda porque para comer é bem incomodo, e todas as comidas duras são extremamente atrativas para a gente que tudo começa a ter até um que de pornô haha! Eu tenho sonhos eróticos com macarrons de pistache, por exemplo. E eu não consigo pronunciar as letras p e b. E eu tenho que repetir umas três vezes o que eu quero falar para me entenderem. Mas não preciso mais escrever na lousinha do Benji. Um espirro saiu como se fosse uma tosse. O bocejo só sai no pensamento. To quase me sentindo uma criança. Agora já to conseguindo comer uns purezinhos. Tudo com colher super pequena de plástico senão não dá. A vontade de sair arrancando todo esse aparelho da boca e que o tempo passe logo para eu poder comer um pedaço de aipo bem crocante é grande! Mas enquanto isso haja tempo, bepantol e paciência!

Beijos só se for na testa!

 

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Direto do olho do furacão

Oi, gentes!

Se liga que nem sei por onde começar. Acho que fiquei sem escrever aqui desde a era paleolítica. Foi um trampo desgraçado instalar o WordPress e migrar o blog (de noobie total fui promovida a semi entendida, diríamos). Um troço que era pra levar 5 minutinhos acabou durando uns 4 meses. E olha que ainda tem muita coisa que quero mudar no layout mas to extremamente sem tempo. Alias, tempo é a coisa que mais quero na vida agora.

Eu devo tar muito macumabada no carma da tecnologia porque o Benjocs tacou o meu Ipad no chão umas trocentas vezes e ele resolveu passar dessa pra melhor. Ai no mes seguinte, eu comprei umas rosas lendjas durante a tpm from me to myself pra me alegrar mas botei o vaso bem ao lado do meu mac e a destrambelhada virou tudo como um diluvio em cima do computador. 6,700 coroas só para arrumar. E dai, que ne! Não tenho esse dinheirinho, non. Mais um pouco e dá pra comprar um novo. O bom é que tem espaço no jardim de casa e posso começar a plantar maçãs. (rir pra não chorar – e muito). E dai que agora to usando o pc do Alex com os teclado tudo doido em sueco e tenho que usar o teclado digital. Imagina a felicidade da crionça.  Mãs, como todo brasileiro que não desiste nunca resolvi voltar pra cá mesmo que na sofrencia (e vocês vão ter que me perdoar a digitação zoada pq não tem muito jeito).

Esses dois ultimos meses tem sido muito lucycrazy. Meus pais e minha avo vieram pra cá para uma visita relâmpago no final do julho e eu e o Benjoca ficamos detidos na policia da Estonia porque entrei ilegal sem querer por aquelas bandas (fiquei das 11 as 18 numa salinha de vidro entretendo o Benjamin. Não podia nem ir ao banheiro desacompanhada. whadafuuu) Isso foi porque o Alexwonder pensou que meu visto de permanecia iria se autorenovar e eu fiquei de buenas. Dai descobrimos too late e eu ja estava ilegal. E dai resolvi ir para Tallinn de navio com meus pais e dai fui barrada no baile. E tive que passar a tarde na maior chateação na policia. Pelo menos a gente fez um tour diferenciado com van da poliça por Tallinx. E detalhe que tudo era em estoniano. Ai teve uma interprete que fedia mais do que chaminé de fabrica de tijolo! Ate com a Interpol eles entraram em contato hahahaha. E dai você olhada para o ser super perigoso cantando galinha pitadinha e trocando fraldas dentro da sala da policia. E só pude voltar pra Suécia porque o benjoca nasceu aqui porque a tia lá falou que se não fosse por isso eu teria sido mandada de volta pra terra da banana. (já que meu visto tinha vencido na suecx, eles se basearam na ultima vez que eu entrei na zooropa e dai entrou no prazo do acordo de Schengen e dai que fuuuuuu) Eu so queria mesmo era ter ido tomar uma cervejinha no centro de tallin com a minha familinda. Mas rolou não e ainda tive que responder umas 50 vezes que não tinha intenções de querer ser parte daquela nação sem noção.

E agora que esto legalizada não to tendo tempo para respirar (isso só ta rolando mesmo porque é involuntario e não requer muito esforço). Benjamin teve que entrar na escolinha (que aqui eles chamam de dagis), a minha amiga me descolou um trampo meio período e eu ainda to estudando suecs no final do dia. Ou seja, chego em casa só caco da viola e o mais triste de tudo é que Beijoca ja ta dormindo. Eu só tenho visto ele de manhã e bate aquela culpa violenta de que ele ta crescendo e  não estou conseguindo acompanhar com esse lance de chupar e assobiar cana ao mesmo tempo. E dai que deu um rolo no meu curso de sueco. Eu ia começar um que tinha duração de 7 semanas, tempo integral. Belezinha. Dai de ultima hora me falaram que não ia ter mais vagas e dai me botaram em um outro que tem duração de 21 semanas e que só vai acabar no dia 18 de dezembro. Mãs no dia 5 de dezembro a gente vai embarcar para o Quatar e depois para India. Eike loucura, eike badalo. Destino mais exótico não há! Se a gente voltar sem malaria, piriri e afins eu juro que acendo velas para todos os santos! (mas só pelo fato de poder fugir do inferno-inverno sueco já tá valendo super). E dai que o lance é que vou ter que terminar em tempo recorde o curso de sueco, antes de everybody pra eu poder ir fazer o meu caminho das indias. Mas nem tempo para dormir estou tendo direito porque Benjocs ta nesse turbilhão de coisas novas acontecendo na escolinha que fica super agitado e acorda 293829 vezes a noite. Ai só resta o pó da bolacha.

