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A Romênia além Drácula: o lado verde do delta do Danúbio

Sempre quando se fala em Romênia vem a nossa cabeça a imagem do Drácula chupinhando pessoas. Tanto é que quando fui convidada para participar do #experienceRomania  logo pensei que iríamos para a Transilvânia. Mas acabamos cruzando o país para explorar outras regiões, incluindo o delta do Danúbio e o lado festeiro da costa do Mar Negro.

Fazia tempo que eu não escrevia aqui no blog sobre viagens, então vamos fazer jus ao nome! 🙂

Foi a minha primeira press trip da vida e eu fiquei tão feliz de ser sido selecionada para participar junto com outros 40 #blogayros, fotógrafos e jornalistas from all over the world. É o tipo de viagem em que todo mundo tira foto da comida antes de comer.

A nossa viagem começou em Viena porque de Estocolmo não tem nenhum voo direto para Bucareste (a não ser Ryanair mas a gente não estava muito afim de perrengue). Me arrependi de ter ido já com a passagem de volta marcada porque queria ter ficado muito mais tempo em Bucareste e ter dado uma esticada na Transilvânia mas fica para a próxima.

Para fazer essa viagem tem que estar preparado para andar de barco o tempo todo e sempre ter uma garrafinha de água e uns snacks se você também tem uma solitária na barriga que nem eu.

Como chegar:

Nós pegamos um ônibus de 5 horas partindo de Bucareste e um barco de aproximadamente 1 hora até uma cidadezinha já no delta do Danúbio: Crişan. Era mais um stop over lá para a viagem não ficar muito longa. Nós ficamos hospedados no Sunrise Hotel, um hotel bem gostosinho. Foi um lugar muito simpático com direito a apresentação das danças tradicionais da região durante o jantar.

Pareciam umas bonequinhas. Juro que quis levar uma pra casa.

 

Onde o Danúbio encontra o Mar Negro

No dia seguinte pegamos um outro barco de 1 hora e meia aprox. para chegar em Sfântu Georghe, na região de Tulcea que por sinal fica colado na divisa com a Ucrânia. Essa cidade é super pequena e tem por volta de mil habitantes. Eu simplesmente amei essa região que me deu muito aquele feeling de cidadezinha de interior onde a vida passa devagar.

 

 

Dessa vez ficamos hospedados no Green Village Hotel , um lugar maravilhoso que quando eu ficar ryca com certeza irei voltar! Eles oferecem aulas de yoga, as camas são de bambu, as vilas são tipo casa do Tarzan e Jane 5 estrelas. A noite a gente dorme com uma sinfonia de sapos na lagoa e de dia para chegar no restaurante para tomar café temos que dar passagem para as vacas. É um lugar perfeito se você quer dar aquela desligada do mundo lá fora, se conectar com a natureza, dar um relax. A 15 minutos andando do hotel fica uma prainha onde o Danúbio desemboca no mar Negro.

 

 

detalhe do teto de uma igrejinha de Sfantu Georghe

 

No hotel é possível alugar barcos com um guia para fazer passeios pelo Delta. Em Sfântu Georghe tem que ter permissão para poder entrar por conta de ser considerada património da Humanidade pela UNESCO. É um lugar perfeito para quem gosta de observar pássaros. Eu vi o primeiro pelicano da minha vida ao vivo e a cores, livre, leve e solto. ❤️

parece quase uma Amazônia hehe

Floresta de Tulcea

Pelas redondezas do hotel dá para fazer uma caminhada pela cidadezinha que tem ali ou pegar um barco para chegar até a floresta de Tulcea que há 400 anos atrás costumava ser o mar e pertencia ao Império Otomano (também sou cultura, gente). Lá ainda se podem ver cavalos selvagens e no chão nasce uma plantinha alucinógena.

a caminho da floresta

 

Antes de ir:

Quem tem passaporte brasileiro não precisa de visto e pode permanecer até 90 dias. A moeda local não é o euro e sim lei. As coisas no geral são bem mais baratas se comparadas com o resto da zooropa. Levar repelente é indispensável a não ser que você queria voltar cheio de lembranças pelo corpo todo 🙂
O povo romeno tem uma coisa especial, não sei. Eu senti uma vibe muito ancestral visitando essas áreas. Talvez eu tenha sido uma camponesinha lá em outras vidas.

Vegetarianos e veganos: Eles comem muita carne, pimentão e pepino. Foi meio sofrido conseguir comer direito, as vezes só me traziam salada como prato principal. E não é todo mundo que fala/entende inglês. Então a minha dica é leve nuts, um pó protéico, algo que vá te nutrir para não ficar com deficiência de proteínas.

Espero que você tenha curtido ler sobre essa mini aventura.  A gente se vê em breve! 😘

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voltei das Índias!

Namastê, bitches! (tava doida para soltar essa frase)

Gente bonita, super peço desculpas porque sempre deixo juntar teia de aranha por aqui. Juro que vou tentar dar um jeito nisso mas eu to numa super correria infinita. Sério! Eu estava louca para vir postar aqui enquanto estávamos na India (até tentei fazer uns videozin), mas a internet de lá era super mega ruim e sem contar que a queda de energia era constante aí eu ficava dias com os aparelhos descarregados. E como não curto escrever textão vendo em tela pequena acabei desanimando.

Mas agora estoy aquí.

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A gente passou 6 semanas na Índia (mais precisamente no sul do Estado de Goa). E tipo, para mim foi mais como ter visitado uma praia no Brasil com um toque indiano. Essa parte é a que eles chamam de India light, acho que lá eles deram um tapa para receber os turistas. Goa fica no lado oeste do país e também foi uma colônia portuguesa mas ninguém mais fala português. Tava até cogitando a ideia de encontrar umas coxinhas.. Mas muitas coisas ainda tem nomes de origem luso. E eles vez ou outra soltam alguma palavrinha em português.

Antes da gente embarcar, eu estava surtando porque vamos considerar que a India não tem uma fama lá muito boa para se viajar com um bebê de menos 2 anos. Em todo canto que eu pedia por dicas de viagem para a india com um bebe as pessoas falavam que eu era louca e que era para eu não ir.

Sinceramente, para mim não foi assim tão interessante porque as nossas praias do Brasil são bem mais bonitas. Mas só pelo fato de ter areia fofa, Sol all day long e praia sem ter que estar na sofrência do inverno sueco já era super ótimo. Foi uma viagem de fases. No começo eu detestei muito, queria muito voltar para a casa. Se no Brasil era ruim de ir pra lá e pra cá com um carrinho de bebe na India foi pior ainda. Era tipo pós apocalipse adventure. Sem contar nas vacas e búfalos vindo em nossa direção. A luz acaba a toda hora, então tava lá a gente no meio de um corredor todo esburacado, com chão de areia misturada com aquela terra vermelha e ruínas de concreto, segurando carrinho, bebe, bolsas, procurando a lanterna e daí pinta uma vaca no meio. Isso era uma coisa que acontecia todos os dias. Sem contar que a agua também poderia faltar a qualquer momento. Tinha até um balde com uma jarra de plástico no banheiro (foi assim em todos os lugares que ficamos). A gente quase mudou a passagem mas dai comecei a ver a galera postando fotos na minha timeline dizendo que estava fazendo menos 18 em Estocolmo aí resolvi abraçar o capeta. E é muito louco porque dezembro é inverno lá e se fazem quase 35 graus durante o dia (mas na região da Kashemira fica bem frio, quase estilo Suécia) e nunca chove durante essa época, acho que as chuvas ficam reservadas só para o período das monções. Graças a Ganesh, Shiva, e afins ninguém ficou doente. E olha que eu peguei o Benji com uma moeda indiana enfiada na boca! Os indianos adoram fazer uma queimada, então quase toda hora vem um fedor de plástico sendo queimado.