Mas a coisa é que vou começar a botar mais coisas na roda aqui antes que esse computador também resolva passar dessa pra melhor 🙂

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sobre ser mãe.

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ser mãe é 50% trabalho 50% diversão. as noites inteiras de sono parecem fazer parte de uma vida muito muito distante. você não sabe mais o que é passar uma tarde lendo um livro. a ideia de se poder fazer o que te der na telha é um sonho para a outra encarnação. ser mãe é dolorido (literalmente). é entrar numa nova realidade geralmente em um corpo diferente. eu virei neurótica. sem contar a culpa. nasce uma mãe e com ela a culpa. ser mãe é se deixar de lado e criar um serzinho frágil desde o começo. e são fases. a fase em que você é hotel (gravidez), depois passa a ser restaurante (amamentação) e depois vira concierge. é ouvir criança chorando mesmo quando não tem nenhuma (mesma coisa quando você sente o seu celular vibrando e ele não tá!).

o choro e a galinha pitadinha passam a ser a trilha sonora da sua vida. as vezes você sente o amor maior do mundo, no outro dia você tem vontade de devolver a criança e se pergunta onde é que estava com a cabeça quando decidiu ser mãe. mas no outro dia você começa a pensar em ter outro filho. e no outro dia você quer fazer laqueadura. você emburrece um pouco no começo (minha terapeuta falou que aos poucos vai voltando ao que era antes). os hormônios tomam conta. você fica louca. muito louca. as vezes nem você se aguenta. e as vezes a sua rotina gira em torno de se a criança fez ou não coco para poder sair de casa. sim, ser mãe não é como um comercial de margarina.

eu fiquei muito mais sensível ao mundo depois que o Benjamin chegou no pedaço. e quando seu filho chega ativa um botão na sua caixa de memória e você começa a recordar coisas que nunca te passaram pela cabeça antes. histórias que te foram contadas e que agora fazem mais sentido. ser mãe as vezes é pirar e querer sumir. e daí quando você finalmente consegue sumir a sua cabeça só fica no pedacinho de gente que não está com você. e você sente saudades e começa a se perguntar se foi a coisa certa ter saído sem a criança. e vê um outro bebezinho e já quer voltar correndo pra casa agarrar o seu antes que ele cresça. e eles crescem e muito rápido. e você não acredita muito quando as pessoas te falam isso. e você quer aproveitar cada segundo mas ao mesmo tempo tem um mundo lá fora para ser conquistado. as vezes você quer que o tempo pare e que aquele bebezinho nunca cresça mas as vezes você também quer que aquele bebezinho cresça logo e você volte a ter a sua vida de novo (o que nunca vai acontecer mas você gosta de sonhar).

mas você também não se imagina mais sem aquele serzinho. e embora pareça que existisse liberdade na sua vida antes ela também se parecia vazia e sem sentindo. ser mãe é quase como ser um polvo. ter uma mão para segurar o bebê, uma para limpar a casa, outra para fazer comida, uma para poder ler um livro, outra para .. enfim. ser mãe não é fácil. mas quase ninguém tem coragem de dizer isso. e não tem um manual te ensinando como a fazer as coisas. você vai se achando. a vida fica mais complicada mas também muito mais bonita. você passa a ter um novo chefe: o seu filho. mas depois de um tempo você vai ressurgindo das trevas como uma fênix. e você vai redescobrindo o mundo com o novo serzinho que você trouxe pra cá. e são muitas coisas para pensar e repensar. se os seus princípios são os melhores para serem passados em frente. essas coisas. é ter esperança num mundo melhor mas também muito medo. ser mãe é fazer check list mental de coisas a serem feitas.

é, mesmo morrendo de cansaço, parar para observar cada detalhezinho do seu bebê enquanto ele dorme e se perguntar como é possível a gente poder fazer uma coisiquinha tão linda desse jeito. ser mãe é sentir que sua cabeça sempre vai estar em outro lugar. que você nunca mais vai ter sossego na vida. e as vezes, você deixa de ser você e passar a ser a mãe de fulano. ser mãe é chato. e também incrível. e as vezes uma merda. é sentir um orgulho que te preenche a alma. e sentir culpa, uma culpa que te domina mas que você esconde de todo mundo. ser mãe é descobrir que você é mais forte do que imaginava. as vezes eu acho que ler os do’s and don’ts só servem para ver o que não fiz e deveria ter feito. ser mãe é quase como ser um militar. e a rotina é a sua melhor aliada. ser mãe é doar-se. pessoas, ser mãe não é padecer no paraíso. parem com isso.

bom, acho que deu para entender que é mais ou menos isso.

se cuidem, crianças. 

 

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coisinhas legais de se ter para o bebê

E aí, gente bonita!

Acho que faz um tempo danado que eu não dava as caras por aqui.

Resolvi listar algumas coisinhas bacanas que acabei encontrando nessa vida louca maternal 🙂

  • hoppgungahopp

Sei que de primeira pode parecer um objeto de tortura mas as criancinhas adoram! “Hopp”, em sueco, significa pular (att hoppa) e “gunga” balanço. Então é, mais ou menos, um balanço que pula! Ele é super prático de usar, nem precisa furar a parede. Ele vem com algo que parece um gancho, aí você só o coloca no batente de cima da porta, bem no meio.  Só tem que ter cuidado para notar se ele não fica muito perto da porta ou dos batentes laterais, aí o bebê corre risco de levar uma bordoada e ninguém quer que isso aconteça.
Já dá para começar o hoppgunga assim que o bebê estiver mais durinho, lá por uns 4 meses. A intenção é que o bebê fique pulando ali. Fortalece as pernas e eles gastam energia 😉

  • Bumbobumbo-seat-aqua-latest-model-with-restraining-kit-112-p

O bumbo é um banquinho de borracha. É bom usá-lo quando o bebê ainda não tá durinho o suficiente mas fica meio irritado porque não consegue se sentar sozinho. Eu comecei a usar quando o Benji tinha uns 3-4 meses. Mas lá pelo 7° mês ele já não curtia mais porque se sentia “preso”, acho que dava faniquito nele.

  • capacete
    item_XL_6619898_4169661Quando o Benji começou a engatinhar para valer e ficar em pé nas coisas, ele ainda não sabia cair. Ele caía igual um pedaço de madeira: reto. Ele não sabia cair de bunda. Aí era chororô a cada 2 minutos, sendo bem otimista. E eu ficava com a pulga atrás da orelha por ele ficar batendo a cabeça toda hora. Aí fui a busca de um capacete pra ele! Esse capacete é ajustável e dá para ser usado até por volta dos 2 anos (aí vai depender se a criança vai querer isso na cabeça dela ou não.. aí é outra história!). No começo ajudou bastante mas agora que o Benji está quase andando ele não quer mais ter esse troço na cabeça dele.
  • cadeira portátil “in the pocket baby”

in-the-pocket-baby

Essa cadeirinha é fantástchyca! Ela foi desenvolvida por designers suecos. Dobrada ela vira uma bolsinha bem pequena e leve. E quando você a abre toda ela se adapta em uma cadeira normal. O único requerimento é que a cadeira em que for usada tem que ser quadrada. Ela quebrou um galho enorme quando fomos ao brasil em alguns restaurantes onde não tinha cadeirão para bebê! E o melhor de tudo é que ela é ajustável! Dá para lavar na máquina normal e dá para usar de 6 meses a 2 anos. Super!

  • Abafador sonoro infantil

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Quando o Benji tinha uns 4 meses eu resolvi ir num festival de rua casamiga. Tinha um monte de gente com crianças e bebês (aqui na suécia criança dá como chuchu na cerca!), só que eu reparei que elas usavam esse protetor de ouvido! Comprei um desse para o Benji já pensando no carnaval e ano novo no Brasil 🙂 E ajudou muito! Na hora dos fogos ele dormiu igual uma pedra no carrinho usando um desses! E ah, o melhor de tudo é que ele não aperta a cabeça.

Bom, por hoje é isso!

Bisou

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o que dar de presente para um bebê de 1 ano?

E aí, galeuris!

Benjamin está com quase 11 meses, prestes a completar 1 ano e eu nem perdi  a banha toda acumulada durante a gravidez. Mas é de pura gordurinha feliz porque eu estava quase nos trinques quando vim para o Brasil passar férias, mas a saudade por coxinha estava grande demais para ser negada! (nada que o isolamento na Suécia não me ajude depois..)

Bom, vir dar uma luz aos necessitados que não sabem o que dar para um baby de 1 ano. Essa história de que “ah, teu bebê tem tudo! nem precisa de nada!” é a pior e uma das coisas mais irritantes que uma mãe pode ouvir. Aí se você responde com um “mas você nem me perguntou se ele precisa de algo” te acham grosseira. Enfim, vou deixar a barraqueira de lado e vou dar o help.

Sigam-me os bons:

  • Roupas e afins
    Isso! Como o bebê ainda não tem muita consciência então ele não vai te achar uma pessoa chata de galocha por dar roupas! Eles crescem numa velocidade louca e, consequentemente, as roupitchas duram pouco! É legal dar uma pesquisada na numeração do bebê antes e ver qual estação que a roupa poderá ser usada.
  • brinquedos psicodélicos
    Coloridos, que se mexam e toquem musiquinhas para deixar a criança hipnotizada por uns 15 minutos (pra mãe conseguir fofocar em paz haha!). Mas agora é sério, é bom ver se na caixa fala a idade para qual foi desenvolvido o brinquedo. Nessa idade os bebê adoram bater as coisas no chão, então é bom dar algo resistente que não vá estraçalhar tão breve. E também é bom testar o brinquedo antes e ver se ele não é loucamente barulhento (mas isso tem como ser resolvido depois: só botar uma fita onde sai o som para abafá-lo ou fingir que ele foi abduzido)
  • brinquedos educativos
    os bebês nessa idade já são bem espertinhos e já exploram o mundo das formas, cores e texturas. Aqueles brinquedos de encaixe para montar coisas é uma boa pedida 🙂
  • celular de mentirinha
    Bom, que toda criança fica vidrada nos nossos celulares, tablets e computadores da vida ninguém pode negar. Pra se ter ideia, o Benjamin destruiu o display do meu ipad e deixou meu iphone sem som por conta da baba (depois deixei dentro de um saco de arroz e a chinesada resolveu). As vezes não tem como escapar. Ele pega mesmo, ou eu acabo dando em momento de desespero (olha o acidental parenting aí, xenty!). Sem contar que eles adoram imitar tudo o que a gente faz e como essa é uma era de zumbis hipnotizados em frente a uma telinha fica meio difícil escapar. Então, seria bacaninha um telefone tipo aqueles tijolares para crianças que tocam mil musiquinhas e ficam no “piriri-piriri-piriri alguém ligou pra mim”. Os babies piram.
  • pacotes vazios de presentes
    essa com certeza a criança vai curtir pacas (quem não vai muito é a mãe..).
  • cacarecos para banho
    Eles garantem que a criança consiga ficar quase o tempo todo dentro da banheira sem querer fugir, explorar horizontes. Algures além mar. De livrinhos de plástico até giz de cera especial para azulejo.
  • presente para a mãe do bebis
    ma oeee?? Pois é, esse é o meu favorito nessa lista ahhaahahaha. Bom, também nasce uma mãe com o bebê, certo? E depois que o bebê nasce a mãe só ganha coisas para o filhote. Eu curti a ideia e resolvi levar adiante e dei para a minha amiga um mimo pra ela e para o baby. É uma coisa inesperada e super bem vinda!Bom, pipol, espero ter dado um help 🙂
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vida loka sobre 4 rodas (de um carrinho)