Nós fomos bem cuidadosos na escolha de onde comer. A maioria dos restaurantes usavam água filtrada no preparo dos alimentos. E tinha curry de todos os tipos e cores e pelo menos uma vez ao dia a gente comia algum prato com curry. Obviamente a coisa que fiz quando voltei para casa foi perguntar para a primeira pessoa que encontrei pelo caminho se eu estava cheirando a curry! 😛
Os passeios turísticos oferecidos dentro de Goa não eram lá muito atrativos porque tipo, para se ter uma ideia a primeira coisa na lista do trip advisor está uma igreja colonial construída pelos portugueses, a gente não ia pegar um trem para cruzar o Estado com a tralha toda, bebe e papagaio para ver uma igreja que eu tenho na minha terra! E dai pensei em ir fazer um tour de elefante numa fazenda de especiarias mas dai comecei a cavocar o Google e cheguei a conclusão de que eles sofreram torturas a vida toda para poderem servir os turistas. Eu não queria alimentar esse mercado. Então preferi ficar de boa aonde estava mesmo.

O que eu vi em Goa foi só uma pontinha do Iceberg que a India oferece. Juro que me senti tanto na minha adolescência com aqueles terceiros olhos, tatuagem de henna, leitura das mãos, cartazes oferecendo tererês, até jogar can can todas as noites enquanto esperávamos pelo jantar na praia a gente jogou. Eu me enfiei em todo o tipo de coisa hippie transcendental que encontrei! As roupas, as pulseiras, os bagulho todo. Até leitura dos olhos tibetana eu fiz (até então nem sabia que isso existia). Fui até num festival da cura. E obviamente que não comi carne vermelha durante a viagem. Não comi porque não sou muito chegada e outra aquelas vacas todas pelo caminho querendo um carinho deixa qualquer um com a consciência pesada. Fiz consulta com uma medica ayrvédica (é assim que se fala?), soltei a franga com os tambores shamanistas. Depois que descobri o significado de ¨shanti¨ (do sâncristo: calma, alegria, tranquilidade..) quis que tudo meu tivesse isso impresso! Até comecei a dar mais bola para o poder dos cristais depois que segurei vários na mão e senti um troço diferente com cada um deles. Quis trazer todos para a casa e agora quero ter uma mina deles! Experimentei ir em um dentista que cantava durante a consulta. Goa também é famosa pelo turismo dental (tem cada coisa nesse mundo, gente), os tratamentos lá são umas 3 vezes mais baratos do que aqui na zooropa. E tive a infeliz experiência de ter ido na pior cabeleireira da minha vida. Quando eu fui viajar sabia que precisava de um corte de cabelo e deixei para arriscar fazer isso quando chegasse na India porque ia ser bem mais barato do que aqui.

Tá, fui lá procurei no Google por indicações e achei uma tal de “Vanessa pérola” e ainda escrito que a gente não deveria deixar passar essa oportunidade de dar um pulo no salão. As fotos do site pareciam ser de um salao profissional. Tá, fui para a rua e peguei um tuc tuc e fui encontrar a tal Vanessa. Eu pedi para ela cortar o meu cabelo como sempre costumo cortar: deixar bem mais comprido na frente. E o que ela fez? Passou a tesoura ao contrario! Ficou muito super mais curto na frente, tipo corte v só que muito toscamente feito. Meu cabelo estava bem abaixo no ombro. Eu não sei mas andei desenvolvendo uma paciência de Buda ultimamente, só pedi para ela terminar de cortar do jeito que ela queria, paguei 100 rúpias (13 coroas= uns 5 reais). E ah, para não esquecer de falar que as fotos que estavam no site do salão não eram reais. Cheguei no hotel olhei no espelho e vi que nem retas as pontas estavam. Nem um corte channel ia salvar aquilo ali. Acho que uma coisa que deva ter se passado pela cabeça de toda menina é ¨como será que eu ficaria se raspasse a cabeça?¨. Desde adolescente eu pensava em fazer isso uma vez na vida e escolhi esse o momento. Era perfeito, meu cabelo estava cagado, eu virei mãe e não tenho tempo para ficar 1 hora e meia em frente ao espelho tentando fazer a juba mais sociável, estava em um lugar onde ninguém me conhecia e não tinha nada importante programado para esse ano. E também porque finalmente vou conseguir fazer a minha cirurgia ortognatica que foi tão impossível de conseguir no Brasil. Eu sempre brincava que se eu conseguisse que algum convênio de saúde me desse carta verde para fazê-la eu rasparia a cabeça. Entendeu, né. Esse era o momento. Fui pra rua e achei um barbeador e falei ¨pó rapá ¨ dando aquela chacoalhadinha de cabeça que os indianos fazem.

Claro que ele me perguntou se era isso mesmo que eu queria da vida. Eu tinha certeza disso mas um gelinho subiu pela minha espinha. Ele cortou tudo e depois veio com a maquininha. Eu tremi, sério. Mas foi um alivio, uma felicidade. Era como ter se livrado de um carma ruim. Eu não pensei muito em como ia ser depois. Mas parecia que ia ser uma vida nova pela frente. Depois eu posso falar como é ser uma mulher careca e como foi ser uma mulher careca onde cabelo é tudo! (indianas amam seus cabelos). Budistas raspam a cabeça para diminuir 10 mil vidas em seus karmas.

Ainda falando sobre os salões de beleza de lá, eu também provei me depilar. Depilação é popular na India por conta da religião que diz que as mulheres tem que estar ¨atraentes¨ para os seus homens. Então elas fazem o desmatamento a cada 20 dias. Eles usam cera na depilação mas para retirar eles usam um pedaço de tecido. E para tirar o buço a mulher usou um pedaço de linha.