hellows 🙂

eu já devo ter falado por aqui que na Suécia não tem preferencial, né?! todo mundo igual, alinhado na linha do meio. nem mais nem menos. aqui no Brasil existe preferencial mas quando é pra valer o sistema é muito capengo. Revoltante. Passei as últimas 3 semanas dando um rolê com o Benji pelo Riow e por Sp e gastei um rim só em taxi. A ideia era tentar rodar as cidades usando o transporte público. Como já morei no Rio e só queria mesmo era ficar bundando na praia eu nem esquentei o piolho pra sair pela cidade. Já em Sampa eu tava louca pra ir em todas as exposições, no centrão, bem na louca (isso com um bebê de 9 meses dependurado em mim, eu & ele, ele & eu). Primeiro de tudo que as calçadas do Brasil são todas bosteadas, é tipo um rali com o carrinho. Quando a minha sogra veio da Suécia nos visitar no Rio ela se esborrachou toda na calçada, tadinha. E para andar com um carrinho eu já sabia que não ia ser tarefa fácil. Era preciso um tanque de guerra. E foi bom ver que não é só na Suécia que as pessoas pulam em cima do carrinho, aqui isso também acontece. Tô doida pra botar uma buzina no carrinho – difícil vai ser quando eu querer usar e o benjoca estiver dormindo. Beleza, as calçadas até que foram ok (apesar de as vezes eu me sentir como se fosse o único ser fazendo isso na terra porque em sp eu não via nenhuma louca andando de carrinho por aí, me senti meio que um alien). No Rio a gente via muitos carrinhos na zona sul e dava pra perceber que era mais o creme de la creme carioca que usavam. Porque lá é preciso ter carro pra ir pra cima e pra baixo com um carrinho. Quem já andou de busão no Rio sabe que é quase como andar numa montanha russa, segura firme e cruza os dedos pra sair vivo. Tamanha burrice de quem resolveu botar a porta de cadeirantes do ônibus no lado esquerdo sendo que o embarque sempre é feito pelo direito. Comofas? A gente vai pelo meio da rua (os prrreferrencial) para poder entrar no busão, minha xente? Mas beleza, essa do busão em são paulo consegui me virar. Botei o Benjamin em mim e larguei o carrinho a deus dará. Sério, eu não sei como as pessoas com crianças fazem aqui. tem que ir de carro pra todo lugar, isso é terrível. aí eu fui pegar o metrô. o que eu tava com mais paranóia era da multidão. eu consigo de boa pegar escadas rolantes levando o carrinho, muita gente me acha louca mas depois que você pega o jeito a coisa vai de boa. eu prefiro mil vezes porque os elevadores sempre cheiram mijo. e daí beleza, fui tentar ver como é que rolava de fazer isso no metrô de sp. Primeiro que os elevadores, geralmente, são fechados e você tem que caçar um funcionário pra abrir pra você (as vezes aos berros porque eles só vão te ouvir na 5* vez). E a porta não abre automaticamente, não tem um botão que faça isso acontecer. E olha, levando em consideração que quem é preferencial são as pessoas que mais precisam de ajuda. Eu acho que um cadeirante mal consegue sair de casa. Entrei numa loja pra comprar calcinha e eram só escadas (eu não ia ficar pedindo pra algum filho de deus ficar carregando o carrinho pra mim pra cima e pra baixo toda hora). Mas o fim da picada foi ter que esperar por um elevador na estação da Luz por quase 15 minutos. Foi ridículo, a gente tem apertar um interfone (?) e pedir pro cara chamar o elevador pra você. E detalhe que sempre tem um povo nada a ver que pega o elevador sem precisar. Mas foi muito estranho me sentir a única pessoa andando de carrinho pelas estações de metro lotadas, em uma cidade onde há 20 milhões de habitantes. Eu acho bem é que esse povo que mais precisa desistiu de sair de casa.

devaneios

da experiência de trazer um bebê ao mundo

Deu 39 semanas e parecia que eu ainda estava grávida de 7 meses de tão tranquilo que tudo estava. O Benjamin estava previsto pra nascer dia 28 de março. Meus pais estavam vindo do Brasil especialmente pra ouvir o primeiro chorinho e me ajudar a trocar fraldas. Eu bem sem noção marquei a passagem deles para dia 22, só que tive a proeza de pegar um voo que durava 36 horas e eles tiveram que passar uma noite em Amsterdã e só foram chegar aqui dia 24. Jurei que se o parto começasse antes, eu ia virar de ponta cabeça pro bebê não nascer antes de eles chegarem.

Depois que completei 40 semanas de gestação a coisa meio que empacou. Cada dia parecia uma eternidade. Parecia que aquela pança me pertencia há muito tempo e Benjoca nem sinal de querer nascer. Parece que eu tinha me acostumado a andar meio desengonçada, a só vestir leggings e ir ao banheiro fazer xixi de 5 em 5 minutos, a dormir toda torta de lado. Queria muito que ele botasse o pé pra fora mas ao mesmo tempo eu entrava em pânico só com a ideia de pensar no parto que podia desembestar a qualquer hora. Cada dorzinha, pontada diferente que eu sentia já entrava em estado de alerta. Parece loucura mas me dava uma pontinha de felicidade quando sentia alguma fisgada porque eu sabia que a coisa poderia ter começado. Mas que nada. Consegui mostrar quase Estocolmo toda para os meus pais, as vezes rolava uma cãibra na virilha mas nada demais. A mala da maternidade já tava quase mofando. Quando completei 41 semanas de gestação (ninguém merece) já fui perdendo as esperanças de que a coisa ia ser parto normal. Fomos ver o preguiçoso pelo ultrassom pela última vez. Era quase impossível dizer o que era o que na telinha porque o coitado mal tinha espaço dentro da minha barriga mais. Parecia uma massa de pão disforme, só consegui identificar a espinha dele. Ok. Aí panz, depois disso comecei a sentir uma coliquinha fraca todos os dias sempre começando no mesmo horário, às 5:30 da manhã. Foi assim durante uns 4 dias. Se fosse no Brasil, ele já ia estar do lado de fora há mais de uma semana porque nenhum médico curte deixar passar de 41 semanas. E eu já estava quase completando 42 semanas, entrando no desespero.