Mas vamos falar mais da viagy. Goa é boa para dar um reload. Muitos indianos também vão para lá a passeio, principalmente os que moram em Mumbai. Tinham também vários outros ¨survivors¨ ocidentais (entenda-se pais com crianças pequenas) viajando por lá. Fazer compras lá não era muito uma terapia e sim uma luta de quem tinha a melhor lábia na barganha. Puts grila! Os turistas são tipo notas de dólar desfilando pela rua para os vendedores indianos. Vendedores esses que vem geralmente do norte do país trabalhar só durante a alta temporada. Era passar em frente as lojinhas e ser abordada ¨come inside, madam¨.. ¨ill make you very special pricezz¨. Ahum, eles sempre te dão um preço 9389843 vezes mais caro do que você deveria estar pagando. Tipo, uma parada que custa umas mil rupias eles te pedem 5 mil. Dai você tem que ser bom no ping pong do preço. Depois de ter sido esfaqueada varias vezes nos preços das coisas eu fui aprendendo e no final eu já tava bem pro, e aprendi que eles so fazem o preço que a gente quer quando a gente sai da loja e vai embora. Eles vem atras com a coisa na mão! Eu encontrei com um casal de brasileiros que tinham acabado de chegar da Indonesia e eles me disseram que lá até no mercado as coisas não tinham preço, era no esquema da barganha pra tudo. Imagina fazer a compra do mês assim? Sem contar que as vezes a gente não queria comprar nada e os vendedores insistiam trocentas vezes só pra gente olhar. E eles adoravam bater um papo quando a gente estava com pressa, isso tudo no meio da rua, uma vez quase fui atropelada por uma moto porque fui andando enquanto tentava me livrar de um vendedor. Eu estava quase botando uma plaquinha na minha roupa dizendo ¨no shopping¨ no estilo como a gente faz quando vai ao rodízio e não quer mais que a comida passe na mesa. E se a gente decidia entrar em alguma loja só para ver uma coisa, eles nos mostravam até a mãe. E naquelas lojinhas pequenas era tipo um buraco negro que não parava de sair coisas, daí a gente ficava meio assim com dó porque o cara tava lá querendo mostrar tudo pra gente, ai ficava tudo uma zona. Me dava um alivio quando o Benjamin começava a reclamar e dai eu tinha uma desculpa boa para dar no pé.

E eu não posso esquecer de dizer que a coisa que mais sinto falta de lá é a massagem maravilhosa que eles fazem. A gente sai toda besuntada mas é super boa. Eu provei todas as que encontrei pelo caminho. E nem sempre foi uma boa experiência. Achei um lugar que oferecia massagem ¨kerala¨(que eu prefiro chamar de caralha.. vai vendo). Foi simplesmente uma hora de pancadaria e espremeção no meu corpo todo e sai de lá fedendo muito a curry e super besuntada. Sério as minhas roupas ficaram uma catinga. Mas eu queria provar coisas diferentes, sabe?

 

Uma coisa que notei é que apesar de todo o caos do país é que os indianos são bem pacíficos. Eu não vi nenhum quebra pau, briga, xingamento enquanto estive lá. Nem assalto, nem nada (eles tentam te arrancar dinheiro de outras formas, tipo, jogando os preços lá em cima). Até naquele trânsito louco que não sei como tudo no fim sai intacto. Deve ser porque na traseira dos carros eles não botam ¨jesus salva, ¨bêbe a bordo¨, ou sei lá o que e sim ¨BLOW HORN¨ (estoure a buzina). Era bibi por todo canto e os caras dão fina a toda hora! Quando cheguei sozinha no aeroporto peguei um taxi no meio da madruga e fomos por uma estrada muito estreita e cheia de curvas no meio de uma infinidade de coqueiros e eu juro que eu fosse partir dessa para melhor ali. Toda hora aparecia um puta farol vindo em nossa direção e por milagre do universo nada acontecia. Uma das coisas mais difíceis era atravessar a rua por lá. Mas só tinha uma coisa para a qual todos paravam: a sagrada vaca. Mas assim, ela é tipo deus para os indus mas a gente as ve pelas ruas comendo restos de lixos, geralmente plásticos. Para quem quer virar vegetariano lá é um dos lugares mais fáceis de se fazer isso acontecer. Eu estava com isso em mente até ver que eles tinham camarões jumbo. Aí não foi dessa vez. Mas a gente sempre tem a ideia de que comida vegetariana é saudável mas lá ela era gordurosa, eles usavam bastante creme de leite, fritura e tals. Se a gente queria escapar do curry nem sempre era uma tarefa facil porque era difícil encontrar um restaurante que conseguisse fazer algum outro prato considerado ocidental comível ou sem especiarias. Resumindo a gente comia curry e pasta.

Nós decidimos ficar na terceira cidade que passamos porque vimos que era muito role ter que ficar mudando a toda hora de hotel e tudo mais com todas as coisas que tínhamos e que isso tirava o Benji da rotina e a gente ficava só o pó da bolacha. A cidadezinha que ficamos se chamava Patnem e pelo que pude perceber depois de ter pego um trem sozinha para ir para uma cidade grande que ficava mais ao norte e visitar umas praias ali por perto é de que Patnem era puro luxo se comparada com os outros lugares. E Patnem não era nada de mais. Era fofa mas nada demais. Mas era super ¨shanti¨. Era a praia, os restaurantes da praia, a rua principal e os hostelzinhos. A gente já ate estava se sentindo moradores de lá, todo mundo conhecia todo mundo.

Para se conseguir ter um chip pré pago funcionando no seu celular você precisava levar uma copia do passaporte, ter um endereço fixo, deixar um telefone de algum conhecido indiano para dar referencias sobre você, e dai depois de uma semana eles ligam para essa pessoa e liberam teu cartão. Deu para perceber que India também adora uma burocracia. Sem contar que para pagar as coisas era só com dinheiro (uma coisa que eu quase não vejo mais a cor porque aqui na Suecia a gente passa o cartão para tudo e quando não é cartão é swish). Ai para tirar dinheiro só tinha uma maquina atm com uma fila de virar a esquina de turistas. Dai ta la a gente plantado há uma hora quando sai alguém e diz “cabo dinheiro”. Vivi esse drama várias vezes.

Esse foi um grupo de estudantes que desceu em um dos barcos que atracou na praia. de Patnen. Acredite ou não todas elas carregaram o Benjamin!

E meu deus, como indianos adoram crianças que não são indianas. Muita gente vinha tirar selfies com o benjamin no carrinho, as vezes até sem pedir. Até encontramos um casal de recém casados que até ficamos um pouco desconfortáveis porque eles não queriam largar mais o Benjamin e o Benji começou a reclamar e lá estavam eles tirando fotos de todos os ângulos. Mas no ultimo hotel que a gente ficou, o benji virou o mascote. Era um hotel que tinham acabado de abrir (o que eu adorei porque era tudo novinho e super limpo). Toda hora o benjamin estava com algum funcionário na cozinha comendo panquecas ou em cima das motos ou dentro dos tuc tucs que ficavam estacionados em frente ao hotel. Era até engraçado porque de manhã era o maior horário de pico porque o café ainda não tinha feito efeito em mim ainda e o Benji já queria ir correr para a rua nos ¨brum brums¨(entenda-se tudo o que tem uma roda). Aí chegava um garçom e emprestava o benji por 5 minutos. Eu só ouvia as gargalhadas e brum bruns do Benjamin vindo lá da rua.

Uma curiosidade é que as cabaninhas que são os hotéis de lá tem que ser destruídas todos os anos antes das monções e depois disso reconstruídas para a temporada. Deu um só saber disso.

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Depois de um tempo lá, a gente acaba encontrando um certo charme no meio de todo o caos. Sim, como falei aqui rola um choque sim, ainda mais para nós brasileiros que temos mania de limpeza. Eu com certeza quero voltar para a India quando o Benjamin estiver maior e rodar o pais todo por uns 6 meses e fazer todos os cursos de yoga possíveis, de tantra, ir naqueles campos de medição e ficar 10 dias sem poder falar (na real eu meio que vou fazer isso involuntariamente depois da minha cirurgia já que não vou poder falar por umas duas semanas). Eu descobri que ir para a India faz bem para a alma. Eles importam corpos e exportam almas. Só basta a gente estar preparado para isso. Um livro que eu super recomendo e acho que dá uma ideia bem legal do que se é a India hoje é “holy cow”, de uma australiana chamada Sarah MacDonald. Eu não sei se deve ter a versão em português.