Beleuza. Aí quinta de manhã acordei com as galinhas e com uma cólica do capeta, muito mais forte do que as que eu estava tendo. E as contrações sempre lá, firmes e fortes. Parece que a coisa tinha dado largada. Sofri quietinha por uma hora só pra ter certeza, aí quando vi que não melhorava foi a hora de dar um cutucão pra acordar o Alexander e fazer ele ligar lá no hospital pra ver se tinha vaga (aqui é assim, eles não reservam teu lugar. se o hospital tá cheio eles te mandam para outro). Pedi pra ele encher a banheira. Ele trouxe um estoque de barrinhas de cereais, água e meu telefone. Fiquei lá curtindo minha barriga ficar dura e tentar não pensar na cólica, e fazer a respiração que aprendi nas aulas de yoga. Aí parece que a coisa parou. Fiquei meio frustrada porque pensei que era o tal do alarme falso. Mas não era não. Fiquei assim o dia todo, numa montanha russa. Tentei ficar o mais tranqs possível. Fiz o doce que minha bisavó costumava fazer aos domingos: gelatina com creme de baunilha. Tirei um cochilo, tomei outro banho, sequei meu cabelo, chequei a tralhaiada pela milésima vez dentro da mala. Obviamente fiz isso tudo dando aquela paradinha básica pras contrações. Eu queria ir para ao hospital só quando tivesse meio caminho andado mas a gente nunca sabe muito bem quando é bem a hora. Chegou 7 da noite e a coisa foi ficando preta e foi assim até 11 horas quando não aguentei mais. Eu parecia uma panela de pressão quando vinha a dor da contração. Foi aí que marcamos que elas estavam vindo meio irregulares, meio que de 4 em 4 minutos. Entramos no batcarro e fomos para o Karolinska Sjukhuset (segura essa!). Esperei sentada na recepção uma meia hora até ser chamada pela barnmorska (a “obstetriz” daqui). Ainda bem que era uma hora em que as constrações pareciam ter dado uma trela. Elas ainda estavam irregulares e eu com o c* na mão de quererem me mandar de volta pra casa e esperar lá, até a coisa desembestar com mais força. Okey. Aí, meus camaradas, vão buscar a pipoca que é agora que começa a sessão de tortura! Fui para uma salinha, sentei na maca, já botaram aquela calcinha super sexy de hospital em mim e a barnmorska disse que ia ver quantos centímetros meu colo do útero tinha dilatado. Levei uma dedada fenomenal, mas essa barnmorska não tinha conseguido sentir quanto de dilatação eu tinha. Senti muito bem ela contornando a cabeça do bebê dentro de mim até chegar a cérvix. Ela tentou, tentou e nada. Saiu e voltou com uma loira que foi a assassina número 1 do dia. Ela botou o dedo dentro de mim que eu fui a lua e voltei. Achei estranho ela não ter saído com algum órgão meu nas mãos. Claro que depois dessa eu comecei a sangrar. Mas ela chegou pra botar ordem no barraco. Eu estava com 3 cm de dilatação, não iam me mandar de volta pra casa mas também me disseram que não sabiam se teriam vaga pra mim naquele hospital. Caso não tivesse, iam me mandar de ambulância para outro mais próximo da gente. Achei a ideia de andar de ambulância o máximo, só não curti muito a ideia de que eu ia ter as contrações em um lugar que se mexia. Eu não gostava nenhum pouco que me tocassem e que falassem enquanto elas vinham, mas eu ia conversando entre elas. Passou um bom tempo que fiquei naquela primeira salinha ouvindo o som dos batimentos cardíacos do Benji no aparelho, tendo as contrações e tentando me recuperar da maior dedada da minha vida. Aí voltou a barnmorska não assassina para dizer que eu ia ficar por lá mesmo e que já estavam preparando o palco para o grand finale. E de brinde ela me trouxe um daqueles andadores pra eu dar um rolê pelo hospital enquanto a coisa se desenrolava. A filha da princesa da Suécia nasceu lá. Aí tinha uma fotinha deles, uma carta e umas outras coisas bizarras nada amistosas (tipo, um fóceps, umas pinças, uma mala de barnmorska) em uma vitrine no corredor. Aí fomos para a sala de parto, tava todo mundo meio bêbado de sono já. Vieram as duas barnmorskas que iriam me acompanhar na jornada. Elas colocaram um cinto em volta da minha barriga com um aparelhinho que ficava conectado ao computador pra que a gente ouvisse o coração do benji. Elas me apresentaram o que viria a ser meu melhor amigo pelas próximas horas: o gás óxido nitroso! (em português o nome dele é sem graça, prefiro “laughing gas”) Quando a dor viesse com força eu botava a cara lá e respirava fundo. Ganhei a primeira picada na mão para ganhar glicose na veia. Minha mãe fez ninho na poltrona e o Alex se desbundou no puff do chão. A partir desse momento eu super vou perder noção de horários. Suponho que isso era umas 3 da manhã. Aproveitei pedir algo pra comer porque eu tava varada de fome e sabia que se me dessem anestesia não ia poder comer mais nada. Quando a barnmorska voltou com o lanche eu já tava varada de dor e já não conseguia mais falar quando me perguntaram se eu queria a epidurial. Eu me entupia no gás, começava berrando e ficava respirando ali até ficar muito trilouca. Respirar aquele gás é a mesma coisa quando a gente já tá muito bêbado, meio flutuando, sem muita certeza se vai vomitar dali a 5 minutinhos. Quando elas chegaram com aquela agulha bruta, só vi o Alexander saindo de fininho da sala porque ele tem pavor de agulhas. A sensação que tive quando começaram a me dar a epidurial foi como se tivessem me botado em um balde cheio de gelo no meio de um monte de cerveja. Foi mágico. A dor sumiu. Eu era outra pessoa, agora só sentia minha barriga ficar dura durante as contraçoes mas necas de dor. Foi engraçado porque até então eu só tinha falado em inglês com as barnmorskas e depois que levei a epidurial e elas vieram perguntar se eu tava bem, comecei a desenrolar meu sueco. “Olha! tô tão bem que tô até falando sueco!”. Meu filho, parir e falar sueco ao mesmo tempo não é mole não! E a coisa foi assim por muito tempo, o efeito da epidurial durava em média uma hora. Aí quando  via que a dor estava voltando,  eu apertava o botãozinho para elas voltarem a me dar mais daquela droga boa. Eu já tava muito dopada já, super fraca, sem poder comer nada. O dia amanheceu e nada. Eu só acompanhava pelo computador a força das minhas contrações. Eu não sei qual medida é usada para medi-las mas só sei que quando cheguei no hospital elas estavam por volta de 0-90 depois passaram de 0-150! Enquanto minha mãe e o Alexander estavam exaustos cada um pra um canto, eu gritava dentro do bagulhete do gás e implorava por mais drogas. Puta que pariu, porque bebês não nascem como um espirro? Um orgasmo? Sei lá! Depois disso tudo tá meio nebuloso na minha cabeça o desenrolar dos acontecimentos. Só sei que vieram estourar a tão famosa bolsa d’água. Aí já não bastasse tudo o que eu já estava passando, parecia que tinha uma enchente saindo de mim. Aí ganhei mais um brinde: um fraldão! Eu já tava só o pó, já era tarde de sexta feira e a coisa parecia não ter fim. Não parecia que eu estava lutando para ter um bebê. Eu estava sem dormir, sem comer, só com glicose na veia. Aí o Alex foi buscar sorvete pra mim, que era a única coisa que eu podia comer. Sorvete e sopa aguada. A coisa foi ficando cada vez mais preta. E nada do cenário mudar. Eu encontrei tantas barnmorskas trocando de turno que essas que vieram me dar a ocitocina já era a terceira dupla que vinha cuidar de mim. Uma das desvantagens da epidurial é que se você toma muito, ela pode diminuir as contrações, aí foi por isso que vieram me dar ocitocina, justamente para aumentá-las. Foi uma batalha infinita de me darem mais epidurial e ocitocina. Eu não aguentava mais. Eu tremia, aquele gás me deixava zonza. Vomitei até as tripas. Tiveram que esvaziar a minha bexiga com cateter. Eu já tava muito mais pra lá de Bagdá, quando a barnmorska número 29398 olhava entre minhas pernas quando ela anunciou que era hora de *empurrar*! Pediram pra eu largar o gás porque eu precisava estar 100% ali. Foi muito estranho porque eu já não sentia mais as contrações, então não sabia muito bem quando começar a fazer força. Só sei que a hora em que a barnmorska disse “ele tem cabelo preto!” e logo em seguida minha mãe “dá pra ver a cabeça! não para! vai! vai!” o Alexander dormia largado na poltrona. Eu tive que juntar fôlego pra pedir pra minha mãe ir dar um tapa pra ele acordar porque o filho dele estava nascendo! Me enganei quando pensei que a coisa não podia ficar pior que aquilo. Agora meu aliado era o computador, eu via quando uma contração vinha quando os números começavam a aumentar. Respirava o máximo de ar possível, segurava a respiração e empurrava a barriga. Coisa de louco. Não sei de onde surge toda essa força. Eu pedi muito durante toda a minha gestação pra que o Alexander não olhasse o “playground” enquanto eu tivesse parindo, mas de nada adiantou. Tava lá, minha mãe, alexander e as 2 barnmorskas, todas olhando para a atração do momento: o meio das minhas pernas. Vou ser bem sincera e um pouco escatológica, mas a mesma força que a gente faz para parir um bebê é a mesma usada quando a gente tá super constipada e a coisa não quer sair. Só que no meu caso eu tinha uma cabeça de bebê entalada entre as pernas. Ela não voltava e nem saia. Eu tava pirando já. E o efeito da epidurial estava passando, e daí ia ser tudo de novo: epidurial+ocitocina= infinitum. Porque passa um tempo e o efeito das coisas começa a falhar. Chegou uma hora que eu quis matar todo mundo. Todo mundo pedindo pra eu empurrar, e eu empurrando, quase explodindo as veias da minha testa. E nenhum progresso. Quando aparece mais uma barnmorska ali no meio me dando uma toalha. Era pra eu segurar como se fosse uma corda. Ela puxaria de um lado e eu do outro. Aquilo me ajudaria a empurrar mais o bebê pra fora. Ajudou um tico mas não muito. A gente não podia mais dar mole, o tempo já tinha passado demais. Eu não sabia pelo que implorar. Pensei como é que iriam fazer uma cesárea em mim com o bebê entalado.  “e se eu fizesse ele voltar pra dentro?”, no meio daquela loucura toda eu tentava pensar em alguma coisa. “e se me cortassem ao meio agora?” Eu queria me livrar daquilo mas não via solução, já não tinha mais força alguma quando apareceu a barnmorska assassina número 2. Ela veio com uma baita agulha e aplicou no centro das atenções: o meio das minhas pernas. E me fez um belo rasgo. A essa altura do campeonato “o que era um peido pra quem já tava cagado”, né? Depois disso foi meio que como uma luva, fiz umas forcinhas lá quando o Benji pulou pra fora. Foi uma sensação absurdamente estranha. Mas senti o maior alívio da minha vida para toda eternidade. Logo em seguida colocaram ele em cima de mim, e o Alexander veio do meu lado esquerdo e começou a chorar. Aí desembestei a chorar também mas entrei em pânico quando vi que o Benjamin não chorava. Aí ele voltou pra enfermeira, ela deu uns tapinhas na bunda dele e ele começou a dar um chorico. Aí chorei ainda mais. Mas aí eu vi que a cabeça dele tinha um formato muito estranho atrás. Parecia que ele tinha ficado com ela dentro de um pote de iogurte. Pensei “puts! agora a gente tá ferrado! ele tem algum problema na cabeça”. Aí até me esclarecem que isso era normal, demorou uma eternidade. Aí cortaram o cordão umbilical. (é bom deixar por um tempo até o sangue parar de passar porque aí o beibs tem mais oxigênação). E depois saiu a tão famosa placenta. Minha mãe disse que ela era muito bonita, que parecia uma Louis Vitton.