Desculpa pelo post tem ficado meio gigantão mas eu vou começar a ser mais organizada por aqui. Dia 1 de março vai ser a minha cirurgia e a coisa que eu mais vou poder fazer é ficar aqui em frente ao computador já que eu não vou poder falar. Aí vou poder atualizar as coisas aqui mais susse.

Por ora é isso!

hej då

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3 dicas preciosas de Paris

Oi, gente bonita! Aqui em casa quem tem o papel de organizadora de viagens sou eu. E aí que estava dando uma olhadinha nas minhas coisas e achei muito válido botar na roda umas dicas que me ajudaram muito quando dei um pulo em Paris. São poucas mas de muita, mas muita mexmo! utilidade pública 🙂

  • o ônibus 69

thumb_IMG_0184_1024 Bom, esse busão é ótimo porque ele faz a rota de, praticamente, todos os points must turísticos de Paris. A rota dele começa na torre Eiffel e termina no cemitério Pére Lachaise. Eu acho ele uma ótima alternativa aos ônibus de turismo que dão rolê pela cidade que cobram quase 10x mais do que o ônibus comum.

  •  entrada gratuita em museus para menores de 26 anos e estudantes (residentes na União Européia)

Bom, novinhos, se preparem para uma overdose de museus porque vocês não vão precisar pagar para entrar nos “museus nacionais” (tipo, o  Louvre, Pompidou e o Musée d’Orsay entram nesta lista – coisa bem básica). Se você não reside na UE, a entrada no Louvre é for free todas as sextas para todas as personas!

  • entrada secreta do Louvre

Se tiver indo a Paris e conseguir ler essa dica linda de ouro a tempo, você vai querer me dar um beijo! *Isso vale se você não tiver comprado o bilhete online que aí você também não precisa pegar fila.

Se liga, o Louvre tem uma outra entrada pela Rue de Rivoli. Lá é uma calmaria infinita e você não precisa fica na chuva-sol de rachar-tornado naquela fila chata kilométrica lá em cima. Assim que você pega a entrada pela Rue de Rivoli vire a sua direita e vai ter uma lojinha de souvenirs e tabaco te esperando ali. Lá dá para comprar as entradas sem nenhuma fila! E daí é só seguir em frente e entrar no Louvre e dar tchauzinho para a fila de mortais lá fora. Viu só e nem foi preciso furá-la 😉

Gostou?

Obrigada. De nada.  

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Amsterdã!

Rapidinhas sobre Amstedã. Segura, lá vai:

 

  • É permitido o consumo de drogas leves, tais como: maconha, cogumelos mágicos, etc.. assim como, também é permitido o plantio de até 2 pés de maconha dentro de casa, tanto que seja para consumo próprio.
  • A prostituição é legalizada e quem é do ramo paga impostos para o governo e tem direito a seguro de saúde, aposentadoria.. sascoisa.
  • Para a alegria dos Hemp lovers, existem as coffee shop’s que nada mais são do que lugares onde você pode ir lá jogar conversa fora e fumar unzinho numa boa.
  • O holandês já nasce em cima de uma bicicleta
  • Casamento entre pessoas do mesmo sexo é permitido
  • É permitido fazer sexo em parques mas você não pode estacionar o seu carro no centro! (vê só!)

Ok, por mais que essas peculiaridades soem pra muita gente absurdas, ou um tanto liberais demais.. as coisas em Amsterdã funcionam em perfeita harmonia e as pessoas respeitam umas as outras, por mais diferentes que elas sejam (não que a paz sempre impere por lá, mas essa questão de que “gosto é igual c*. cada um tem o seu” é muito respeitada).
Com cerveja, foi um dos lugares mais legais e surreais que já visitei. Conseguimos desestressar da viagem a Paris que quebrou com a gente. Amsterdã foi acolhedora. Foram aproximadamente 7 horas dentro do ônibus, o qual era puro lusho porque tinha wifi. Desde aí já senti o clima, quando o ônibus parou no meio do caminho quase todo mundo desceu e fumou um baseado! Sem brincadeiras. (sem contar que tinha gente fumando dentro do banheiro do ônibus também! haaa!) Atravessamos a Bélgica em umas 2 horas, paísinho curto e plano demais!
Ficamos hospedados mais uma vez em um quarto que alugamos pelo Airbnb e pra nossa sorte as donas  (um casal de garotas) tinham ido viajar para o Sri Lanka, ou seja, o apê todo pra gente! E ele ficava a 2 quadras do Vondelpark, o famoso parque da cidade.
Amsterdã é destino de muita gente que procura diversão. É o Playcenter para adultos na Europa. Muita gente vai pra lá só pra passar o final de semana no estilo “se beber, não case”.

Essa bicicleta gigante é um PUB ambulante. Isso mesmo! Ali no meio tem uma mesa que sai cerveja! É muito comum as pessoas alugarem ela e saírem andando pelas ruas. 

Praticamente, a cidade toda flutua (e seus habitantes também, as vezes..). São muitos canais, e trocentas pontes os conectando. Assim como os carros estão para São Paulo, as bicicletas estão para Amsterdã. Ou seja, também um caos. Há falta de vagas para estacioná-las. E o taxi mais comum por lá (e o mais divertido de todos que já andei) é o da bicicleta!
Existem muitos estrangeiros morando na cidade, a qual tem 112 diferentes nacionalidades. Antes que você taxe a Holanda de mega liberal, ela é, antes de mais nada, super mercenária. Sempre agindo da seguinte forma “quer pagar quanto?”. Só liberaram a prostituição, por exemplo, porque as mulheres da vida rendem dinheiro para o Estado, ou seja, pagam impostos. As coisas são mega organizadas. A área onde elas trabalham é conhecida como “Distrito da luz vermelha”, por causa das luzes das cabines. O lugar é surreal. São vitrines da carne, as mulheres ficam lá expondo o que elas tem pra hoje. O preço do programa varia de mulher pra mulher. Só por curiosidade, o aluguel de uma cabine (pra você ir lá e trabalhar) é de €40/hora. E é expressamente proibido bancar o espertinho e tentar fotografar as moças trabalhando nas vitrines. (dá muita vontade de tirar fotos porque é um troço totalmente surreal).. Mas é típico, se elas te verem fazendo isso – e elas sempre conseguem.. – elas simplesmente não te deixam escapar e mijam em você. The end.