Benjamin nasceu com 3,6 kg às 18:43 do dia 11 de abril em uma sexta-feira. Posso dizer com certeza que fui ao inferno e voltei mas eu trouxe comigo a coisa mais rica e incrível da minha vida: meu baby (quem diria que um dia falaria um troço desses! até treme as pernas quando penso que agora sou mãe!).

devaneios

Hi, pipol.

 

Tem tanta coisa que queria escrever sobre, dar tim tim por tim tim.. mas vamos lá dar uma prévia dos últimos acontecimentos:

  • vamos nos mudar para Estocolmo até o final do mês

Então o apartamento tá uma zona, tudo se transformando em caixas. E Alexander tá vendendo quase tudo no blocket. (blocket é tipo um OLX da vida, onde o povo vende de tudo, até a mãe). E daí que a gente não tem mais sofá desde ontem, nem cômoda, nem estantes de livros.. tá tipo *o* caos. E isso é só o começo, certo? Porque tem o começo (encaixotar, dar um fim nas coisas), meio (transportar as tralhas) e fim da mudança (explodir a bomba, ou seja, abrir as caixas). E a cada dia que se passa eu me sinto mais e mais grávida. E a ida de Gotemboring pra Stk leva em média 5 horas de carro. (mas com uma grávida junto, o tempo aumenta para 10 h, considerando que temos que parar a cada 20 minutos pra eu fazer um pipis.. mesmo que seja imaginário).

  • só faltam mais 5 semanas para o Benjamin nascer

Yey! É uma mistura de ansiedade louca, com felicidade, com cólicas e noites mal dormidas, dores nas costas intermináveis, roupas que não aguento mais usá-las (que quero fazer uma bela fogueira quando Benji nascer!), sono absurdo durante a tarde, chutes na costela, listas intermináveis de coisas para comprar.. e a maior novidade de todas: soluços! Sim, a coisa mais fofa do mundo! Sempre achei surreal a ideia de um bebê ficar te chutando dentro da sua barriga.. e agora descubro que eles também soluçam e que dá pra sentir isso! Incrédibol. E parece que eu tô grávida faz uma eternidade e saber que agora falta tão pouquinho.. que nem tinha caído a ficha. E o ninho ainda nem ficou pronto! E o povo daqui é tããããão sossegado com isso. Primeiro de tudo que eles só manifestam que estão esperando um bebê depois do 3°, 4° mês. (eu já abri a boca logo que soube pq queria apoio de todos os tipos). A maioria prefere não saber o sexo. E chá de bebê aqui não é nada comum. E aqui o que rola é parto normal (um pouco hard core mas acho super válido. e logo que der quero escrever mais como funciona o acompanhamento da gravidez aqui). E a ideia de o Benji ter um quarto todo bonitinho passa longe, porque a casa que vamos nos mudar tá lotada de coisas do papis do Alex, e ele só vai começar a liberar no verão.. ou seja, só em agosto? setembro.. ai, meu canivete!

E ah, Benjamin já quase tem o mesmo número de caixas do que eu! Tá 2×3!

 

  • SFI (curso de sueco para imigrantes)

Bom, desde que fui informada que o curso de sueco aqui na Zuézia era grátis achei ótimo. *Só que* é uma porcaria! Uma enrolação pura. E eu vi que não sou a única reclamona e vítima da parada. Eu tenho aula 4 vezes por semana, 4 horas por dia com um intervalo de 30 min. Eu comecei o curso em setembro do ano passado no nível C (vai do A ao D), e passei para o D logo que voltei do Brasil. Toda felizinha pensando que ia ter um professor melhor porque mudei de nível, que nada! Mudei da tarde para manhã e meu professor continuou o mesmo. E a aula dele é péssima! Ele demora zilhões de anos para escrever na lousa o que a gente vai fazer durante o dia, deixa um recadinho tosco lá do tipo “leia a lousa!”e dá no pé, só volta uma hora e meia depois.. aí o jeito é ficar traduzindo textos e tentando achar alguma maneira produtiva de aprender. Mas é foda! Pra quem não sabe, a Suécia acolheu um número significativo de refugiados. (uma coisa que gera muita discussão aqui de porque o governo faz isso, quais são as vantagens, obrigações, etc.. assunto para outro post). Enfim, o professor dá no pé e o povo fica falando em árabe super alto, enquanto quem quer estudar tenta se concentrar.. isso 8h, 9h da manhã. Sem contar que pra sair da cama é uma luta porque o sol agora só nasce depois das 8, aí dá aquela preguicite.. e ainda tem esse barrigão que dificulta tudo quando o assunto é ficar sentada por muito tempo. Aí vou pra aula e é essa zona. Sem contar que o livro que o professor me deu já está todo respondido e nem cd com audio de textos tem. A coisa é que a gente só vai pra aula assinar presença, o resto a gente aprende por conta própria! E eu tô pirando porque quero terminar esse curso chato logo antes do Benji vir, porque quando ele chegar vai rolar uma paralização das obras. E eu queria meu bônus de término! (que eles só vão liberar até 1 de julho, ou seja, cerveja). Enfim o curso é mais picareta do que coisa de feira do Paraguay.

  • agora o céu daqui só conhece um tom e ele é CINZA!

Xssus, como pode isso acontecer? Rá! Com um número infinito de cores e o céu insiste em ficar nesse cinza chato. Posso ser um pouco mais reclamona e apertar a ferida do povo que é falar do clima cagado daqui?!  Bom a neve foi embora (mas ela pode voltar, pelo menos fica tudo branquinho.. pelo menos no primeiro dia, antes de tudo começar a derreter e virar uma lamaceira só!). Os invernos daqui são loooooongos, escuros (dependendo da onde, o sol mal dá as caras), cinza e deprê! E ainda mais boring quando você tá uma baleia porque está grávida e não consegue se movimentar muito, ou seja, fazer atividades de inverno jamé! Sem contar na luta de botar no mínimo duas calças, cachecol te sufocando, jaqueta que pesa 10 kilos e sua barriguinha marota ameaçando cada vez mais a ficar de fora! (saudades do Brasil em que eu podia usar só os vestidinhos capa de botijão de gás!) Ok que a situação tá um pouco “melhor” depois que a barriga cresceu pra valer, agora debaixo de tanta roupa eu não pareço mais só gorda mas também grávida, obrigada. Voltando a falar do tempo, uma coisa que me enlouquece é que como tudo aqui na Suécia é meio padronizado, tudo acaba parecendo igual. Então é tipo, os predinhos estilo cohab, as casas amarelas/vermelhas, a Hm, a Ikea, o povo dirigindo Volvo e o céu cinza. Forever cinza. A mesma paisagem everywhere. Agora entendo porque o povo se mata tanto aqui 🙂

É isso aí. Hoje Suécia não é muito minha praia não.

Hej då