Red Light Distric. Fonte: Google Images (viu, não venham pipizar em mim!)
Há “pay and go” para todos os gostos, desde a bonitinha gostosinha até as big mamas. Nessa área (De Wallen), além das amiga, também existem sex-shops, cinemas eróticos, bares de streap tease e um museu do sexo – que por sinal, vale a pena visitar!
Ams é um lugar muito comum pra galera ir ter despedida de solteiro, ficar doidão. Eu me pergunto como deve ser pro pessoal que mora lá, sempre ver gente doida o tempo todo.
Lá as pessoas se soltam e soltam a franga junto! Entramos num pub porque tava rolando música boa e tinham umas pessoas gritando empolgadas, fomos lá ver o que tinha. Juro, era como se minha avó tivesse dançando no meio da pista com um mocinho viado muito bonito na maior curtição, e daí antes de acabar a múscia, um final inesperado por todos: a velhinha arranca a blusa e fica só de sutiã. Ganhei meu dia com aquilo 🙂

Vamos lá descrever o que viria a ser o paraíso dos que curtem uma erva. É permitido fumar somente dentro dos coffee shops, dizem que na rua não pode.. mas todo mundo faz. Na loja você compra o Bob (como eu carinhosamente chamo a erva, apesar de não gostar) já pronto para o consumo e custa em média €5 – o que é caro, preço de turista. Nessas lojinhas você encontra coisas muito além da sua imaginação… pirulito de Bob, shampoo de Bob, chocolate de Bob, sào infitas opções. Também tem os estimulantes: os lindos cogumelos mágicos. Você escolhe de acordo com o que você quer sentir: explosão de cores, energia, sensação de estar flutando. E o mais divertido são os folders desses cogumelos. São vários tipos e cada um tem um nome tipo “Atlantis: find the lost world”, “Mexicana: fiesta del color”, e por aí vai. (se quiser mais, tem aqui: http://www.mushmagic.com/ ). São totalmente naturais, e eu, particularmente, super aconselho a experimentar uma vez na vida. Escolhemos um lindo dia de sol pra fazer isso, compramos o “Atlantis”. Devíamos estar de estômago vazio pra comer aquelas coisinhas. Ok. Cogumelos mágicos tem um gosto horroroso. Não consegui me decidir bem se eles tem gosto de batom, ou de fruta podre ou de terra com raízes. Sem contar que deixa um gosto ácido na boca, pra conseguir comer aquilo eu tomei muita água durante. Não pode ingerir nada com açúcar para que não seja cortado o efeito. Ok. Vestimos nossas roupitchas mais confortáveis, só saímos com um par de cangas na mochila e garrafas d’água. Não pegamos mais nada, porque não sabíamos como iríamos reagir.. vai que a gente perde tudo. Até a chave do apê nós fizemos a manha de escondê-la. Seguimos rumo ao Vondelpark, o parque mais Alice país das maravilhas. No começo, eu me senti muito estranha. Um pouco de náusea, senti meus braços leves e de repende as sombras das árvores começaram a ficar incríveis. O cheiro das coisas ficou mais aguçado, parecia que eu tinha um gramado dentro do meu nariz. Amsterdã também é muito um gay paradise, e eles fazem isso com muito estilo por lá. Então tá, a gente escolheu um spot bem na área super gay do parque. Cinquentões de sunga pink passando protetor solar nas costas de seus baby boys. Outro chegando super pintoso em cima de uma bicicleta linda com cestinha, super bem vestido. Todo mundo muito bem resolvido e feliz. 

Foi ali mesmo que resolvemos ficar.  incrível, você sente uma felicidade muito intensa, as cores vibram. É um desfile de cores, elas nunca fizeram tanto sentido. Você se sente muito conectado com a natureza, é uma coisa mucho louca mesmo. Eu via a grama se mexendo, coisas pulsando, mas tudo com uma energia positiva. E a gente tinha ataque de risos igual retardados. Foi super. Tabus a parte, a vida é muito curta e complexa pra ficar estabelecendo regras sem muito sentido. Eu super quero ter essa experiência com meus pais, principalmente com a minha mãe. Teve uma hora, não sei se era porque eu ouvia uma música oriental no iphone mas eu fui transportada a uma canoa no meio de um lago muito calmo, e eu vestia um daqueles chapéus vietnamitas e estava sentada nessa canoa com alguém que parecia ser um sábio chinês com bigodinho branco no estilo e tudo, e ele me dava chá. E foi tão real. Era uma sensação tão pura, tão boa. Enquanto isso, o Alexander me dizia que tava dentro de um video game.. HAHAHAHA! Depois a gente resolveu ir pra uma volta (quando sentimos que podíamos andar sem nenhum problema!), o percurso que era pra ter sido super rápido ficou longo. Paramos em uma ponte para observar girinos, a gente ficou tanto tempo ali apreciando aqueles pequenos seres vivos que até sentimos que já éramos tão próximos. Foi lindo. E deu pra sentir que as pessoas passavam tentando achar o que era tão interessante que a gente estava olhando! Com todo meu coração, eu definiria esse dia com essa trilha sonora:
 
 
E além de tudo, você não fica morto, seu cérebro funciona, você raciocina normalmente, tem uma energia para conquistar o mundo correndo. 
 
 
Eu tive que voltar no mesmo lugar um dia depois do louco louco melo e ir tirar uma foto do que eu tinha visto! Foi tão engraçado ir ao banheiro público do parque (aqueles caixotes móveis), e eu entrei lá morrendo de nojo de levantar a tampa do vaso pra fazer um pipis.. aí quando levanto tá esse lindo sorriso esperando por mim! Achei o máximo! Tudo conspirava ao meu favor nesse dia! 🙂

stroopwaffel: a bolachinha holandesa

Agora, deixando de lado essas experiências um pouco irreverentes, vamos falar um pouco das outras coisas que existem na cidade. A Holanda também faz queijos como ninguém, e existem lojas gigantes onde você pode ir lá na maior cara de pau e quase encher o pandú com queijos para degustação. Rs. E you dont feel ashamed for that! E cada queijo assim: pedaço do céu. Se você for a Amsterdam, não deixe de provar a bolachinha holandesa “stroopwafel”. Ela é recheada de caramelo e é perfeita pra colocar em cima da xícara de chá e esperar amolecer um pouquinho. Fica muito boa! E ah, quase esqueci. A maionese é a melhor do mundo. Absurdamente calórica mas vale cada átomo gordo! Peça uma batata frita com maionese nos quiosques e seja feliz

Bom acho que os dois grandes perigos da cidade são: você ser atropelado por uma bicicleta ou você cair em algum dos canais. Deve-se levar em consideração que as pessoas não estão muito sóbrias (ou você não está) e os ciclistas andam iguais malucos fugidos do hospício, e outra se você cair em algum dos canais é bem difícil você conseguir sair de lá porque não tem degraus e a água é mega gelada, mesmo no verão.
Não tive muita vontade de entrar no Rijksmuseum, onde tem muito Rembradt e Van Gogh. Eu  tive overdose de arte depois do Louvre. E eu me interesso mais por arte moderna.. aí demos um pulo no Stedelik Museum. Deu pra ver obras do Roy Linchestein, Warhol, Cobra, esses caras. E um pouco de design. Foi lindo.
Ficamos 10 dias em Ams e nos últimos 4 dias eu tentei entrar na casa da Anne Frank sem sucesso por causa das filas gigantescas. (por conta de os cartões terem sido roubados, não dava nem pra comprar bilhete online). Mas no penúltimo dia liguei o dane-se e acampei lá. Demorou quase 2 horas. No andar debaixo tem uma sala interativa com um video sobre a segunda guerra. Aí depois só resta subir as escadas estreitas, e a casa estava tão entupida de gente que era preciso esperar parada nos degraus das escadas… um pouco de pânico pra quem tem claustrofobia…Não é permitido tirar fotos dentro da casa, nem dar de espertinha com o celular. Nada. A gente passa pela estante falsa (que é a original) para poder entrar no anexo. Os móveis foram removidos, mas ainda é possível ver as colagens que a Anne tinha no quarto dela. Mas não deu pra captar muito a atmosfera do ambiente por conta do monte de gente que tinha lá dentro.
Acho que é isso o que eu tenho pra contar!
um beijo psicodélico!
devaneios viagem

Parrí (ou pra chorá?)

 Bom, para variar, aconteceram um milhão de coisas novas nesses últimos meses. Tô me sentindo igual cachorro quando cai de caminhão de mudança e mal sei por onde começar! Vamos dar nomes aos bois!
  • faz quase 4 meses que me mudei pra Suécia (o que já parece uma eternidade pra mim!)
  • Dei um pulo em 3 grandes capitais que eu não conhecia antes: Paris, Amsterdam e Oslo
  • Comecei meu curso de língua sueca
  • tô grávida, xenti. WHAT?!!!!!
Bom, eu quero falar de tantas coisas que vão render assunto pra manga. Mas vou tentar ser breve nos assuntos. (porque são coisas que eu não posso deixar passar batido!)
 

Paris
 Bom, que todo mundo fala que Paris é linda e romântica, a gente já tá careca de saber. Mas só indo até lá pra saber o quão estressante aquela cidade pode ser! Acho que a gente gastou mais tempo dentro do metrô gigante de Paris do que na própria cidade. A gente ficou na casa de um amigo do Alexander, na L’île de Saint Denis, no norte da cidade. A casa dele não ficava tão longe do centro, mas a gente gastava tanto tempo dentro do metrô sendo arrastado pela multidão sem fim de pessoas correndo pra lá e pra cá, de enlouquecer. Era pura via sacra chegar ao centro da cidade. a gente tinha que andar até o trem pra pegá-lo até a estação, de lá a gente ia para o metrô e se perdia nas linhas gigantes e imensas. Sem contar naquele cheirinho clássico de cc coletivo!

     O bairro em que ele morava era meio que o gueto organizado de Parrí, era um antigo bairro muçulmano. Tanto é que um dia a gente foi tomar café por lá, e eu pedi pra usar o banheiro do lugar. O-key. Ficava lá no fundão, dentro de um corredor gigante, sem luz.. aí tive que usar a lanterna do celular pra saber onde eu tava e descobri que o banheiro era *muslin style*, ou seja aqueles que só tem um buraco no chão.
 
Tive que dar uma chacoalhada básica no Alexander para ele ser um turista mais ativo, ele já foi umas dez vezes pra Paris e nunca tinha ido ao Louvre, por exemplo (e nem o amigo dele que nasceu lá e mora há 40 anos!). Bom, eu sou super clichê nessas coisas de visitar os must go dos lugares. Seu corpo fica podre, moído porque você quer ver tudo, quer andar por tudo até anoitecer e quando chega a noite, você quer festar. E como transporte em Paris é caro, forget about getting a cab! O mais em conta é comprar o bilhete de metrô+trem para vários dias. (5d custa €17,50).
E você é obrigado a se virar nos trinta! Quase ninguém fala inglês (ou sabe falar e não quer porque acha feio!), aí você tem que arriscar a falar francês. Trés tenso! Um dia a gente resolveu ficar na rua até mais tarde e pegar o último trem pra casa, só que a gente errou na última estação e tivemos que descer em uma desértica, onde não existia ônibus, taxi, nada! A bosta é que o metro pára de funcionar muito cedo, por volta de meia noite já parou de funcionar.. só nos finais de semana rola uma hora a mais de consolo. Aí tá, a gente olhou no mapa e viu que se a gente fosse andando pra casa iam pegar a gente e vender nossos órgãos pro mercado negro. Mas mesmo assim a gente resolveu ir a pé até onde dava, ficamos mega perdidos. Não passava nenhum taxi, e se passava não parava. Começou a ficar frio, a gente com fome, mal humor até umas horas.. aí veio a polícia parar um carro.. e a gente foi lá tentar falar com eles (rolou mais mímica do que qualquer outra coisa!) JE SUIS TOURISTE, JE SUIS PERDÚ!! ahahah.. enfim, os guardinhas da moto pegaram a lanterna de mão deles e ficaram fazendo ronda pra gente conseguir pegar um taxi! E conseguímos!
Só sei que se tem que ir a Paris inúmeras vezes pra poder curtir a cidade de fato. No começo, obviamente, a gente quer turistar ao máximo, e as vezes é impossível escapar das filas! Eu me informei antes e vi que dava pra entrar no Louvre sem ter que enfrentar aquela fila monstruosa, e o Pompidou também!
Tudo em Paris é imenso, a gente só consegue captar um pedacinho das coisas. O Louvre, por exemplo, é preciso sei lá, anos pra conseguir digerir tudo que tá lá dentro .Ok que dá pra ver todas as obras em uns 4 dias.. mas a maioria das pessoas só vê em um, e no final tá morto e não aguenta mais ver arte pela frente. “Oh! Uma múmia de 2938294839 anos atrás. Le-gal”,
 
O caso Mona Lisa
Bom, eu tenho que falar sobre isso. Ela é a musa da arte. Na verdade, eu acho que existem quadros muito mais interessantes e bonitos do que ela.. mas ela é famosa pela polêmica que gera. Enfim, ela é a mais cobiçada pra ser vista no Louvre. Todo mundo fica lá em uma sala gigantesca tentando encontrar o melhor ângulo para poder fotografar o quadro (que é bem pequeno, por sinal!). Eu cansada com essa história toda, propus fazer um top less pra animar o dia haahahahaah.. “já que tava lá sem fazer nada!”. Só que na hora, deu um certo cagaço, obviamente, por que tem uns seguranças perto da Mona e eles podiam muito bem me botar pra fora (eu ainda queria ver a Venus de Milo, sascoisa). A gente só queria bater uma foto pro álbum de família e dar no pé. Foi questão de 2 segundos, abrir a blusa, clicar e fechar. E detalhe que tinha uns mulequinhos bem ao lado do Alexander.. eu falei pra ele “there are children here!” Ele não tava nem aí e começou a ficar p, ai resolvi deixar de cu doce e fazer logo a foto 🙂
Nosso plano era fazer todo o percurso até Varsóvia e de lá voltar pra Suécia, mas naquela muvuca de entra e sai de trem, um elemento* muito mão leve roubou a carteira do bolso do Alexander. Aí zicou legal, cartões, identidade/carteira de motorista.. os tickets de trem, dinheiro, tudo lá! Aí gente viu a viola em caco e teve que ficar dependente do western union pra sacar dinheiro (o que demorou pra gente poder pegar). Sem contar que a taxa de saque era alta (€60) e a gente pegava quantias razoavelmente altas, o que nos dava uma certa paranóia do tipo  “onde vamos guardar?”..Também tínhamos trazido muitas coisas nas malas, não cabia mais nada dentro delas.. e acabamos gastando mais do que o planejado. Aí assumimos que não estávamos devidamente preparados pra seguir a viagem até o final.. depois de Amsterdã ainda faltava Berlim, Cracóvia e Varsóvia.. Aí achamos melhor desistir e fazer isso mais pra frente com mais planejamento. 
Fica uma bela dica pra você seguira na lata: nunca, mas NUNCA mesmo, vá a Paris turistar durante o verão! Tudo fica absurdamente lotado – sem contar que faz um calor do cão também! E por conta disso a gente acaba se frustrando e cansando de ver gente pela frente! Vou dar um exemplo, a gente foi visitar o Palácio de Versalles (ele fica a 20km da cidade – pra não dizer na puta que pariu..), pra entrar não tem como escapar da fila kilométrica no sol (sem exageros!). Mesmo tendo comprado os bilhetes antes.. tem que ficar lá fritando no sol movendo a 2km/h. Aí não parou por aí, a gente entrou no castelo e tava uma sauna lá, pior do que metro da Sé em horário de pico, tinham japoneses sendo cuspidos pelas janelas. O que era pra ser curtido acabou virando tortura. Aí a gente optou em ir lá fora nos jardins, que eram maravilhosos e que fizeram valer a pena a nossa ida até lá.. apesar de tar um calor do cão! (e eles serem enoooormes). E os sanduíches que vendiam lá dentro era  mais pão do que qualquer outra coisa.. um panini por €8 recheado quase só por ar. Acho que calor só é bom quando se está na praia de bikini, caso contrário, a gente tem que ficar correndo do sol.
Confesso que pirei muito mais quando consegui achar minha loja favorita (a Forever 21, que ficava lá nos cu dos Judas de Paris) do que a Torre Eiffel! haaaaa

Uma coisa que eu fiquei na cabeça e queria muito ir visitar eram as Catacumbas (mesmo que a versão aberta ao público seja bem turística). Eu achei incrível – e um tanto creepy- a ideia de resolverem colocar os restos mortais das pessoas que estavam enterradas nos cemitérios durante o século XVIII. Fizeram isso por questões sanitárias e de super lotação. Aí resolveram botar as ossadas nos túneis que haviam debaixo da cidade (que tem uma extensão enoooorme!!!!) Os túneis são localizados muito além do que sete palmos de terra. Ficam a 20 metros de profundidade. Falando assim não parecem ser tão profundos, mas eles ficam bem abaixo dos metrôs, por exemplo. Nós fomos no nosso último dia e tivemos que enfrentar uma fila de, sem brincadeira, 3 horas pra poder entrar (já que eles não vendem bilhetes on line). Cômico foi quando eu pedi pra que o Alexander fosse pra fila enquanto eu ia procurar um banheiro, aí quando voltei fui para o começo da fila, ou seja, na entrada das Catacumbas, mas aí quando olho na esquina vejo que o final da fila era lá, ou seja, ela dava a volta no quarteirão! HÁ! Mas acho que vale muito a pena. Acho que foi a maneira mais simples de eu ter tido contato com a morte. Lá embaixo só há silêncio e escuridão. Dá uma certa angústia mas ao mesmo tempo desperta curiosidade. É um mar de ossos gigantesco, e alguns crânios até foram arranjados artisticamente para, tipo, formarem um coração. A conclusão mais simples que se pode tirar é a de que a vida é fugaz demais.

Dicas antes de ir a Paris:
Assista: Paris Je t’aime e 2 dias em Paris (esse filme dá pra captar muito o jeitinho francês!)
Foi aqui que consegui informações valiosas do tipo entrar em museus sem enfrentar filas.. e que moradores da união européia abaixo de 25 anos tem entrada gratuita em vários lugares culturais – tais como Louvre, Pompidou e Versailles.
Acho que é mais ou menos isso.

Aqui vão algumas fotos na cidade da baguete!

um lindo souvenir do Pigalle! 😉
 

 

restaurante da Amelie, fofo dimais.
 
É isso aí. Bisou!
viagem

hola ¿que tal, boludos?

Vamos lá, começando a falar dos nossos vizinhos: os portenhos. Voltamos de Buenos Aires quinta passada e o que posso dizer no geral é que a segunda maior capital da América Latina não é assim tão diferente do nosso Brasil baronil. Dá pra ver que eles tentaram se “europeizar”. O que a gente sempre ouve daqueles lados? Futebol, churrasco (parrilla), tango, of course, e vinho nhami. Bom, sobre futebol eu pulo porque acho uma chatice danada a não ser assistir para olhar as pernas dos jogadores, mas depois de 5 minutos fica entediante o jogo (mas vale a pena, uma vez na vida, ir ao estádio ver uma partida). Churrasco: a famosa *parrilla* deles. Ó só nem é tão boa assim, nosso churrasquinho ganha largado deles. Fomos em vááários restaurantes a procura da parrilla perfeita e nada que considerássemos ser uma orgia em nossas bocas, e eu nem sou chegada tanto assim em carne, sou muito mais feliz indo em um lugar brócolis friendly.

Ficamos em um lugar muito simpático onde também era um estúdio de tango. O lugar era no segundo andar de um sobrado, que era tipo um casarão com grandes vidraças e tetos altos com um certo romantismo. O casal que mora lá são dançarinos de tango, então as vezes era meio tenso porque para ir ao banheiro tinha que cruzar o salão/cozinha/área social onde eles estavam ensinando alguém a dançar e eu não queriar atrapalhá-los..

Momô, um de nossos anfitriões
Ona, uma de nossas anfitriãs

ficamos no bairro chamado Constitución, era bem hard core andar por lá, mas era pertinho do metrô (que também é bem zoadão e as pessoas podem fumar dentro da estação, até vimos um policial fumado). Lá em Buenos Aires nem era tão buenos assim, a noite era um menu a la carte de travestis em ruas sombrias. O Alexander bonitão deu um de gringo doido e quis sacar a câmera dele para tirar foto dos travecos. Alooou, tá doido cara! Eles vem até você e te cortam com gilete e te passam aids e e e .. Já viu. Imaginação voa longe.
Nas estações é preciso que se carregue uma bola de cristal para saber onde comprar os bilhetes na boleteria, porque aquilo de lá é uma zona só. E o pior de brasileiro é que a gente pensa que sabe falar espanhol mas não sabe. Achamos o nosso lugar pra ficar pelo airbnb.com, que é muito bom! A gente ficou oito dias e foi uma média diária de, no mínimo, dois litros de alcool consumidos. Agora a garrafa de Brahma ficou tão magrela comparando a de 1L da Quilmes! Você acha vinhos super saborosos pela merreca de uns 50 pesos.  Prove o “La linda” e “33”, você vai fazer sua calcinha voar longe. Fizemos todos os passeios, praticamente, a pé. Visitamos o museu MALBA num dia de chuva e vi minha sister pintada, Frida Khalo. É lá também que fica o Abaporu, de Tarsila e alguns quadros do Di Cavalcanti, dentre outros.
Quando a gente chegou na cidade, já no taxi, bêbados de sono porque foi um voo noturno, eu pensei “olha, as ruas são tão limpinhas”, mas era porque a gente tava cruzando o bairro mais top da cidade, o da Recoleta.

Lá também tem o lugar que você diz “é muito américa latina”, música fogosa, gentarada transitando, pé sujo, chão sujo, água suja correndo, sascoisa, muitas barraquinhas vendendo coisas falsetas. É como infiltrar numa praça da Sé com gente falando espanhol. Bom, de novo, não é muito diferente do que se vê aqui por aqui. BA se resume a bares, restaurantes, teatros (o que tem aos montes), livrarias e casas de show. Tem  muito casarão por lá, e tem alguns lugares que você entra que parece que se foi transportado ao ano de 1930. Bom, da outra vez que fui pra BA, só tinha dado um pulo rápido daqueles que eu tava acostumada quando trabalhava no navio, na Rua Florida e no Caminito. Deus, Caminito é o safari pra gringo, é tipo, too much. Mesmo! As casinhas coloridas são simpáticas mas é isso. Não é mais autêntico, já deu o que tinha que dar. E o bairro Boca é meio zoadão para se andar, o que se pode achar de interessante por lá é grafiti, e ah, o estádio (mas pra mim grafiti é bem mais interessante! mwah)E a famosa Calle Florida, nem é interessante e já nem tá mais tão barata assim. Só vale a pena pra se comprar coisas de couro. E eu virei perita nesse assunto porque o Alexander namorou todas as bolsas possíveis em todas as lojas possíveis para escolher a melhor pelo melhor preço. E até fomos na rua fora do tráfego de turistas, a Rua Murilo, lá comprar couro é muito mais barato que a Florida. Mas pra quem quer comprar bolsas, vai pra Florida, na Murilo só se tem jaquetas, uma infinidade delas (a não ser que vc tenha mais tempo e pode pedir pra alguém fazer uma bolsa pra você e esperar ela ficar pronta). Eu que nem ligo muito pra bolsa, já me contento com sacolas de pano que se acha quase de graça em livrarias, comprar bolsa não é um troço que me comove muito. Acho que nesse mês de novembro vi tumba suficiente para a vida! (antes eu tinha ido “brincar” de caça ao tesouro no cemitério São João aqui no Rio, a busca do túmulo do Vinícius de Moraes, Carmen Miranda, Cazuza, dentre outros). Acho que é meio que um must ir no cemitério da Recoleta, que todo mundo fala. Agora é um mausoléu que virou museu a céu aberto.

túmulo da Evita

A única pessoa famosa que eu sabia que tava enterrada lá era a Evita (que antes eu pensava que Evita, e Eva Perón eram pessoas distintas, but not.) Encontra-se muita art-noveau pelos túmulos de lá, que te mostram bem a pompa de suas moradas eternas. E em alguns a coisa é bem macabra, porque lá eles não costumam enterrar os caixões (tipo, oi? oi?) Eles ficam à mostra. Então há alguns que estão até desfazendo sabe.. e acho que não tem mais ninguém pra cuidar. E eu mega curiosa como sempre, sempre ia lá espiar pelo buraco dos túmulos pra ver o que tinha dentro, e mano, dentro de alguns eu contei mais de 16 caixões, uma galera enterrada junta. E lá também tem 398457358 gatos, gatos macabros. Tipo, super filme de terror. E velinhas com pinta de bruxa dando comida para os gatos macabros. Sinistro. 

Eu não sabia que a Mafalda era argentina. Ela fica sentada em um banquinho no bairro de San Telmo. Na minha última noite, depois de duas garrafas de vinho (a gente pensou que não era capaz de tomar uma garrafa inteira a noite..) eu fui lá abraçá-la e bater um papo. Era meio tenso sempre aparecer nas fotos com os dentes roxos por causa do vinho. Ah, e é em San Telmo que acontece a maior feira dominical de quinquilharia da América! É tralha pra mais de metros! Eu tive overdose de antiguidades. Tem tralha para todos os gostos, de todas as épocas.
E é bom ficar esperto quando você pede a conta no restaurante porque eles sempre dão um jeitinho de aumentar os preços. De fazer a conta ficar mais cara no final. Não foi em um só restaurante em que tivemos problema desse tipo. Uma coisa que amei que eles servem de sobremesa lá é marmelada de batata com queijo. Um restaurante que eu indico que é bem localizado e tem uma comida bem boa, e preço bom é o La Maria, que fica na Calle Callao. Eles tem refeições completas (prato+vinho/água+café/sobremesa) por +- 60 pesos, e a qualidade de tudo é muito boa. O bom da Argentina é que você se regala nas comidas e vinhos 😀  e o resultado disso é que criei uma massa de pão na minha barriga. Eu até preferia estar grávida porque se eu não estiver (e eu não estou), serei somente gorda. Então, logo, prefiro estar grávida do que estar gorda. Mas o mais (des)interessante é que ainda tem gringo cara de pau que pensa que a capital do Brasil é Buenos Aires, pode um troço desses?!

Tango. Quando se fala em tango a primeira coisa que vem na mente de 5,235  dos 6 bilhões habitantes da Terra é La Cumparsita e/ou a música do poderoso chefão, si o no? Pois então, é meio difícil ir assistir um show de tango que não seja muito comercial, porque todo mundo (pelo menos eu – faço de minha voz, a de todos) sempre quis ver um show de tango daqueles que não há quase ninguém em um lugar pequeno com bons dançarinos.
A maioria dos shows são meio caros, tipo Broadway, e muita gente disse por aí que a qualidade da comida que servem nos jantares é meio no chinelo. Fomos de última hora assistir um show no café Tortoni, que foi bem simpático, o cara até fez aquela coisa de segurar a mulher e fazer ela virar de ponta cabeça girando ela pelos braços, pareceu ser tão fácil. Mas não.
Até arrisquei ir a uma peluqueria (essa é minha mais nova palavra favorita em espanhol): cabeleireiro. Fui cortar a franja e acho que conclui que não vai ser nesse planeta que alguém vai conseguir fazer isso satisfatoriamente. O cara me disse “medialuna”que? “medialuna, así, és más linda”. Então tá, né. Ele fez um arco na minha franja e assim ficou. Tudo é válido nessa vida. Falando em medialuna, os argentinos tomam um cafézinho muito sem graça de manhã, só café com leite e medialunas, que são nada mais do que croissants sem nada dentro. Eu já curto um regalo quando acordo: suco de laranja, pão fresquinho da padaria, frios enroladinhos, mamão, queijo minas, mel, granola, café com leite, requeijão e geléia de amora. É assim que eu fico feliz.
Depois que a gente achou que já tinha visto tudo na cidade, pegamos o trem (com muito sono e babando no ombro do outro) para Tigre, uma cidadezinha que fica bem no delta do Rio da Prata. O lugar prometia ser interessante, sendo que é formado por várias ilhazinhas e toda a locomoção é feita através de barcos. Ok, fomos pra lá. Minha experiência: só andar de barco que é legal lá, porque o motorista bota uma musiquinha espanhola bem danada, e transporta melancia, cachorro, toda essas farofaiada no barco e você aprecia a paisagem. Fora isso não tem mais nada pra se fazer lá. Não desça nas ilhas, porque é cilada, Bino! Você vai morrer de tédio e FOME, deusdocéu. É só cazinhas de verão que tem lá, nem os únicos dois restaurantes da face da terra estavam abertos, nos sentimos em uma cidade fantasma, habitada por turistas. E era um calor da porra que eu quis morrer.

Acho que por hoje é só! Besos.